Trata-se de um apartamento instalado num edifício emblemático de San Sebastián, de finais dos anos 20 do século passado. A localização privilegiada, em frente à baía de La Concha, proporciona a esta família, um jovem casal com dois filhos, usufruir de uma vista panorâmica impressionante.
A atual proprietária nasceu em San Sebastián, mas viveu e desenvolveu grande parte da sua carreira profissional em diferentes países europeus, pelo que o seu gosto e carácter cosmopolita acabaram por se refletir por toda a casa. O casal conhecia Mikel Irastorza, sabia do seu percurso e contactou-o para desenvolver este projeto de interiores.
Os proprietários pretendiam um apartamento com um layout moderno, com paredes e tetos brancos e carpintarias na mesma cor, num estilo “mais francês”. O objetivo era conjugar toda a decoração numa mistura entre mobiliário de época e peças mais atuais.
Uma das prioridades foi a seleção de móveis contemporâneos, com toques de cor, para que contrastassem com elementos do espólio da família e obras de arte que o casal queria mostrar. Mikel Irastorza destaca que o que mais o entusiasmou nos trabalhos desenvolvidos no espaçoso apartamento, com cerca de 385m², foi a possibilidade de o poder trabalhar verdadeiramente “a partir do zero”.
Na galeria que se segue, confira o resultado inspirador desta intervenção. Fotos: Biderbost
Uma das prioridades foi a seleção de móveis contemporâneos, com toques de cor, para que contrastassem com elementos do espólio da família e obras de arte que o casal queria mostrar. Mikel Irastorza destaca que o que mais o entusiasmou nos trabalhos desenvolvidos no espaçoso apartamento, com cerca de 385m², foi a possibilidade de o poder trabalhar verdadeiramente “a partir do zero”.
Os proprietários pretendiam um apartamento com um layout moderno, com paredes e tetos brancos e carpintarias na mesma cor, num estilo “mais francês”. O objetivo era conjugar toda a decoração numa mistura entre mobiliário de época e peças mais atuais.
A família real espanhola já deixou claro e em diversas ocasiões que é grande adepta dos Jogos Olímpicos. Por isso, depois da presença dos pais, o rei Felipe e da rainha Letizia, na cerimónia de abertura desta competição, chegou a altura da princesa Leonor e da infanta Sofía marcarem presença nos Jogos pela primeira vez.
Ocorreu no passado sábado, na partida da primeira ronda de ténis pares masculinos, onde as irmãs tiveram a oportunidade de assistir ao triunfo da dupla Rafael Nadal e Carlos Alcaraz.
Leonor e Sofía apresentaram-se vestidas de encarnado, as cores que as identificam com o seu país, e visivelmente satisfeitas com o resultado obtido pela dupla espanhola, ainda tiveram oportunidade de cumprimentar os dois tenistas.
Em declarações anteriores, o rei Felipe já tinha esclarecido que a sua família tenciona, sempre que possível, ser presença assídua nestes Jogos. Assim, já domingo, as irmãs passaram pelo polo aquático, a natação e por um jogo de hóquei feminino, tudo competições com equipas espanholas. Em todas as ocasiões e sempre com visuais muito descontraídos, Leonor, de 18 anos, e Sofía, de 17, mostraram-se entusiasmadas e empenhadas no apoio às cores do seu país.
Espreite o vídeo da presença das irmãs nestas competições:
Noivos desde setembro de 2018, o ator Eddie Murphy, de 63 anos, e a modelo australiana Paige Butcher, de 44, estão oficialmente casados. A cerimónia privada, reservada apenas a familiares e amigos, realizou-se no passado dia 9, em Anguilla, pequena ilha do Caribe, conhecida pelas suas praias de areia branca e águas cristalinas.r casaram
Na ocasião, a noiva desfilou com um vestido branco desenhado pelo ateliê israelita Mira Zwillinger. O noivo apostou na mesma cor, num fato Brioni.
Foto: Getty Images
Os agora recém-casados têm dois filhos, Izzy Oona, de 8 anos, e Max Charles, com 5, fruto do seu relacionamento que começou de forma discreta em 2012.
Recorde-se que este é o segundo casamento do ator norte-americano, o primeiro foi com Nicole Mitchell, tendo o casal oficializado a separação em 2006, depois de 5 filhos e após 13 anos de vida em comum. Murphy tem no total dez filhos, com idades compreendidas entre os 5 e os 35 anos, resultado de anteriores relações.
Mísia (1955-2024): “Quando se morre duas vezes, perde-se o medo”
Nos últimos dois anos, Mísia deambulou entre o céu e o inferno. Provou o amargo da vida, pois foram-lhe diagnosticados dois cancros no espaço de um ano, mas soube usar toda a sua sabedoria para transformar esta viagem ao mais profundo do seu ser numa aprendizagem. Reergueu-se uma mulher diferente, mais consciente de si própria e da verdade da vida, mais destemida. E foi de coração aberto que a cantora, de 63 anos, partilhou esta sua caminhada, muito solitária por opção, com a CARAS, a propósito do seu mais recente disco, Pura Vida (Banda Sonora), que é um espelho do que aprendeu ao enfrentar a morte.
– Este “Pura Vida” é mesmo um canto à vida à vida… Mísia – Digamos que cantando fado sempre andei a cantar a vida, o destino, pelo que não é uma coisa nova. O que foi surpreendente, diferente e, por um lado, enriquecedor foram os últimos dois anos da minha vida, que estão refletidos no repertório, nos arranjos e nos poemas.
– Dois anos muito difíceis…
– Vamos só um bocadinho atrás: não está no meu caráter contribuir para grandes títulos – não critico quem o faz –, e ponderei muito se devia falar sobre o que me aconteceu. Durante dois anos não falei. Fiz concertos, entrevistas, tudo, de sorriso de orelha a orelha, sem falar sobre o que estava a viver. Mas pensei que seria pouco coerente falar deste disco sem revelar a energia que o inspirou. Tive duas situações oncológicas muito graves, com duas operações e dois períodos de seis meses de quimioterapia. E, sem querer ser um exemplo, espero que esta minha partilha sirva de ajuda a alguém. Porque é desagradável perceber que as pessoas começam a achar que a doença nos define e que somos só a doença. Na altura só pensei que tinha de continuar a fazer a minha vida, não tinha deixado de ser quem era e, enquanto pudesse, fazia. A vida tem mais força do que tudo o resto. E só percebemos a força que temos quando precisamos dela. Este período foi o meu calvário, foi um inferno. Depois do primeiro cancro, surge-me outro um ano e três meses depois… Mas, ao mesmo tempo, tenho que dizer que vi coisas lindíssimas, que estive atenta a coisas a que não estava antes, a milagres quotidianos, e consegui conservar esse estado de fascínio, de encantamento, pelas coisas pequenas. E ficamos mais fortes, perdemos muitos medos. Isso foi também o que me deu força para fazer um disco de fado tradicional, mas muito inesperado para mim.
Mísia no Hotel The One Palácio da Anunciada Foto: João Lima
– Sente este disco como uma espécie de catarse?
– Sim. O disco é uma espécie de catarse e gravá-lo foi uma espécie de catarse. Fui para estúdio quando acabei a segunda quimioterapia, portanto ficava muito cansada, coisa que me irritava. E há um dos temas em que canto: “Renascerei, renascerei, renascerei, os deuses vão dizer: voltou?” Esta letra foi o ponto mais catártico do disco. E nele quis juntar a guitarra portuguesa e a guitarra elétrica, mas numa versão pouco amável, porque é a parte da doença, do terror, da dor, do medo, é a parte negra. E a guitarra portuguesa é o lado espiritual, poético, belo, portanto é o céu e o inferno.
– Após os cancros, que mulher é que canta neste disco?
– Durante anos fiz um grande pecado em relação a mim própria e é a primeira vez que confesso isto: amputei-me artisticamente, porque o meu desejo de pertença a Portugal e ao fado extravasava tudo o que eu era. Sabendo dançar, sabendo fazer teatro, decidi ser fadista, e chegava ao palco, dizia boa noite, anunciava os poetas e ia-me embora, completamente hierática. Julgavam-me distante, mas para mim era uma forma de respeito pelo fado, não fossem as pessoas achar que eu não era fadista. Fiz isso à espera de ser aceite, e não era por aí o caminho. Na verdade, sempre fui considerada alternativa. E hoje sou uma mulher diferente, não preciso de pertencer a nenhum género musical, porque perdi o medo. Aliás, quando se morre duas vezes, perde-se o medo. Depois do que passei, tenho de ser honesta e tenho de mostrar à doença que depois dela consigo ser maravilhosa.
Mísia no Hotel The One Palácio da Anunciada Foto: João Lima
– Como é que se olha de frente para a morte?
– Com um grande sorriso. É a fotografia da capa do meu disco: olha-se com um grande sorriso, com uma coroa de espinhos do Valentim Quaresma e com o ar de quem pregou uma partida à morte. Isto é um jogo, e nós perdemos logo ao nascer.
– E que olhar devolve hoje à vida?
– A vida são tantas coisas… O facto de ter passado dois anos a deitar-me e a acordar com um cancro tornou-me muito atenta à beleza da vida. O meu médico oncologista diz que sou muito poética, mas até nos momentos terríveis há coisas extremamente belas, que nos ligam a este mistério da vida e da morte. Uma das coisas que este período mudou foi a sensação quase de milagre quando estou em palco. É a perceção real de que superei, mas de que pode voltar sempre. É preciso mesmo tirar o melhor do pior. Andei a escarafunchar na morte, e se não visse a beleza e a poesia de estar viva já tinha partido para outro lugar.
– Cantando há 25 anos o destino, sente que tem conseguido agarrar o seu?
– Sinto que estou muito mais perto de ser aquela pessoa que teria sido se não fosse filha do meu pai e da minha mãe. Ou seja, a pessoa que teria sido sem sofrer os traumas todos que sofri. Essa pessoa mais imaculada, menos magoada, menos traumatizada, que todos nós podemos ser. Cada vez estou mais perto dessa essência.
Mísia no Hotel The One Palácio da Anunciada Foto: João Lima