Na adolescência, Mariana Perestrelo, agora com 32 anos, já ‘fantasiava’ a maternidade e há cinco anos o sonho tornou-se realidade. Os dois filhos, José Filipe, de cinco anos, e Mateus, de dois, fruto da sua relação com José Filipe Rebelo Pinto, deram realmente novo significado à sua vida. Atenta a todos os passos e necessidades dos filhos, Mariana tem conseguido conciliar o papel de mãe com a exigência do seu trabalho enquanto proprietária de duas empresas, a Marie Press & Pr. Consulting e a I Wish, esta última em parceria com a atriz e sua amiga de longa data Inês Castel-Branco.
Por ter um sentido de família bastante forte que acredita já ter transmitido aos seus filhos, a empresária é uma fã incondicional do Natal, que passa com o pai, irmãos e sobrinhos.
Avessa à exposição pública, esta foi a primeira vez que Mariana abriu as portas da sua casa, situada num terreno que partilha com os pais e irmãos no Estoril.
– Tem uma vida profissional bastante agitada. Como a concilia com a maternidade?
Mariana Perestrelo – Tenho a sorte de ter algum apoio, pois tenho uma pessoa em casa que nos ajuda. O facto de ser patroa de mim própria permite-me gerir os horários e por isso consigo, de vez em quando, ir buscá-los e levá-los à escola. Tenho o cuidado de passar com eles tempo de qualidade e de jantarmos sempre juntos para que contem como foi o dia na escola.
– Essa forma de estar com os seus filhos foi instintiva?
– Sempre tive um instinto maternal muito forte, pois além de ter sido tia muito cedo – tenho um irmão com 40 e tal anos e outro com 39 –, tive ainda um irmão tardio, hoje com 13 anos. Das minhas amigas fui das primeiras a ter filhos, fiquei felicíssima quando descobri que estava grávida. Como dizia a minha mãe, no momento que tive o Zé Filipe no colo, parecia que toda a vida tinha sido mãe.
– Sempre quis, então, ser mãe…
– Sempre, e sempre quis que o primeiro filho fosse um rapaz, pois julgo que a cumplicidade entre uma mãe e um filho é completamente diferente e muito forte. Eles acabam por ter um instinto de proteção que eu acho muito engraçado e que exploramos muito os três. Claro que daqui a uns anos também gostaria de ter uma menina.
– Como é a relação entre eles?
– Dão-se muito bem. O Zé Filipe ajuda-me imenso e é muito atencioso com o irmão. De feitio são muito parecidos, mas o pequenino tem uma personalidade muito forte e vincada. O mais velho tem sempre a sensibilidade à flor da pele. O Mateus está sempre a dizer que o irmão é o seu herói [risos].
– E eles são parecidos com os pais ou têm personalidades muito distintas?
– São muito afetuosos e dengosos como nós e com personalidades muito vincadas também. Julgo que acabamos por ser os quatro muito parecidos.
– Sendo uma mãe tão próxima deles, como consegue impor autoridade?
– Apesar do muito mimo que lhes dou, sou um pouco obcecada com rotinas, pois acho que são fundamentais na evolução e autonomia de uma criança.
– Com a família a morar praticamente na porta ao lado, não há alturas em que isso se torna invasivo?
– No início é sempre mais difícil para a pessoa que está a viver connosco, mas correu muito bem. É bom, porque sei que tenho um apoio sempre que possível, mas como cada um tem a sua porta para entrar em casa, não se torna desconfortável e respeitamos muito o espaço de cada um. Hoje em dia dou imenso valor ao facto de ter a família toda aqui à volta.
– Fortaleceu o sentido de família… – Dou imenso valor à família e já estou a transmitir isso aos meus filhos. Eles adoram a família.
– Também por essa razão, o Natal há de ser uma época especial…
– Sim, mas claro que ganhou mais importância desde que fui mãe. No dia 24 preparamos a chegada do Pai Natal, deixamos as bolachas e o leite. No dia seguinte acordo mais cedo para fazer umas pegadas, para manter a crença dos meus filhos, e depois vamos de pijama para casa do meu pai, que mora aqui ao lado, juntamente com os meus irmãos e sobrinhos. Só então abrimos os presentes.
Agradecemos a colaboração de Horto do Campo Grande e Zara Home
Mariana Perestrelo conta como educa os filhos
“Apesar do mimo que lhes dou, sou obcecada com rotinas, que acho fundamentais no crescimento”