Foto: Ariel Vaz

À semelhança de outras importantes marcas de design italiano, a escolha da localização para abertura da primeira flagship store da Poliform em Portugal não poderia ser outra: a dinâmica e, cada vez mais, atrativa capital portuguesa.

Foto: Ariel Vaz

“A Poliform Lisboa foi pensada ao detalhe, com cada peça a refletir uma qualidade, um conforto e uma beleza clássica, intemporal e funcional que caracterizam a marca”, diz a dupla Clemente Rosado e Pedro d’Orey, sócios da QuartoSala.

Foto: Gui Morelli

A nova loja, com uma área de exposição de 500m2, distribuídos por dois pisos, está situada no número 2B da Rua Dom João V, junto ao Jardim das Amoreiras, em Lisboa.

Foto: Gui Morelli

O espaço apresenta diferentes ambientes (da cozinha à sala e ao quarto) numa amostra representativa do catálogo da Poliform que reúne novidades e uma seleção de peças, tanto para interiores como exteriores, assinadas por designers de renome como Jean-Marie Massaud e Emmanuel Gallina (que marcou presença no evento de abertura do showroom lisboeta).

Foto: Gui Morelli

A Poliform Lisboa está aberta de segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 19h, e aos sábados, das 10h às 18h.

Foto: João Lemos

Há quatro anos, realizaram a primeira viagem juntos, à ilha da Madeira, para celebrar seis meses de namoro e, desde então, é mais o tempo que permanecem ausentes de Portugal. Contabilizando um total de mais de 4 milhões de seguidores nas diferentes redes sociais que gerem, António Castro, de 23 anos, e Mariana Wengorovius, de 21, são dos influenciadores digitais de viagens mais conhecidos dentro e fora do país. Um ranking elaborado pela edição nacional da revista Forbes coloca o surfista no segundo lugar dos mais influentes no Instagram em Portugal e esteve ainda nomeado para um Globo de Ouro na categoria Revelação do Ano, na 28.ª edição da gala da SIC.

Numa das suas curtas estadas em solo nacional (e prontos para levantarem voo e rumarem uma vez mais a Bali, onde vão celebrar a entrada no novo ano), o surfista e a ex-estudante de Gestão desligaram-se das redes sociais no Hotel Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, em Oeiras, para conversar em exclusivo com a CARAS.  

– Como se conheceram?

Mariana – No final do verão de 2020. Estava numa fase farta de rapazes, mas a minha melhor amiga, Bia, conheceu o António e não parava de dizer-me: “Tens de conhecê-lo”. Um dia, chego a um sunset com amigos e estava lá o António. Nesse dia acabámos por jantar em casa e fiquei com uma sweatshirt dele. No dia seguinte, telefonou-me a pedir a sweatshirt e apareceu-me à frente do carro com duas pranchas de surf. Levou-me para a praia até à noite para ver as estrelas. Depois continuámos a conversar e, meses mais tarde, a namorar.

António – Na verdade, nós temos duas versões para esta história. Esta que a Mariana contou (que é a verdadeira) e outra mais romântica que inventámos para a avó dela, em que nos tínhamos encontrado na praia. Por acaso, eu já seguia a Mariana no Instagram. Foi o destino e as energias que nos juntou.

– O que vos apaixonou um no outro?

Mariana – A simplicidade do António. Os pontos de vista dele, se calhar por já ter viajado mais. Ele é supercriativo, transmite-me muita calma e faz-me rir imenso. Está sempre divertido, a tentar fazer os outros rir.

António – Temos muitos interesses em comum e apaixonei-me.

– Perceberam que um desses interesses era viajar?

Mariana – Também. Seis meses depois de nos conhecermos fomos à Madeira. Ainda tinha 17 anos. O António já trabalhava com as redes sociais. Eu ainda não, a minha conta ainda era privada.

– Já tinham esse hábito na vossa vida antes de se conhecerem?

António – Já fazia viagens com a minha família e, antes da pandemia da Covid-19, estava a viver no Havai há três meses. Estava a fazer um curso de inglês.

Mariana – Já tinha ido a alguns sítios com a minha mãe e com a minha avó.

– Quantos locais já conheceram juntos?

– Madeira, Tenerife, Marrocos, Punta Cana, Bélgica, Finlândia, Roménia, Bali, Egito, Austrália, México, Colômbia, Turquia, Panamá, Polinésia Francesa e nas Maldivas, onde nadámos com tubarões. E muitas mais viagens em Portugal.

– O que mais gostaram?

António – Bali [onde se encontram atualmente] tem tudo e é ótimo para termos uma rotina: ir ao ginásio, surfar de manhã…

Mariana – Porque é um local que preenche muitas categorias. Surf, natureza, espiritualidade, simpatia das pessoas, a comida. Porque nenhum de nós sabe cozinhar.

– E o que mais vos desiludiu?

António – Fuerteventura [a segunda maior ilha das Canárias]. Não adorámos.

– Em Portugal, o que mais recomendam?

Mariana – Adoramos o Gerês e a Costa Vicentina. Portugal, apesar de pequeno, tem tudo. Estar lá fora faz-nos dar mais valor ao que é nosso. Temos um país incrível! 

António – Portugal nunca desilude! Adoro o Douro, a zona de Caminha e Viana do Castelo. Ver o pôr do sol na praia é maravilhoso.

– Procuram inspirar outros casais com as vossas viagens? O que mais vos perguntam?

– Como começámos ou como fazemos para viajar tanto. A resposta é começar!

Mariana – As pessoas dizem que temos pais ricos. Não! Não foram pais ricos que decidiram dar viagens aos filhos. Nem na ida à Madeira os meus pais deram 1 cêntimo. As primeiras viagens foram com o nosso dinheiro. Eu trabalhava em cafés e lojas e o António dava aulas de surf para juntar dinheiro. Depois, mostrando o nosso trabalho, fomos progredindo para outro tipo de viagens mais de sonho.

– Que propósito pretendem passar aos mais de 4 milhões de pessoas que vos seguem nas diferentes redes sociais?

António – Boas energias, conexão, inspiração, gostar-se do que se faz. Que é possível trabalhar e aproveitar ao mesmo tempo. O que eu faço são coisas com as quais me identifico e o conteúdo vai surgindo naturalmente. Revejo–me no que faço.

Mariana – Mostrar que há muito mais para explorar do que a “bolha” de cada um. Já somos tão bombardeados por coisas más, que queremos mostrar as boas, que há muita natureza. Queremos inspirar mais pessoas e que não pensem que a nossa vida é um filme inalcançável. Todos, se quiserem, podem fazer o que nós fazemos e viajar pelo mundo.

– Também mostram outra forma de viajar: de caravana. Até onde pretendem ir?

António – Comprámos uma para as viagens de cá. Gostávamos de viajar em caravana pela Europa ou ir até à Índia.

Mariana – Acaba por ser uma casa e um carro ao mesmo tempo. Ir à Índia assim é o sonho do António. Na Austrália acordámos muitas vezes em frente ao mar, a ver baleias.

– São muito reconhecidos na rua?

António – Por acaso, isso acontece mais fora de Portugal. Muitas vezes por pessoas que também gostam de viajar ou que são filmmakers. As redes sociais ajudam a fazermos amigos em todo o lado com facilidade.

Mariana – Os miúdos reconhecem, tiram fotografias e o António ri-se.

– Casarem-se e ter filhos faz parte dos planos a curto prazo? Ou as prioridades passam em grande parte por viajar?

Mariana– Para já não. Tenho 21 anos, o António 23.

António – Ainda somos crianças e queremos conhecer o resto do mundo [risos]. Mas… nunca se sabe!

– O António está em 2.º lugar na lista dos mais influentes no Instagram em Portugal, segundo a revista Forbes, com um nível de influência máximo [só abaixo de Margarida Corceiro]. Como foi receber essa distinção?

– Não sei bem o que isso quer dizer… Mas é bom! Não ligo muito a números. Sei que é bom para conseguir mais trabalhos, mas nunca foi algo planeado ou desejado. Não planeio muito a minha vida, deixo acontecer naturalmente.

Mariana – O António podia ter 10 seguidores ou 10 milhões que seria igual. Está feliz a fazer o que gosta. A ambição dele é só por conhecer mais sítios. Ele só colocou essa informação na biografia do Instagram porque os agentes o obrigaram [risos]. Mas saiu um outro ranking em que o Cristiano Ronaldo estava em 1.º lugar e o António, penso que, em 7.º. Isso foi chocante.

António – Mesmo! O Cristiano é a minha inspiração. Gostava de o conhecer.

– Imaginam-se a viver e a construir família fora de Portugal?

– Sim, imaginamo-nos a viver e constituir família na Austrália. Se calhar vamos lá voltar no início do ano.

Mariana – É um país superseguro. Já estivemos numa zona e agora queremos ir conhecer outra.

– O António esteve nomeado para os Globos de Ouro na categoria Revelação na última Gala. Imaginava algo assim acontecer?

António – Não. Eu já gostava de fazer vídeos das minhas viagens ou a surfar, com pouca edição, mas só comecei mais a sério durante a pandemia. Depois perdi três contas no TikTok, uma delas já tinha 1 milhão de seguidores. Fico um bocado nervoso com galas, câmaras, passadeiras vermelhas… Filmar-me para os meus vídeos é diferente.

Mariana – Ele estava um bocado nervoso porque diz imensas piadas e nem todas as pessoas percebem isso.

– O António também tem uma marca de roupa, Atelier Savage. É outro negócio que pretende desenvolver?

António – Comecei no início de 2024 e fiz a primeira coleção de T-shirts. Quero, no futuro, focar-me mais na marca, fazer as coisas com calma e pensadas, não quero lançar peças só porque sim.

– O que se segue nos próximos tempos?

– Um bebé!

Mariana – [risos] Ele diz que não quer, mas quer e até me envia vídeos. A passagem de ano será em Bali e depois queremos explorar mais a Ásia.

António – Quero aproveitar para me dedicar ao curso que comprei online de realização e edição de imagem para melhorar o conteúdo dos nossos vídeos.

Maquilhagem: Sara Jogo

Agradecemos a colaboração de Hotel Vila Galé Collection Palácio dos Arcos

De que forma se pode definir o estilo rústico numa casa? Geralmente são ambientes acolhedores, inspirados na simplicidade de peças e mobiliário de formas orgânicas, tudo a remeter para a essência da Natureza. Valoriza os elementos naturais, o trabalho de mãos no artesanato, transmite visualmente autenticidade e descontração. Rústico.

Este é aquele estilo que nos leva frequentemente até àquelas habitações que convivem de perto com a Natureza. Casas de campo ou de praia, onde se privilegia a rusticidade dos materiais sem tratamentos sofisticados: a madeira tosca, a pedra e fibras naturais, as cerâmicas e tecidos, como algodão ou linho, tudo envolvido numa atmosfera de leveza e conforto, muito na linha Boho Chic.

As cores são terrosas, neutras e suaves. Aqui e ali, há alguns apontamentos de tons mais fortes. Peças em vime, barros e cerâmicas artesanais, candeeiros em ferro forjado, baús e malões de família completam estas casas sempre muito charmosas e românticas.Rústico

Este é um estilo que remete frequentemente para habitações que convivem diretamente com a Natureza: casas de campo ou de praia, onde se privilegia a simplicidade dos materiais naturais: a madeira tosca, a pedra e fibras naturais, as cerâmicas e tecidos como algodão ou linho, tudo envolvido num charme acolhedor e intemporal. As cores são terrosas, neutras e suaves. Aqui e ali, há alguns apontamentos de cores mais fortes. Peças em vime, cerâmicas artesanais, candeeiros em ferro forjado, baús e mobiliário de família complementam os ambientes.

Este é um estilo que remete frequentemente para habitações que convivem diretamente com a Natureza: casas de campo ou de praia, onde se privilegia a simplicidade dos materiais naturais: a madeira tosca, a pedra e fibras naturais, as cerâmicas e tecidos como algodão ou linho, tudo envolvido num charme acolhedor e intemporal. As cores são terrosas, neutras e suaves. Aqui e ali, há alguns apontamentos de cores mais fortes. Peças em vime, cerâmicas artesanais, candeeiros em ferro forjado, baús e mobiliário de família complementam os ambientes.

Associada à sensualidade, paixão e poder, está é uma das cores a ter em conta neste inverno. Prova disso é que peças em tom vermelho não só dominaram as passerelles como também invadiram o street style. Para quem o considera o vermelho um tom ousado, a dica é apostar apenas nos acessórios. Já quem prefere arriscar, sugerimos usá-lo num look total.

Veja o guarda-roupa que preparámos e escolha as suas peças favoritas.

Harry e Meghan ajudam vítimas dos incêndios
Harry e Meghan ajudam vítimas dos incêndios que deflagram na Califórnia
Foto: @archewell_hm

Harry e Meghan ajudam vítimas dos incêndios que deflagram na cidade de Los Angeles e no sul da Califórnia, Estados Unidos, desde dia 7 de janeiro, deixando uma rasto de destruição por onde passam.

Bairros inteiros foram destruídos, arderam mais de 30 mil hectares e mais de 100 mil pessoas estão a ser ou foram evacuadas, incluindo muitas caras conhecidas, estrelas de cinema e da música, que residem nas zonas mais afetadas pelo fogo.

A calamidade – o incêndio já é considerado o mais devastador de todos os tempos no estado da Califórnia – tem provocado uma onda de solidariedade entre os residentes locais e os duques de Sussex já se mostraram solidários para com as vítimas.

O Príncipe Harry e Meghan, que vivem com os seus dois filhos numa propriedade em Montecito, Santa Barbara, próximo de alguns dos bairros luxuosos que foram consumidos pelas chamas, quiseram ajudar muitos dos seus amigos que perderam tudo e abriram-lhes as portas da sua casa para que se pudessem refugiar.

Os duques mostram-se solidários com amigos e comunidade

Os duques de Sussex estão a oferecer a casa aos amigos e a contribuir com ajuda para toda a população
Foto: @archewell_hm

Na declaração da sua fundação, estes também citam organizações onde as pessoas podem encontrar ajuda, como a World Central Kitchen, com a qual Harry e Meghan trabalham, e que fornece refeições tanto aos bombeiros e voluntários a trabalhar no terreno, como às vítimas dos incêndios.

Também citam a Los Angeles Fire Department Foundation, organização que cuida de animais, a Airbnb, que está a fornecer alojamento temporário gratuito às pessoas deslocadas, e a Baby2baby, que fornece produtos de higiene para bebés e crianças.

O filho e a nora do rei Carlos III apelam ainda a todos os que “se um amigo, ente querido ou animal de estimação tiver de ser evacuado, lhe ofereçam a sua casa e perguntem aos vizinhos deficientes ou idosos se precisam de ajuda”.

“Algumas famílias ficaram sem nada, por isso podem doar roupas, brinquedos e outros artigos essenciais. A Cruz Vermelha Americana está no local a ajudar os necessitados“, acrescentam.

De acordo com a revista People, a Fundação Archewell, presidida pelo casal, está também à procura de voluntários para ajudar psicologicamente quem necessitar de assistência a curto e longo prazo. Além disso, o píncipe e a mulher terão doado diversos bens essenciais.

Harry e Meghan ajudam vítimas dos incêndios

Foto: João Lemos

Maria Vegas é “a melhor voz de que ainda não ouviu falar”, escreveu o escritor e cronista Nelson Marques, no site Comunidade Cultura e Arte, sobre esta mulher que nos agarra com o olhar misterioso e nos prende com a sua voz melódica. Uma mulher que não para de surpreender, que se reinventa e que é a prova de que nunca é tarde para dar vida aos sonhos. Ou não tivesse ela, além de um percurso repleto de múltiplas facetas, encontrado a coragem para, depois dos 40 anos, lançar o seu primeiro disco. Reconnecting é nas palavras de Tozé Brito, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), “diferente, sensual, sem artifícios. Ar puro”. Paulo Furtado, mais conhecido como The Legendary Tigerman, produtor do disco, não teve dúvidas, assim que se cruzou com a voz de Maria, que estava “perante uma descoberta única e uma voz essencial no panorama da música portuguesa”. E, de facto, não há melhor forma para descrever o primeiro trabalho desta cantautora emergente, que conta também com a participação do namorado, o músico Diogo Clemente.

Maria Manuela Marques, seu nome de batismo, nasceu no Porto, começou a cantar nos Pequenos Cantores da Maia, trabalhou como modelo, frequentou três anos do curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, mas acabou a licenciar-se em Design de Moda, já em Lisboa. Criou uma marca de calçado nacional, fundou a MyPitangas – nome pelo qual é, aliás, conhecida nas redes sociais – uma empresa de consultoria de marca, passou pelo Sporting Clube de Portugal, onde foi diretora de marca e é colunista na Lemon Magazine. Em 2018, um problema grave de saúde, fê-la repensar e, desafiada por um amigo de infância, que sempre acreditou que a música era a sua verdadeira arte, decidiu começar a escrever as suas canções. Mas a vida de Maria Vegas voltou a dar uma volta. Divorciou-se do pai dos seus filhos, Gabriel, hoje com 13 anos, e Madalena, de 10, e foi nesta altura que decidiu estudar agricultura para abraçar um negócio de família com os primos, a Laborela, dedicado à produção de porco preto alentejano. Uma atividade que mantém até hoje e que a leva todas as semanas a viajar por todo o país para fazer entregas em restaurantes, cujos chefs compram diretamente ao produtor. O sonho de ser cantora não desvaneceu, como podemos constatar, e estamos agora perante uma artista a dar os primeiros passos. Esta é apenas uma resenha de uma trajetória cheia, que deu origem a esta conversa que podia não ter fim. Maria Vegas fala, atropela-se, faz uma pausa e continua a contar a sua história. Vamos conhecê-la.

– Começar uma nova carreira depois dos 40 só nos vem provar que nunca é tarde para darmos vida aos nossos sonhos?

Maria Vegas – Se servir para esse exemplo, espetacular. A verdade é que às vezes temos muitos receios – seja porque temos filhos, seja pelo medo de arriscar. Há muitas coisas que hoje estaria a ser mais afoita, não fosse a bagagem tão bonita que são os meus filhos. Mas é maravilhoso quando eu, ou qualquer pessoa que deseja muito algo, decide ir atrás disso.

– Quando há filhos, os riscos são mais calculados, no entanto, não deixou de arriscar.

– Sim, os riscos são mais calculados, mas, ao mesmo tempo, não há melhor maneira de ensinar aos nossos filhos que eles conseguem ser tudo o que quiserem, se nós liderarmos pelo exemplo. E isso, eu tenho a certeza absoluta, é algo que lhes dou. Eles são superconfiantes por minha causa. E todas as fragilidades que tiverem, vão saber abraçá-las e enfrentá-las porque a vida é isso: arregaçar as mangas e ultrapassar. Claro que me questiono muito. Mas o que é a vida sem um pouco de risco? A verdade é que eu precisava muito de fazer isto. Em algum momento da minha vida, soube que o faria, mas acabou por ficar esquecido porque fui fazendo outras coisas pelo caminho.

Foto: João Lemos

– Mas a vida tinha este plano para si.

– Sim, eu sabia desde pequena que eu queria cantar. Apesar de também ser artista, pintar, desenhar, escrever, é a cantar que eu sou feliz. Fui adiando. Depois, em 2018, tive uma embolia pulmonar e uma trombose venosa profunda. Foi muito assustador.

– Estar perante uma doença grave faz com que agarremos tudo com mais força?

– Não tive nenhuma epifania. Percebi que tinha o coração e a cabeça no sítio certo. Mas estive um ano inteiro a reaprender a respirar e recuperar. Na altura, não fechei a empresa que tinha, mas encerrei todas as contas. A música acabou por entrar na minha vida quando fui desafiada por um amigo meu, o produtor Frederico Pereira, que desde sempre, me dizia que eu tinha de fazer algo na área da música. Foi durante a minha recuperação que decidi aceitar. Ele apresentou-me todo um plano que incluía uma masterclass de escrita criativa com o Neil Gaiman e depois songwriting com o Pat Pattison. Comprei uma viola online, aprendi alguns acordes e comecei a dedilhar, fui escrevendo e, de repente, parecia que fazia aquilo há uma vida inteira. Mas depois a minha vida deu uma volta.

– Está a falar do seu divórcio?

– Sim, foi um processo doloroso, naturalmente, como todos os divórcios. Acabei por interromper o que estava a fazer. Tirei um curso na área da agricultura para me dedicar à Laborela, um negócio familiar dedicado à criação de porco preto de raça alentejana, que fornece cozinhas alinhadas com a filosofia “farm to table”.

– Como é que se sai ilesa de um divórcio?

– Não sei sai. Vamos ficar com marcas de guerra para sempre.

– Recomeçar é difícil?

– É um abismo. É reaprender a viver. Precisei de me adaptar. Mas nunca vi o divórcio como uma desconstrução da família. Vamos ser sempre os quatro, mesmo que estejamos em pontos diferentes do mundo.

– Voltemos à música…

– Em 2022, a vida fez-me cruzar com o Paulo Furtado e foi assim que o meu sonho começou finalmente a tomar forma. Um dia, ele ouviu as minhas músicas e acreditou em mim. E eu queria fazer aquilo mais do que tudo na minha vida. Foi o meu mentor. Candidatei-me ao fundo cultural da SPA, ganhei, e foi o grande apoio financeiro que tive. Os sonhos não são de graça.

– E assim nasce o Reconnecting.

– Desenrolámos este primeiro álbum maravilhoso. Ele soube interpretar o meu imaginário sonhador, cinematográfico, muito retro, como se tivesse entrado na minha cabeça. Foi o casamento perfeito. O melhor cartão de visita do que sou é este álbum, com oito temas, sendo que um deles conta com um produtor convidado: o Diogo Clemente, que, incontornavelmente, tinha de estar.

– A sua ligação com o Diogo não é estritamente profissional. É fácil não misturar a vida profissional com a pessoal?

– Separámos bem as coisas. Ele foi uma das pessoas que acreditou no meu potencial. Acabei a não querer trabalhar com ele porque percebi que o meu destino com ele não era no campo profissional. Pelo menos nesta fase não podia trabalhar com ele.

Foto: João Lemos

– Este álbum traz-lhe um sentimento de missão cumprida?

– Este álbum nasce de um sonho de criança, é um recomeço e o princípio de tudo. Traz-me a sensação de sonho cumprido, sobretudo quando vejo nos olhos dos meus filhos um orgulho desmesurado. Isso já valeu tudo. Mas claro que quero que as pessoas gostem das minhas canções, que saibam cantá-las de cor, que as façam felizes.

– Quando lançou o disco, deixou de ser um património só seu para passar a ser do mundo.

– Quando ele sai para o mundo, é como parir. Um filho também o tens para o mundo. Agora, só quero que as pessoas o respeitem e acarinhem.

– Onde é que quer chegar com este disco?

World Tour [risos] Quando faço uma coisa, é para o mundo. Aliás, toda a gente, quando faz qualquer coisa, deveria ser com o objetivo maior possível. Por isso não havia outra forma de eu fazer isto. Sei que o pináculo da minha felicidade – e já fiz muitas coisas que me deixaram muito feliz – vai ser estar em cima do palco, seja numa aldeia ou numa grande cidade, a fazer aquilo que me dá mais prazer, porque sei que vou dar prazer às pessoas. Este álbum foi só o primeiro passo, a partir de agora vou a correr.

Produção: Luís de Andrade Peixoto

Agradecemos a colaboração de 8 Marvila

Foto: LUSA

Kaia Gerber, de 23 anos, e Austin Butler, de 33, estão separados, segundo informações divulgadas pelo TMZ. O site adianta que a relação chegou ao fim no final do ano passado. Reforçando a credibilidade da notícia, o TMZ aponta que o ator, não acompanhou a família da modelo durante as férias no México, algo que era habitual em anos anteriores.

De recordar que a filha da top model Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, e o ator foram fotografados juntos pela primeira vez, quando saíam de uma aula de ioga em Los Angeles, em dezembro de 2021. Embora discretos, tornaram pública a relação em março de 2022. Dois meses depois, no Festival de Cinema de Cannes, na apresentação do filme Elvis, do qual Austin é protagonista, os dois mostraram-se menos contidos e acabaram mesmo por se beijar em público, sem se sentirem intimidados com os fotógrafos que captaram o momento. 

Foto: Arquivo CARAS

Inserido na nova construção Savoy Residence Monumentalis, numa das zonas mais nobres da capital do arquipélago da Madeira, este apartamento, com características de moradia, apresenta uma área total de 420m2, distribuídos pelos interiores e por um espaço exterior ajardinado, com piscina privada e vista privilegiada para o mar.

O projeto de decoração, chave na mão, é assinado por Dino Gonçalves, arquiteto e fundador do estúdio homónimo, que contou com carta branca dos proprietários. “Esta casa foi comprada por um casal estrangeiro que encontrou na ilha da Madeira a sua nova morada. A ideia é passar metade do ano no Funchal e os restantes meses em Inglaterra”, conta o responsável, continuando: “Foi-nos pedida uma composição alegre e prática, porém elegante, com ambientes a interagirem com o exterior”.

FOTOS: Studio Dino Gonçalves

Em 2024, a rainha Letizia continuou a surpreender o mundo com os seus looks sofisticados e sempre elegantes.

Ao longo do ano, a monarca espanhola reafirmou a sua posição como referência de estilo, combinando clássicos da moda com peças contemporâneas, sem nunca esquecer as questões relacionadas com a sustentabilidade, nomeadamente defendendo marcas locais e o consumo consciente da moda.

Fosse em compromissos oficiais, encontros internacionais ou momentos casuais, cada look de Letizia foi, sem dúvida, uma aula de sofisticação e personalidade.

Reunimos uma seleção das suas melhores escolhas de estilo, que mostram o motivo pelo qual se tornou num ícone de moda mundial.

Foto: @The Prince and Princess of Wales

Hoje, dia 9 de janeiro, Kate completa 43 anos. Para assinalar a data, o príncipe William recorreu às redes sociais, onde partilhou uma foto inédita da mulher e lhe deixou uma mensagem emotiva: “À mulher e mãe mais incrível. A força que demonstraste ao longo do último ano foi extraordinária. O George, a Charlotte, o Louis e eu estamos muito orgulhosos de ti. Feliz aniversário, Catherine. Amamos-te.”

De recordar que a princesa de Gales esteve vários meses afastada da esfera pública, devido ao diagnóstico de cancro e aos tratamentos oncológicos que se seguiram. 

Foto: LUSA