
A trabalhar na RTP há quase 30 anos, Vítor Gonçalves é uma das caras da informação televisiva mais familiares para os portugueses. Atualmente conduz Grande Entrevista, programa que já o pôs frente a frente com os maiores vultos nacionais. Dessas conversas, 13 estão agora reunidas em As Palavras Que Ficam, um livro que permite ao leitor aperceber-se das duas principais regras do jornalista: “máxima liberdade para perguntar” e “máxima disponibilidade para ouvir”.
Numa manhã em que ficou na “outra cadeira”, Vítor Gonçalves partilhou o que o continua a apaixonar no jornalismo, os valores que o norteiam e o homem que é longe da televisão, algo raro para alguém que tem na privacidade um valor inquestionável.
– Na introdução do seu livro escreve: “Cada entrevista é sempre uma viagem.” Consegue sempre mergulhar nesses mundos que outros lhe trazem?
Vítor Gonçalves – Cada vez que mergulhamos na vida de alguém há sempre aspetos que não conhecemos. E é muito à procura disso que faço as entrevistas. Procuro nos entrevistados aquilo que não foi dito ou revelado.
– O jornalismo é um sonho de criança ou foi uma opção que apareceu mais tarde?
– Desde miúdo que sou muito curioso e me interesso por pessoas. Por isso, sempre foi muito claro que seguiria a área da comunicação. O jornalismo apareceu como escolha no liceu. Antes de terminar a faculdade, entrei para a RTP, onde construí a minha carreira. Estou lá desde 1992 e já fiz várias coisas. Já fui jornalista de sociedade, de política, editor de política, correspondente internacional, diretor-adjunto de informação, enviado especial, ou seja, tive muitas oportunidades diferentes. Mudei algumas vezes de vida dentro da mesma empresa.
Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1360 da CARAS.