O mundo do futebol foi surpreendido esta segunda-feira, 13 de julho, com a notícia da morte de Rob Dieperink (38). O árbitro neerlandês, que no passado mês de maio viu o seu nome envolvido num grave escândalo, foi encontrado sem vida na rua onde residia.
Segundo avançou a imprensa internacional e o SIC Caras, as autoridades locais e uma equipa forense foram mobilizadas para o local. Até ao momento, as causas oficiais da morte não foram reveladas publicamente, embora várias fontes internacionais apontem para a hipótese de suicídio.
Do escândalo ao afastamento pela FIFA
A vida do árbitro Rob Dieperink sofreu uma reviravolta drástica em maio deste ano de 2026, quando foi detido sob a suspeita de ter abusado sexualmente de um menor. O alegado crime teria ocorrido após o apito final de um encontro entre o Crystal Palace e a Fiorentina, a contar para a UEFA Conference League. Na altura, Dieperink exercia também funções como oficial internacional de videoárbitro (VAR).

Apesar da gravidade das suspeitas, a investigação policial e todas as acusações que pendiam sobre o juiz neerlandês acabaram por ser arquivadas por manifesta falta de provas. Contudo, o impacto mediático e social do caso revelou-se fatal para a carreira desportiva de Rob Dieperink.
Mesmo com o processo arquivado pela justiça, a FIFA adotou uma postura intransigente e decidiu excluir Dieperink da equipa de arbitragem que se encontra a atuar no Campeonato do Mundo de 2026. A organização que tutela o futebol mundial justificou a decisão com a premissa de que todos os juízes devem manter uma conduta inteiramente irrepreensível, tanto dentro como fora das quatro linhas.
Seguindo as pisadas da federação internacional, também a federação de futebol dos Países Baixos optou por afastar o árbitro dos seus quadros no final da presente época, deixando o juiz de 38 anos sem espaço no futebol profissional.
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