Durante semanas, houve um silêncio pouco habitual em torno de João Almeida (27). Sem competir desde o final de março, ausente das provas e longe do ritmo que vinha a mostrar no início da temporada, adensava-se a sensação de que algo não estaria a correr como previsto.
A confirmação chegou agora: o ciclista não vai competir na Volta a Itália 2026, prova onde surgia como um dos principais candidatos à vitória final. A ausência marca um revés significativo numa fase em que o Giro era apontado como o grande objetivo da época.
Nas redes sociais, o português explicou que uma doença recente comprometeu a preparação. “Infelizmente, não estarei na partida da Volta a Itália no próximo mês como estava planeado. Ter estado doente afetou demasiado a minha preparação”, escreveu.

Doença travou a preparação
Tudo indica que a origem estará numa síndrome viral contraída após a Volta ao Algarve, onde terminou no terceiro lugar. A partir daí, o rendimento ficou condicionado, com cansaço persistente e dificuldades em regressar aos níveis habituais. A recuperação revelou-se mais lenta do que o esperado, levantando a necessidade de exames adicionais para perceber se existe algum problema subjacente.
O primeiro sinal mais evidente surgiu com a ausência no Paris-Nice. Seguiu-se a participação na Volta à Catalunha, já longe da melhor forma, onde o próprio admitiu não se sentir bem. Desde então, não voltou a competir — uma pausa que agora ganha outro significado.
A decisão de falhar o Giro foi tomada em conjunto com a UAE Emirates, numa fase em que o descanso se tornou prioritário. A ausência de João Almeida altera o equilíbrio da corrida italiana, onde era esperado um duelo com Jonas Vingegaard (29), agora reforçado como um dos principais favoritos. Na equipa dos Emirados, a liderança deverá ser assumida por ciclistas como Adam Yates (33) ou Jay Vine (30), enquanto António Morgado (22) poderá ter liberdade para procurar vitórias em etapas.
Para já, o foco está na recuperação e na tentativa de perceber o que esteve na base desta quebra. O regresso à competição permanece em aberto, tal como os objetivos para o resto da temporada, com a Volta a França a surgir como uma possibilidade — ainda dependente da evolução do seu estado físico.
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