José
Eduardo Sampaio, de 58
anos, continua a ser conhecido por muitos como ex-jogador do Sporting e
comentador desportivo. Contudo, o antigo futebolista é também, há mais de 20
anos, um empresário de sucesso que lidera
o Grupo Casa do Marquês, uma empresa de referência na área do catering,
organização e produção de eventos.
A seu lado nesta aventura profissional o empresário tem a mulher, Florbela
Bem, e os filhos, Gonçalo, de 31 anos, e Miguel, de 33, que
nasceram de outra relação. O casal tem ainda uma filha de oito anos, Judite.
Tendo o mar e a paisagem do Guincho no horizonte, a CARAS conversou com os
quatro empresários no espaço Arriba Casa do Marquês sobre o desafio de serem
simultaneamente familiares e colegas de trabalho.
– Estamos num espaço inserido na paisagem única do Guincho. Qual é a vossa
relação com este lugar?
Florbela Bem – Adoramos este espaço. Conseguimos vir para aqui e
descansar. Estou a trabalhar, mas a relaxar ao mesmo tempo.
José Eduardo Sampaio – Num destes domingos, vim para aqui, estava
cansadíssimo e adormeci numa espreguiçadeira. Isto é mesmo um spot e até
nas folgas vimos para cá. Quando estamos aqui, somos transportados para uma
atmosfera única. Temos de mostrar que o nosso país tem sítios maravilhosos,
como este, aqui no Guincho.
– O Grupo Casa do Marquês é mesmo um projeto familiar. Tem sido fácil
trabalharem uns com os outros?
Florbela – Este foi sempre um projeto familiar e trabalhar em família
tem vantagens e desvantagens. Às vezes há excesso de confiança, o que não ajuda
muito, mas também conseguimos agilizar mais as coisas. Nós somos muito
organizados e quando temos um dia livre, conseguimos não falar de trabalho. E
no fundo, se pensarmos bem, é ótimo termos alguém que continue o trabalho que iniciámos.
José Eduardo – Não misturo as coisas. Eu e a Florbela não levamos o
trabalho para casa. É uma questão de organização e planeamento.
– O que é que vos apaixonou nesta área do catering e organização de
eventos?
– Preparei toda a minha vida desportiva para ser treinador, mas às tantas
surgiu a oportunidade de começar a trabalhar nesta área, comecei e fui ficando.
E hoje temos uma empresa líder em Portugal. Dá-me muito gozo ver que os meus
filhos querem continuar a trabalhar neste projeto. Tenho imenso orgulho neles.
São honestos e competentes e penso que passamos essa imagem para os nossos
clientes. Para nós os compromissos são mesmo para cumprir.
– E para o Gonçalo e o Miguel como é que tem sido ter o pai como patrão?
Gonçalo – É bom e é mau, mas na maior parte das vezes é bom. Temos uma
ótima relação e isso reflete-se também no trabalho. Mesmo quando há
divergências, conseguimos resolvê-las sempre. Nós crescemos dentro deste
projeto. Vivi a minha infância entre tachos e panelas e isso dá-nos uma experiência
que não aprendemos na universidade. Desde pequenos que sentimos tudo isto como
nosso.
Miguel – É divertido e animado. Temos muitas ideias que são sempre
discutidas com carinho e amor. O meu pai ajudou-nos a crescer na diversidade. É
uma área profissional muito absorvente e para trabalharmos nisto temos mesmo de
gostar.
José Eduardo – Entre nós há uma coisa fundamental: amor. Sou
‘pai-galinha’ e sei que às vezes sou chato. Tenho uma enorme paixão pelos meus
três filhos. E por isso, quando temos algumas zangas, conseguimos rapidamente
ultrapassá-las porque há amor. E é fantástico ver a extraordinária relação que
a Florbela tem com o Miguel e o Gonçalo. Há um grande equilíbrio entre nós.
José Eduardo Sampaio e Florbela Bem: Um casal em sintonia
Os empresários passaram uma manhã no espaço Arriba Casa do Marquês, no Guincho, e posaram ao lado dos filhos de José Eduardo, Miguel e Gonçalo.