A cantora e compositora Carolina Deslandes (34) recorreu ao seu Instagram no início do mês para fazer uma das partilhas mais íntimas e corajosas da sua vida pública. Mãe de quatro filhos — Santiago (9 – quase a celebrar 10 a 23 de junho), Benjamin (8), Guilherme (7), e o bebé Sebastião, de sete meses —, a artista publicou uma sequência de fotografias onde surge a mostrar a barriga refletida no espelho, algo que confessou não fazer há uma década.
Na legenda da publicação, Carolina partilhou um momento repleto de ternura com o seu segundo filho. “O meu filho Benjamim beija muitas vezes a minha barriga. Tenho uma diástase enorme e ele sabe que eu nunca a mostro. Nunca”, confidenciou.
A artista continuou a relatar o episódio que a levou a quebrar o seu próprio bloqueio: “Hoje de manhã tirei esta fotografia, a primeira em 10 anos, e ele entrou logo a seguir e disse: ‘Eu não disse que era linda?’.” Com este desabafo, Carolina Deslandes acabou por dar voz e visibilidade a milhares de mulheres que, após a maternidade, lidam com as marcas físicas da gravidez.
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O que é a diástase abdominal?
A zona da barriga possui um par de músculos longitudinais, localizados no centro do abdómen e posicionados lado a lado. São os chamados “retos abdominais”, que formam os conhecidos “quadradinhos” quando são muito exercitados. Quando estes músculos se separam a uma distância anormal (superior a 2 centímetros), ocorre a condição médica conhecida como diástase abdominal (ou diástase dos retos). Em alguns casos, esta separação resulta numa protuberância do conteúdo interno do abdómen, que fica menos protegido.
Sintomas:
Geralmente, a situação é facilmente identificada através de um exame clínico. Como o conteúdo abdominal fica mais exposto na parte central, ao aumentar a pressão interna (como ao tossir ou ao levantar-se), essa zona projeta-se ainda mais, formando uma saliência vertical ao longo do abdómen. O quadro não costuma apresentar outras dores ou sintomas associados.
Causas e Tipos:
A condição pode ser congénita (de nascença) ou adquirida. No caso da diástase adquirida, as causas mais comuns são a obesidade abdominal intensa, a perda rápida de peso, a idade avançada e, muito frequentemente, a gravidez — especialmente em mulheres mais magras ou em gestações com úteros muito grandes, como no caso de gémeos ou gravidezes muito seguidas.
Prevenção e Diagnóstico:
Para prevenir a diástase ao longo da vida, é fundamental manter um peso adequado e praticar exercícios físicos focados no fortalecimento da parede abdominal.
O diagnóstico é feito por um médico através da palpação. Nos casos em que a gordura abdominal dificulta a avaliação, podem ser pedidos exames de diagnóstico por imagem, como a ecografia (ultrassonografia) ou a tomografia computadorizada, para avaliar a extensão da separação muscular.
Tratamento:
Uma vez que esta condição apresenta baixos riscos de complicações de saúde, o tratamento é maioritariamente focado na componente estética e postural. O processo passa pela perda de peso e por exercícios específicos para fortalecer a musculatura do core.
Em alguns casos, especialmente em crianças, ocorre uma resolução espontânea. A cirurgia é considerada um recurso excecional, reservado para casos muito extensos que não recuperam com exercício. Nestas situações, uma vez que costuma haver também flacidez de pele, a correção cirúrgica é habitualmente feita em simultâneo por um cirurgião plástico.
(Fonte da explicação médica: Hospital Israelita Albert Einstein)