Filho de emigrantes, Ruben Alves emocionou os portugueses que vivem em França com a sua primeira longa-metragem, A Gaiola Dourada. “Este filme é a minha homenagem aos meus pais e a todos os portugueses que se viram obrigados a deixar o próprio país em busca de uma vida melhor”, explica à CARAS a bordo do Spirit of Chartwell a caminho do Douro. “As reações têm sido incríveis porque, pela primeira vez, os emigrantes veem a sua história ser contada com dignidade e com projeção a nível nacional. Eles sentem-se orgulhosos por ver reconhecido, finalmente, o seu contributo”, conta o também ator que, nos últimos tempos, se tem dividido entre Paris e Lisboa, onde comprou casa recentemente. “Felizmente não tenho de escolher entre as duas cidades, elas complementam-se. Sou fã de Portugal, um embaixador desde miúdo. Lembro-me que, quando era miúdo, preferia as praias da Costa da Caparica às de Saint-Tropez e quando trazia os meus amigos cá eles percebiam o meu fascínio”, exemplifica.
Depois do sucesso de A Gaiola Dourada em França, o realizador aguarda agora a reação dos portugueses a esta comédia que conta com Joaquim de Almeida, Rita Blanco e Maria Vieira nos principais papéis.
Ruben Alves estreia ‘A Gaiola Dourada’: “Sou um embaixador de Portugal”
Com 33 anos, o realizador luso-descendente diz que o filme é uma homenagem aos pais.