Caras

Foto: @mlgoucha
Morreu a mãe de Manuel Luís Goucha. A notícia foi avançada esta manhã pelo irmão do apresentador da TVI, Carlos Goucha, nas suas redes sociais:Manuel Luís de Goucha chora a morte da mãe
“Até um dia no céu, minha querida mãe. Agora és uma estrela”, escreveu o empresário. Maria de Lourdes Sousa, de 101 anos, celebrados no passado dia 8 de julho, tinha uma relação muito especial com os filhos. Manuel Luís Goucha falava da mãe muitas vezes durante os seus programas de televisão e referia-se à mãe como alguém com uma intuição extraordinária e uma mulher muito à frente do seu tempo. Ainda recentemennte, numa publicação nas suas redes sociaisi referiu-se à mãe como “o meu amor maior”.
Há uns anos, numa entrevista à CARAS, Manuel Luís Goucha abriu o coração para falar da relação com a mãe:
“Nunca tive segredos para a minha mãe, ela está sempre a par do que faço na vida. Quando ela tinha alguma dúvida a meu respeito, perguntava-me frontalmente. Ainda hoje! E isso acontece de parte a parte. E a maior prova que a minha mãe me deu de uma relação aberta e sem tabus, como deve ser uma relação entre pais e filhos, embora não se tenha de contar tudo aos pais, foi durante um almoço em que ela me disse: “Sabes que eu traí o teu pai? Mas ele já me tinha traído várias vezes.'”, contou.
Palavras-chave

Qual a origem ou história por detrás do nome Kruella D’Enfer?
Surgiu nas Caldas da Rainha, onde estudei. Interessei-me pelo universo do graffiti em 2009/2010, quando comecei a fazer os meus primeiros trabalhos, porque queria muito experimentar pintar com spray e tive que arranjar um alter-ego, mas também porque comecei a perceber que muita gente dentro da área artística fazia isso. Sendo uma pessoa bastante tímida na altura, achei piada usar um nome de uma vilã, como uma capa para me lançar para o mundo. Entrevista: O mundo encantado de Kruella d’Enfer
Conte-nos um pouco sobre o seu percurso.
Estudei até ao 12º na região de Tondela, sítio onde cresci e vivi até ir para a faculdade. Em 2006, fui parar seis meses à Lusófona, para um curso de Cinema Vídeo e Comunicação Multimédia, mas, por incompatibilidade, regressei a Tondela. Um ano depois, após alguma pesquisa, entrei num curso de Design de Ambientes, nas Caldas da Rainha. Acabei por não concluir o curso para me dedicar à prática artística, onde realmente encontrei a minha paixão. Adorei a forma como a cidade acabou por me guiar no meu percurso. Era fácil ser artista, num sítio onde existe uma faculdade de Artes e Design. Era fácil por causa das pessoas que acabas por conhecer e te relacionar, porque o estilo de vida era muito barato (tinha um quarto gigante, com lareira, com sala de arrumos por €130). Também tive um ateliê numa antiga fábrica de cereais, os Silos (atualmente SILOS Contentor Criativo).

Como se define: artista visual, ilustradora, street artist?
Artista visual, porque engloba o mundo da ilustração, dos murais, da escultura, diferentes media, tudo técnicas que exploro no meu trabalho. E é um termo mais versátil.
De onde vem (e como nasce) o seu interesse pelas artes?
Nasce no liceu. Tive uma turma muito pequena (oito alunos), durante quase todo o período do 10º, 11º e 12º. Logo, a relação com os professores era muito boa e nós próprios tínhamos muito interesse em artes, música. Tinha um ótimo grupo de amigos que ainda hoje se mantém. Comecei por desenhar e pintar coisas muito à base de copiar os grandes artistas que admirava, como o Salvador Dalí ou Magritte, os desenhos animados, como a Sailor Moon ou o Dragon Ball, e até o Tio Patinhas [risos]. Mas sei que foi nas Caldas da Rainha que começou realmente a minha busca verdadeira por querer seguir o caminho das artes e aprofundar esse interesse.

O que mais a fascina na área da ilustração?
A criação de mundos através da imaginação, o poder contribuir de forma positiva para o mundo, os desafios dos variados trabalhos que vou aceitando ou me propondo fazer.
Que influências estão presentes no seu trabalho?
A Natureza, acima de tudo. Sempre foi algo que explorei desde o início e que nunca vou largar. Depois o surrealismo, como corrente artística, o naive, folclore, as lendas, a banda desenhada, os filmes do Studio Ghibli e o mundo do cinema (Kurosawa, Ozu, o artista Moebius). Ouvir música e ver concertos, como o da Björk, o melhor concerto de todos os que vi e o mais inspirador. Muito importante também são as viagens que faço e a cultura que absorvo de cada sítio onde vou. Cativa-me muito olhar para os detalhes. Sou uma pessoa que está sempre a parar para ver uma planta, pedra, a espreitar para dentro duma janela, a ver as pessoas a relacionarem-se.

Como parte para o processo de criação?
Através de esboços nos meus cadernos. Para mim, são a ferramenta mais importante e valiosa, desde o dia em que comecei a desenhar. Claro que a tecnologia está sempre presente. Uso muito o computador e iPad para desenhar, mas a base está sempre no lápis e na folha em branco.
O que mais gosta de criar: murais de grande escala, ilustrações?
Gosto de criar em todos os suportes, utilizar diferentes materiais, explorar novos caminhos. Só assim sei que o meu trabalho evolui e não gosto de estar presa a uma técnica. É uma felicidade cada vez que coloco as mãos em materiais novos. Aprendo constantemente coisas sobre eles e isso leva a que eu consiga aprender coisas sobre mim também.

Que cores, materiais e suportes mais utiliza ou gosta de utilizar?
Uso quase sempre uma palete de 15 a 20 cores, porque utilizo bastantes degradés, texturas, que fazem com que a transição entre as cores seja mais suave e harmoniosa, mas também gosto muito de usar – uma vez por outra – o monocromático, ou seja, desenhos só a lápis de uma cor, ou explorar a ausência da cor. O meu suporte preferido é o papel. Quanto mais fofinho de textura, melhor. Tintas (acrílicas e plásticas) e spray pela sua rapidez de secagem e facilidade de poder usar muitas cores.
Que suportes gostaria de experimentar?
Tive a sorte de poder experimentar a cerâmica no início deste ano, numa residência que fiz na Viúva Lamego e durou um mês. Nunca tinha trabalhado com barro, seja a modelar e trabalhar baixos-relevo, como a pintar com vidrados. É um trabalho que envolve muita paciência e, por isso, difere tanto do que estou habituada: a ser rápida com o spray em murais ou a fazer uma ilustração digital… Portanto, foi super recompensador em termos de aprendizagem e também de resultado.

Qual foi, até hoje, o seu maior desafio?
Os meus primeiros murais, porque não tinha noção nenhuma de escala, não sabia dominar bem a técnica ou manobrar uma grua. Um dos meus primeiros festivais de arte urbana foi na Tailândia. Esses medos e inseguranças, com uma técnica que não domino, estavam obviamente bem acentuados, mas consegui superar e, a partir daí, ganhei toda uma nova skill interna e mental de não ter medo de me atirar para coisas que não domino.
Próximos projetos…
Tenho alguns murais agendados. Inaugurei em maio, no espaço Mono Lisboa, uma das minhas mais importantes exposições a solo (Mono No Aware) e quero aproveitar para mostrar e publicar online as peças, mostrando, a quem não foi à exposição, o que foi feito, assim como o processo e o seu significado.
Entrevista publicada na edição 323 da Caras Decoração

Ana Marta Ferreira, de 30 anos, iniciou a sua carreira com apenas 9, na novela juvenil Morangos Com Açúcar, e nunca mais parou. Teatro, cinema, séries e novelas fazem parte do currículo da atriz, que adianta que o seu sucesso também se deve a tudo o que tem aprendido com os colegas com quem se cruza.
O seu maior e mais importante papel é o de mãe de Vasco, de 8 anos, fruto de uma relação terminada. A seu lado há seis anos a atriz conta com o apoio do namorado, o produtor Tiago Santiago, com que tem mantido uma relação longe dos holofotes. Desta vez, desvendou um pouco mais e partilhou as suas várias razões para sorrir, a nível pessoal e profissional.
– Aos 30, já faz 20 anos de carreira.
Ana Marta Ferreira – É verdade, quem diria. É surreal quando penso nisso. Este é o ano em que faço 20 anos de carreira e começo a olhar para tudo o que fiz. Tem sido um privilégio, uma sorte e um orgulho ter tantos projetos no meu currículo.
– Isso porque tem conseguido fazer projetos diversificados: teatro, cinema, televisão?
– O teatro, por acaso, não está tão presente quanto gostaria, e é uma arte que quero explorar melhor. Fiz duas peças… A minha área “mãe” é mesmo a novela, mas felizmente também tenho feito algum cinema e algumas séries.
– É um caminho que traz saudades?
– Claro, comecei muito cedo e sinto alguma nostalgia. De vez em quando repõem alguns projetos e acho imensa graça ver como era canastrona [risos]. A minha escola tem sido as produções que faço, as pessoas com que me cruzo.

– Sente que precisava do lado académico?
– Cheguei a andar numa escola profissional de interpretação, a EPI [Escola Profissional de Imagem], mas na altura era adolescente e acabei por não terminar. Apesar de não ter o Conservatório, faço vários workshops e vou-me cultivando, até porque acho que esse lado também é importante. E, felizmente, tenho tido a sorte de me cruzar com pessoas que me ensinam muito. Acho que só quando fiz as Doce [no filme Bem Bom e na série Doce, em que interpretou a cantora Laura Diogo] é que comecei a sentir a magia de ser atriz. Nas novelas é tudo muito rápido, os tempos apertados, e vamo-nos descobrindo ao longo dos projetos. Quando fazemos séries ou filmes e temos a sorte de ter ensaios mais profundos é que começamos a “brincar” a sério [risos].
– Alguma vez se sentiu rotulada como atriz de novelas?
– Isso acontece a qualquer pessoa que faça mais novelas, e, por vezes, acaba por ser um pouco mais complicado mostrarmos o nosso trabalho. Não percebo muito bem porque é que isso acontece, um ator é sempre um ator, em qualquer registo.
– Os atores trabalham muito com as emoções. É fácil chegar a casa, desligar e ser só a mãe de que o Vasco precisa?
– Tem dias, nem sempre é fácil, mas faz parte. O meu filho compreende muito bem o meu trabalho e conversamos imenso sobre tudo. Nesses dias explico-lhe que estou mais cansada, com menos paciência, e ele entende e aceita. A transparência é essencial em qualquer relação, seja com o meu filho, com o meu namorado ou com alguém da minha família. Cá em casa há muito respeito uns pelos outros e encontramos sempre forma de as coisas resultarem.
– Os trabalhos que aceita são escolhidos também em função do seu filho?
– Tenho guarda partilhada e nas semanas em que estou com ele tenho de fazer uma gestão diferente e mais apertada do tempo. Mas arranja-se sempre solução e ele também está mais crescido e tudo se torna mais flexível.
– É naturalmente descomplicada?
– Sou [risos]. Tento arranjar solução para tudo e não criar problemas onde eles não existem.

– Então vive a maternidade com tranquilidade.
– Tento, e não deixo de ter pulso firme. O Vasquinho é um miúdo superquerido e amoroso, mas também tem o seu lado rebelde e aí é preciso impor alguns limites.
– Quer voltar a ser mãe?
– Ainda sou nova e quero ter mais filhos, só não sei quando. Neste momento estou a desfrutar do Vasco com esta idade e estou a adorar, porque ele está mais independente, já temos conversas fantásticas. Ele até já me pede para ser ator [risos]. Acho que vou fazer o que os meus pais fizeram comigo, deixá-lo fazer um daqueles workshops para crianças para ele perceber se gosta, e depois logo se vê.
– Já namora há seis anos e pouco se sabe sobre a sua relação…
– Dou muito valor à minha privacidade e à dos que me rodeiam. O mais importante é que as pessoas me conheçam através do meu trabalho. O pouco que partilho nas redes sociais sobre o meu lado pessoal é sempre muito moderado. A minha vida pessoal é isso mesmo. Já passei por algumas situações mais chatas na altura da minha separação e percebi que não voltaria a abrir essa porta. Não escondo nada de ninguém, mas gosto mais de viver do que de partilhar a minha vida com os meus seguidores.

Foto: @pichardop6
Apesar de não ter revalidado o título olímpico, Pedro Pichardo tem motivos para sorrir e Portugal também. O atleta, de 31 anos, conquistou hoje, no Stade de France, a medalha de prata, na prova de triplo salto, nos Jogos Olímpicos Paris 2024.Em Paris, Pedro Pichardo saltou para a medalha de prata
Com um salto de 17,84 metros, só ultrapassado pelo espanhol Jordan Díaz, que saltou 17,86, Pedro Pichardo tornou-se assim no sexto luso a subir duas vezes a pódios olímpicos, depois de Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro, o cavaleiro Luís Mena da Silva e o canoísta Fernando Pimenta.

Foto: @comiteolimpicoportugal
“Mais uma para a coleção. Desta vez levamos a medalha de prata para casa, dei o meu melhor, também sei que poderia ter sido melhor mas infelizmente o desporto tem dessas. ‘2cm fazem a diferença’. Agradecer à minha equipa @pichardofundora @rayniermontoro @ricardopaulino79 @nunolpc, família e amigos
Obrigado aos portugueses presentes no Estádio, obrigado aos que assistiram desde casa….
One Love”, escreveu Pedro Pichardo nas suas redes sociais.
E depois do bronze de Patrícia Sampaio no judo, e da prata de Iúri Leitão no ciclismno, esta é terceria medalha portuguesa no Jogos Olímpicos de Paris.
Presente em Paris, o primeiro-ministro português Luís Montenegro enalteceu este feito de Pichardo:
“Mais um salto para a glória do gigante Pedro Pichardo! Portugal, de novo, a deixar a sua marca nos #JogosOlímpicos e a trazer a #prata de #Paris2024. Parabéns, Pedro, e parabéns a todos os representantes do atletismo nacional!”, escreveu na rede social X.

Foto: Hugo Delgado/ Lusa
Luís Montenegro esteve esta manhã em Paris para assistir à prova das meias finais de K2 500 metros dos canoístas portugueses João Ribeiro e Messias Baptista, que se classificaram no 5.º luigar, nos Jogos Olímpicos de Paris.Luís Montenegro em Paris com as cores de Portugal
Lomge do frato e gravata, o primeiro-ministro português, que esteve acompanhado pela mulher, Carla Montenegro, surpreendeu com um polo com as cores e estampados do traje olímpico da autoria da Decenio.
“O estar aqui já é uma grande vitória, é uma coisa que está ao alcance de muito poucos e estar cá e entreos melhores é chegar ao topo. “udo aquilo que a canoagem tem feito nos últimos ano é histórico e é digno de um grande reconhecimento do povo português. É caso para dizer que vesti a camisola e espero que isso seja um bom augúrio”, referiou em conversa com os jornalistas .

Ao final desta tarde, no no Stade de France, Montenegro vai acompanhar também a prova de triplo salto de Pedro Pichardo.
Amanhã, o primeiro-ministro e vai assistir à prova de canoagem de Fernando Pimenta no Estádio Náutico Vaires-sur-Marne, na prova, de K1 1000 metros, e acredita numa medalha. Ao final do dia, antes do regresso a Lisboa, visitará a Aldeia Olímpica, em Saint-Denis.
Num final de tarde digno de verão, Abel Gonçalves reuniu os seus amigos mais próximos para celebrar não só o seu aniversário, mas também o da sua mãer Maria Pereira. A festa aconteceu no jardim da sua casa, à beira da piscina aquecida e foi animada pelo DJ Carlos Villas, ao mesmo tempo que foi servido um cocktail dintoire. No final, os aniversariantes apagaram as velas e foram brindados com um espetacular fogo de artfício.