Kiko is Hot (31) recorreu às redes sociais para partilhar um desabafo profundo sobre os primeiros anos da sua carreira digital e a revelação está a marcar os fãs. Hoje com uma presença consolidada no Instagram e no TikTok, o influenciador recorda que o início esteve longe de ser fácil.
“Eu tinha 16 anos quando comecei a receber milhares de ameaças de morte”, escreveu, numa reflexão emotiva que rapidamente gerou reações. Na altura, Kiko começava a dar os primeiros passos no YouTube, mas viu-se confrontado com uma onda de ódio motivada pela sua imagem e forma de expressão. “Chamaram-me todos os nomes possíveis. Eu ouvi coisas que nenhum miúdo de 16 anos devia ouvir”, confessou, explicando que tudo aconteceu por “ter um cabelo diferente e usar maquilhagem”.

Uma ‘personagem’ criada para sobreviver
Perante os ataques constantes, o criador de conteúdos admite que desenvolveu mecanismos de defesa que moldaram a sua identidade online. “Habituei-me a fechar-me. A não deixar transparecer vulnerabilidade”, revelou, acrescentando que acabou por construir uma versão de si mesmo mais confiante e intensa como forma de proteção. “Aquela versão exageradamente confiante de mim não nasceu só de ego, nasceu de sobrevivência”.
Ao longo dos anos, Kiko diz ter erguido “muros” emocionais para lidar com o ambiente hostil. “Fiz de mim alguém inatingível. Mais alto, mais barulhento, mais seguro do que realmente me sentia”, partilhou.
Agora, numa fase mais madura da vida e da carreira, o influenciador garante que está a tentar fazer o caminho inverso. O objetivo passa por desconstruir essas barreiras e permitir-se ser mais genuíno. “Reaprender que vulnerabilidade não é fraqueza. Que sentir não é vergonha”, escreveu.
A terminar, deixa uma reflexão que tem tocado quem o segue: “Ser sensível é uma coisa bonita. E durante muito tempo fizeram-me acreditar que não era”.
Do bullying a ícone digital
Francisco Soares, mais conhecido por Kiko is Hot, é hoje um dos nomes mais influentes do universo digital em Portugal. Pioneiro nas redes sociais, soma quase um milhão de seguidores entre o Instagram e o TikTok e destaca-se não só pelo humor, mas também pelas críticas às injustiças sociais. Orgulhosamente andrógino e conhecido pela forma autêntica como se apresenta, nunca hesitou em expor vulnerabilidades e incentivar os seguidores a serem fiéis a si próprios. Criou o seu canal de YouTube em 2011, ainda adolescente, como forma de combater a solidão — sem imaginar que se tornaria numa referência para uma geração. Ao longo dos anos, tem também colaborado com várias marcas, participado em projetos televisivos e afirmado a sua presença na rádio e na música, sem nunca abandonar o registo próximo e pessoal que o caracteriza.
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