
Na manhã desta quarta-feira, 1 de abril, António Costa foi ao programa de Cristina Ferreira para falar sobre a situação do novo coronavírus em Portugal. E durante a conversa, o primeiro ministro respondeu a perguntas sobre o fechamento das escolas, os apoios concedidos aos pais que precisam ficar com os filhos em casa, as férias de Páscoa e se vão haver medidas mais restritivas em breve.
Escolas e apoios aos pais
“Não havia forma de garantir um valor a esses pais que ficam com os filhos neste periodo de ferias escolares?”, perguntou Cristina Ferreira.
“Os apoios são para as pessoas que ficam em casa para cuidar de um familiar doente. Este apoio é uma solução extraordinária, que não havia. As crianças não estão doentes, as crianças não estão confinadas e o que acontece é que a escola fechou.” António Costa explicou que este é um apoio extraordinário e que é pago com o auxílio de três partes: o estado, a entidade patronal e o próprio vencimento. O primeiro ministro não disse que vai haver um novo apoio aos pais durante o período de férias escolares.
António Costa também não quis afirmar que as escolas ficam fechadas até o final do ano letivo e disse que só vai revelar se esta medida será necessária no dia 8 de abril. Porém, António Costa assegurou que os alunos não vão perder o ano e que o governo está a avaliar novas formas de garantir o acesso ao ensino, tal como as redes de televisão.
Férias de Páscoa
António Costa revelou que não sabe quando Portugal vai poder voltar a abrir as portas: “Temos de ter confiança para viver esta situação. Não sabemos e vamos estar assim um mês, dois meses, três meses. E isto é assustador”, afirma o primeiro ministro, que completa: “O sonho que todos temos era que no final deste mês de abril podermos abrir um pouco as portas”, ao que Cristina Ferreira perguntou se isto seria possível: “Não sabemos”, respondeu António Costa.
Foi quando António Costa disse que este ano, “vamos viver a Páscoa de uma forma radicalemnte diferente”.
“As pessoas não podem ir à terra. Não podem visitar os familiares que têm à terra. Os nossos compatriotas que vivem fora, que este ano não venham, fiquem. Se vierem não podem sair de casa. Não venham. As famílias numerosas vão ter que estar juntas separadas e isto não é ano de fazer grandes almoços de páscoa.”
Medidas mais restritivas
Ao final da conversa, Cristina comentou sobre a possibilidade de o estado de emergência ser extendido na próxima quinta-feira, 2 de abril, e perguntou: “Poderá regras mais apertadas a partir de amanhã?”
“Vamos adotar medidas mais claras para que as pessoas percebam que no período da Páscoa não podem andar de um lado para o outro.” António Costa voltou a reforçar para que as pessoas fiquem em casa, e não viajem para as casas de veraneio ou casas de familiares.
António Costa não quis afirmar quando as coisas voltam à normalidade. “Quanto mais disciplinados formos neste período, menos tempo isto dura”, disse o primeiro-ministro que afirmou que a reabertura tem que ser feita de forma devagar. “Temos que chegar a um ponto em que temos um número de casos novos tão limitado que podemos conviver com o vírus”.