Foto: João Lima

Adepta de um estilo de vida saudável, em que dá prioridade à alimentação, ao exercício físico e à saúde mental, Bárbara Taborda, professora de ioga, autora do livro Slow Aging – Um Guia para Uma Vida Longa, Saudável e Feliz e terapeuta multidimensional, começou tarde a recorrer aos dermocosméticos. Hoje em dia tem uma rotina regrada que se tornou ainda mais disciplinada quando surgiram os primeiros sintomas da menopausa. Usa obrigatoriamente produtos para limpeza de pele, protetor solar e soluções que ajudam a combater a flacidez, a melhorar o colagénio e a elastina. Cuidados que se estendem ao ano inteiro e que não são exclusivos do verão, embora a chegada da estação quente a leve a reforçar alguns deles.

– É mentora do programa digital Corpo de Verão o Ano Todo, que promove na sua página de Instagram. Conseguir um corpo de verão em pouco tempo é uma miragem?

Bárbara Taborda – É, de facto. Este programa é um ponto de partida, é um desafio com a duração de 21 dias, mas que se pode estender ao ano inteiro. Ajuda na perda de peso, na redução abdominal, a ter mais energia e, principalmente, saúde. Um corpo fit é o reflexo de um corpo saudável, e esse deve ser o foco.

“Se não houver um equilíbrio entre o bem-estar emocional e a saúde mental, o corpo não vai acompanhar.”

– É regrada nos cuidados com o corpo?

– Hoje em dia sou. Em relação à alimentação, evito tudo o que são alimentos processados, glúten, lácteos, tudo o que é inflamatório. Depois, se queremos um corpo tonificado, é obrigatório praticar exercício físico, sobretudo a partir dos 40 anos. E falo de musculação, não apenas de Pilates ou ioga, que ajudam bastante a manter o tónus e a flexibilidade, mas não são suficientes. Se queremos um corpo tonificado, aumentar a massa muscular e contrariar a lei da gravidade, temos que ser regrados nisso também. Sem esquecer que se não houver um equilíbrio entre o bem-estar emocional e a saúde mental o corpo não vai acompanhar. Olho para tudo num todo. Acho que uma parte não existe sem a outra. Tudo se complementa.

– Devemos começar de dentro para fora…

– Sem dúvida. E é preciso cada vez mais as pessoas terem essa consciência. Percebi por experiência própria, ao longo destes últimos anos, que se não complementar uma boa alimentação e uma boa hidratação, bebendo água todos os dias, com os produtos que uso, não vou otimizá-los. Não vão fazer o efeito de que estamos à espera.

Foto: João Lima

– Com o desejo de alcançar o corpo perfeito damos uma menor importância ao rosto, que, no fundo, está ainda mais exposto às agressões externas?

– No meu caso não. Mas foi a partir dos 40 que comecei a ter essa preocupação. Eu até achava que tinha uma aparência mais jovem do que aquela que era suposto para a minha idade, mas quando fiz testes de diagnóstico da pele percebi que havia coisas que não estavam assim tão bem, como as manchas e a desidratação. E a tendência seria para piorar rapidamente. Passei a ter cuidados acrescidos.

– Quer revelar-nos que cuidados são esses?

– Limpo a pele sempre. De manhã, porque durante o sono a pele está a fazer um processo de limpeza, e à noite a rotina é a mesma, porque estamos expostos aos radicais livres, como a poluição e os raios solares, por exemplo, e é preciso remover a sujidade. Uso um tónico para equilibrar o pH, porque a pele depois de lavada fica seca e desidratada. Não dispenso um sérum, que para mim é um dos maiores segredos e um grande aliado para uma pele mais saudável. De manhã opto por um com shots vitamínicos e à noite gosto de usar séruns com retinol, que atuam na renovação celular, firmeza e rugas. Aplico um bom hidratante e um creme para os olhos, que comecei a usar muito recentemente. Faço esfoliação no rosto uma vez por semana. Por último, e não menos importante, é obrigatório o protetor solar, que reforço no verão, estendendo ao corpo todo. Confesso que comecei a usar tardiamente. Durante a juventude não tinha muito esse cuidado, e mais tarde percebi que as manchas que tinha na pele tinham a ver com o facto de não usar cremes com fatores de proteção durante o dia a dia.

– A menopausa altera em muito a pele. Tendo 48 anos, já é uma preocupação premente?

– Sim, até porque já estou nesse processo desde o ano passado. Confesso que fui apanhada um bocadinho de surpresa, porque nunca pensei nisso. Hoje, e ainda bem, já se fala mais nisso, para que as gerações futuras já se possam preparar muito melhor.

“Para as mulheres que pensam que estar na menopausa é o fim da linha, não é, talvez seja mesmo o início de outra boa fase.”

Foto: João Lima

– Entrou em negação?

– Quase [risos]. Durante anos a menopausa foi um tema tabu e nunca quis pesquisar nem estar informada sobre o assunto, porque achava que só acontecia na velhice… E mesmo quando comecei a notar alguns atrasos nas minhas menstruações, nem isso me passou pela cabeça. Pensava que era ainda muito jovem e confesso que no início, por vergonha, até escondi o que me estava a acontecer. Depois, pensei que era ridículo estar a esconder, que não fazia sentido e decidi mesmo fazer uma live mensal na minha página de Instagram para dar voz ao tema, para sensibilizar as mulheres a terem cuidados redobrados com o corpo a partir dos 35 anos. Agora costumo dizer que estar na menopausa até pode ser algo verdadeiramente empoderador, porque a mulher atingiu o seu auge e, com as estratégias e ferramentas certas, pode passar por essa fase de uma forma tranquila e o mais equilibrada possível e criar mesmo uma nova versão de si mesma.

– Mesmo assim, há várias mudanças que têm a ver com o corpo que podem ser difíceis de aceitar.

– Sim, além de outros sintomas, o corpo e a pele realmente mudam muito. A menopausa acelera o processo de flacidez, as manchas agudizam-se… E, se pudermos amenizar tudo isto e antecipar algumas maleitas, podemos ter uma menopausa mais tranquila. Para as mulheres que pensam que estar na menopausa é o fim da linha, não é, talvez seja o início de outra boa fase. 

Corpo de verão o ano inteiro

“É fundamental começar de dentro para fora. Primordial é ter uma alimentação equilibrada e uma boa hidratação, bebendo muita água. Se não complementarmos isto com os produtos que usamos, não vamos otimizá-los, não vão ter o efeito que desejamos. Manter o exercício físico regular é outra regra que devemos seguir durante todo o ano. E depois, sim, podemos potenciar o efeito de soluções refirmantes, anticelulíticas e antiestrias, por exemplo.”

Os novos retratos oficiais de Mary e Frederico da Dinamarca
Os novos retratos oficiais de Mary e Frederico da Dinamarca
Fotos: @detdanskekongehus/ Steen Evald, Kongehuset ©️

Três meses e meio depois de terem subido ao trono (a 14 de janeiro), após a abdicação da rainha Margarida II, a Casa Real divulga agora os novos retratos oficiais dos reis Mary e Frederico X da Dinamarca. O retrato, da autoria de Steen Evald, foi captado no Salão Verde das Salas de Receção Real do Palácio de Christiansborg.

Nomeado almirante depois da subida ao trono, o rei Frederico X exibe o seu uniforme militar da marinha e exibe vários símbolos da nação, como explica a Casa Real:

“O monarca reinante na Dinamarca é, em qualquer altura, o Soberano das Ordens das duas ordens reais de cavalaria, a Ordem do Elefante e a Ordem de Dannebrog. Por conseguinte, no retrato, o rei veste pela primeira vez uma série de objectos históricos que os reis – e mais recentemente Sua Majestade a rainha Margarida – usaram durante os seus reinados.

Os novos retratos oficiais de Mary e Frederico da Dinamarca

Isto aplica-se, antes de mais, ao elefante especial que Sua Majestade usa numa corrente. O elefante foi provavelmente criado em 1671 para a unção de Christian V na Igreja do Castelo de Frederiksborg, enquanto a corrente da ordem foi feita pela primeira vez em 1693, em ligação com a emissão de estatutos (regras) para a Ordem do Elefante. A marca distintiva do elefante é constituída por cinco diamantes grandes, quadrados e planos em forma de cruz, e o elefante é coloquialmente referido como ‘O Elefante Mãe’, uma vez que se trata do primeiro elefante de toda a Ordem do Elefante. Segundo a tradição, este elefante é usado pelo monarca em ocasiões especiais.

No retrato, o rei usa também a estrela peitoral da Ordem do Elefante de cerca de 1770. A estrela peitoral foi feita para o posterior Frederik VI. Em 1947, o avô do rei, Frederik IX, começou a usar novamente esta estrela de peito em ocasiões especiais. Na parte inferior do uniforme, o rei usa a estrela de peito da Ordem de Dannebrog, que foi feita para Frederik VI após a alteração das regras da ordem em 1808.

O elefante e a corrente, bem como as duas estrelas peitorais que o rei usa no retrato de gala, são normalmente exibidos juntamente com os regalia – ou seja, os objectos que constituem os distintivos do rei, como a coroa, o cetro, o globo, a espada da coroação e a ampola da unção – no Tesouro do Castelo de Rosenborg.”

Os novos retratos oficiais de Mary e Frederico da Dinamarca

Quanto à rainha Mary, “usa as jóias da coroa pela primeira vez no retrato. Trata-se do conjunto de esmeraldas com tiara, colar, brincos e um grandealfinete de peito que pode ser dividido em três partes. O conjunto de esmeraldas é um dos quatro conjuntos de jóias, ou garnitures, que estão à disposição da rainha da Dinamarca e que normalmente são expostos no Tesouro do Castelo de Rosenborg.

Quando não estão a ser utilizadas, as jóias da coroa estão expostas no Tesouro, na cave protegida sob o Castelo de Rosenborg. É habitual que as jóias da coroa permaneçam na Dinamarca, o que significa que não são levadas em visitas ao estrangeiro. As jóias da coroa dinamarquesa são as únicas no mundo que estão expostas como objectos de museu e, ao mesmo tempo, são usadas pela rainha do país.

No peito, Sua Majestade usa um retrato em miniatura de diamante brilhante dorei num laço de fita da Ordem de Dannebrog. Há gerações que é tradição os membros femininos da Família Real usarem um retrato em miniatura do soberano. Assim, no seu tempo de princesa herdeira, a rainha usava um retrato da rainha Margarida.

A partir de hoje é esta a imagem que será exibida em instituições governamentais, incluindo embaixadas e consulados dinamarqueses em todo o mundo e em navios dinamarqueses.

Helena Sacadura Cabral recorda o filho no 12.º aniversário da sua morte
Miguel Portas com a mãe, Helena Sacadura Cabral, o irmão Paulo Portas e o filho Frederico em 2001
Foto: CARAS

A perda de um filho, seja em que idade for, deixa uma vazio que jamais poderá ser preenchido. No dia em que se assinalou o 12.º aniversário da morte de Miguel Portas (24-04-2012), que, aos 53 anos, não resistiu a um cancro, Helena Sacadura Cabral recorreu às redes sociais para recordar e homenagear o filho mais velho:

“Hoje, passa mais um ano que o meu filho Miguel faleceu. Os primeiros pensamentos foram para ele, sorridente, na foto que está na minha mesa de cabeceira. Fiquei ali, sentada à berma da cama, a sorrir-lhe, sabendo que onde quer que esteja, estaria a fazer o mesmo. Dei-lhe um beijo e comecei, serena, o meu dia de trabalho. À noite volto a despedir-me, aguardando o seu aniversário, a 1 de maio. Esta ano irei pela primeira vez passar esse dia no mar da Praia das Maçãs, onde repousam as suas cinzas. E vou ser capaz de lá deixar um ramo de flores. Foi e é um filho abençoado!”, começa po dizer numa sentida e carinhosa mensagem.

De seguida, a escritora, que em dezembro celebra 90 anos, anunciou também que se ausentará das redes sociais por tempo indeterminado e que, para já, está focada no seu novo livro, que vai lançar no próximo outono:

“Hoje é, também, a altura de me despedir dos meus leitores nas redes sociais. Foram quase dois anos a partilhar convosco uma forma de vida que é a minha, e que julguei poder levar outros, menos felizes, a rever as suas. Se consegui dar animo e força fico feliz. Se não consegui o objetivo, foi muito positivo para mim, ler os vossos comentários, que também me ajudaram a revisitar as várias vidas que vivi! Vou andar por aí a preparar o novo livro, que sairá em outubro, mas, de vez em quando, virei aqui dar novidades.
Finalmente, um agradecimento muito especial para todos aqueles que, antes de eu escrever estas linhas, se lembraram do Miguel.”
, afirmou.

E foram muitas as figuras públicas como Maria Botelho Moniz, Catarina Furtado e Alexandra Lencastre, entre muitas outras, que quiseram deixar uma mensagem de apoio e carinho.

Foto: João Lima

Nesta entrevista exclusiva mergulhamos no mundo da nutrição com Cláudia Minderico, que partilha dicas e estratégias para otimizar a nossa saúde e forma física através de uma alimentação adequada, abordando temas atuais, como os benefícios do jejum intermitente e a utilização de medicamentos desenvolvidos para a diabetes, mas procurados para a perda de peso.

– Nesta altura do ano há uma maior procura por consultas de nutrição, na perspetiva de se poder mostrar, sem vergonha, o corpo no verão?

Cláudia Minderico – Efetivamente. Temos dois momentos fortíssimos em termos de procura de consultas: no início do ano, na sequência das resoluções de Ano Novo, em que as pessoas procuram cuidar da sua saúde e bem-estar, e quando chegamos à primavera, em que as preocupações têm mais a ver com a imagem corporal, em perder peso.

“A perda de peso tem que ser um processo lento e bem planeado, não pode ser entendido como uma dieta.”

– O que é que as pessoas podem fazer nesta fase sem comprometerem a sua saúde?

– A modificação da composição corporal tem que ser um processo lento. Se queremos ir com demasiada sede ao pote, como se diz na gíria, acabamos por perder demasiado peso e massa muscular. Podemos fazer uma dieta muito restritiva durante dois ou três meses, mas quando chega ao fim voltamos aos hábitos antigos e recuperamos não só o peso que tínhamos como aumentamos mais três ou quatro quilos, porque, entretanto, a massa muscular que perdemos passou a ser gordura. A perda de peso tem que ser um processo lento, bem planeado e que não pode ser entendido como uma dieta, mas como a adoção de novos hábitos alimentares que conduzam à imagem corporal que desejamos. Terão de ser alterações de fundo na nossa alimentação.

– É importante apostar também na variedade de alimentos?

– Sim, tem de haver prazer e alegria na alimentação. Temos é de aprender a gostar desses alimentos, adequar a quantidade e até a ordem pela qual os ingerimos. Quando comemos, digerimos os alimentos, que depois passam para o sangue. E nós temos vários mecanismos para a homeostasia, ou seja, para manter determinadas concentrações dos nutrientes no sangue. Se estão em excesso, temos de os arrumar em algum lado. Arrumamos os hidratos de carbono, as glicoses, dentro da célula muscular, e tudo o que é excedente transformamos em gordura. O que alguns estudos têm demonstrado é que quando comemos primeiro os legumes, com fibra, vitaminas e minerais, depois a proteína e, por último, os hidratos de carbono, reduzimos o pico de insulina em 70%, logo não vamos produzir gordura. Só depois dos hidratos de carbono é que deveremos comer a fruta.

– Privilegiando legumes crus ou cozinhados?

– Pode ser de qualquer forma, mas, se for em sopa, não se deve triturar tudo, deve haver alimentos mastigáveis. Porque o mastigar dá a sensação de saciedade ao cérebro. E se fizer barulho ainda melhor. Por isso é que todos os snacks são crocantes. O cérebro gosta, sente que se está verdadeiramente a alimentar.

– Existem alimentos específicos para promover a saúde das unhas, do cabelo e da pele?

– Existem. Nos suplementos para as unhas e cabelo conseguimos ver alguns dos micronutrientes que compõem os alimentos. Ou seja, se separarmos a composição dos alimentos em nutrientes (proteínas, hidratos de carbono, gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais), descobre-se quais é que promovem a saúde do cabelo e das unhas. Retiram-se apenas esses e juntam-se em comprimidos, que são mais fáceis de tomar.

– É, então, a favor da suplementação?

– Não, sou a favor dos alimentos. Já que temos de comer para produzir energia, se escolhermos bem os alimentos escusamos de fazer os suplementos. Nos alimentos há sinergia entre os micronutrientes, eles potenciam os efeitos uns dos outros, o que não acontece quando tomamos um comprimido sintético. Por exemplo, fez-se um estudo científico para estudar o sistema imunológico de um grupo de atletas que comeram exatamente a mesma coisa e fizeram os mesmos treinos. A metade do grupo deram mil miligramas de vitamina C, à outra deram uma laranja todos os dias, que corresponde a perto de 100 mg de vitamina C, ou seja, um décimo do suplemento. Após duas semanas, o grupo que comeu a laranja tinha melhor sistema imunitário. A sinergia entre a vitamina C e as vitaminas A e E presentes na laranja faz aumentar não só a quantidade de absorção de vitamina como também a ação da própria vitamina. Portanto, não sou contra a suplementação, mas a suplementação é isso mesmo: suplementa a alimentação, não substitui. Se eu estiver numa fase de restrição energética, a comer menos alimentos, não vou, por exemplo, conseguir atingir os 100% de selénio que devia consumir. Então faz sentido consumir o restante em suplementação, porque o selénio é fundamental para a textura do cabelo.

“Já que temos de beber dois a três litros de água, então podemos escolher uma água que nos traga minerais de que necessitamos.”

Foto: João Lima

– A que outros alimentos devemos prestar atenção para ter cabelo, unhas e pele saudáveis?

– A primeira coisa a fazer é hidratar. E temos de olhar para a água como um alimento composto por minerais. Se olharmos para o rótulo da água, verificamos os valores de cálcio, potássio, cloro e ferro. E, já que temos que beber dois a três litros de água, então podemos escolher uma água que nos traga minerais de que necessitamos.

– Devemos, portanto, olhar para o rótulo para escolher a melhor água. A que é que devemos ter atenção nos rótulos?

– À quantidade de resíduo sólido. Quanto mais resíduo sólido tiver, maior a quantidade de minerais. E se tiver maior variedade de minerais, melhor é a qualidade da água. Os iões, os minerais na água, estão livres, não têm de ser digeridos. Portanto, vamos ter uma biodisponibilidade, ou seja, uma capacidade de os absorver muitíssimo superior do que quando estão nos alimentos. Num legume ou numa fruta a vitamina está associada à proteína, às fibras da fruta, e quando me alimento tenho sempre bolo fecal, ou seja, não absorvemos tudo daquele alimento. Nesse bolo fecal vão algumas vitaminas e minerais, portanto há sempre menor capacidade de absorver esses mesmos minerais. Por isso é que a água é um alimento por excelência.

– Como poderemos saber o que compõe a água da torneira?

– É obrigatório a companhia da água informar sobre a água da região. Agora, a água da torneira é menos mineralizada porque é de pouca profundidade e tem de ser tratada com muito cloro e ozono, por causa de micro-organismos e produtos tóxicos que estão nos terrenos. As águas naturalmente mineralizadas passam pelas rochas durante anos até chegarem à nascente, portanto há a dissolução dos minerais da rocha nessas águas, tornando-as muito ricas em minerais.

– Referiu a importância do selénio. Em que alimentos está presente?

– Em frutos secos, leguminosas e o alho cru também é muito interessante. Depois temos os carotenoides, que o nosso fígado transforma em vitamina A, que é fundamental para uma boa hidratação e elasticidade da pele e que está presente nas laranjas, cenouras e abóboras. Também precisamos de colagénio, que é uma proteína que dá elasticidade à pele e que vem da medula óssea. Fazer o antigo caldo de ossos é extraordinário, é dos melhores alimentos que há. A gelatina animal tradicional também está carregadinha de colagénio.

– Devemos, portanto, apostar na tradicional canja de galinha?

– A canja é fantástica, sim. O ferro também é muito importante para não termos o cabelo espigado e seco e vamos buscá-lo ao fígado de animais, as conhecidas iscas, e aos frutos secos. As leguminosas são também riquíssimas em fibra, em proteína vegetal de alta qualidade, em vitaminas e minerais, e têm poucos hidratos de carbono. O grão-de-bico, o feijão branco, frade ou manteiga, as lentilhas, as ervilhas e os tremoços são alimentos extraordinários, que saciam e fazem bem à pele, ao cabelo, a todos os nossos órgãos.

“Ficou provado que fazer jejum de 12 horas diurnas ou 16 horas noturnas é muito saudável.”

– Fazer jejum intermitente é benéfico ou nem por isso?

– O jejum intermitente foi descoberto pelo japonês Yoshinori Ohsumi, distinguido com o Prémio Nobel em 2016 precisamente depois de um largo estudo sobre autofagia, que é a reciclagem de componentes celulares. Por exemplo, nós vamos arrumando a nossa casa, mas de vez em quando temos de fazer uma limpeza mais profunda. O mesmo se passa nas nossas células. Se estivermos sempre a alimentar as células, elas vão armazenando os nutrientes que não utilizam. Se estivermos um período largo sem nos alimentarmos, vamos “limpando” a casa, vamos consumindo o que estava armazenado, proteínas, mitocôndrias que envelhecem e morrem, vírus que conseguimos matar e que ficaram lá… Vamos destruí-los e alimentar a célula com eles. Por isso ficou provado que fazer jejum de 12 horas diurnas ou 16 horas noturnas é muito saudável. Este senhor aconselhou a fazer a limpeza da casa uma vez por semana, mas há quem o faça duas vezes por semana, para ajudar na perda de peso. E o ideal será fazer um bom lanche, saltar o jantar e depois tomar o pequeno-almoço.

Foto: João Lima

– Fazer jejum intermitente é benéfico ou nem por isso?

– O jejum intermitente foi descoberto pelo japonês Yoshinori Ohsumi, distinguido com o Prémio Nobel em 2016 precisamente depois de um largo estudo sobre autofagia, que é a reciclagem de componentes celulares. Por exemplo, nós vamos arrumando a nossa casa, mas de vez em quando temos de fazer uma limpeza mais profunda. O mesmo se passa nas nossas células. Se estivermos sempre a alimentar as células, elas vão armazenando os nutrientes que não utilizam. Se estivermos um período largo sem nos alimentarmos, vamos “limpando” a casa, vamos consumindo o que estava armazenado, proteínas, mitocôndrias que envelhecem e morrem, vírus que conseguimos matar e que ficaram lá… Vamos destruí-los e alimentar a célula com eles. Por isso ficou provado que fazer jejum de 12 horas diurnas ou 16 horas noturnas é muito saudável. Este senhor aconselhou a fazer a limpeza da casa uma vez por semana, mas há quem o faça duas vezes por semana, para ajudar na perda de peso. E o ideal será fazer um bom lanche, saltar o jantar e depois tomar o pequeno-almoço.

– Qual é a sua opinião em relação à utilização de medicamentos como o Ozempic, usado no tratamento da diabetes, para a perda de peso?

– É eficiente, sem margem de dúvida. Funciona como uma cirurgia bariátrica, ou seja, vai atuar nos sensores cerebrais, na nossa área de saciedade ao nível do cérebro, reduzindo efetivamente o apetite. Por outro lado, retarda muitíssimo o esvaziamento gástrico. A utilização desta medicação começa, contudo, a estar ligada a quadros de depressão por quem a utiliza só porque tem cinco ou seis quilos a mais. Ao tirar o apetite, vou comer muito pouco, e, se não fizer uma boa suplementação, vou desnutrir o organismo, principalmente nas vitaminas B3 e B9, que estão relacionadas com o sistema nervoso. Portanto, a toma da medicação tem que ser sempre acompanhada. Para quem tem apenas excesso de peso, e não obesidade, não faz sentido, na minha opinião, fazer esta medicação. Basta mudar o estilo de vida através da alimentação e do exercício físico.

Nutrição e desporto 

A ligação de Cláudia Minderico à nutrição surgiu através do desporto. Foi atleta de ténis – chegou a participar no Campeonato Nacional Sport Goofy – e praticou natação, competindo a nível regional. Foi, contudo, enquanto treinadora que começou a estudar formas de potenciar o desempenho dos atletas através da alimentação. Começou por tirar a licenciatura em Educação Física e Desporto na Faculdade de Motricidade Humana, tirou uma segunda licenciatura em Ciências da Nutrição e Alimentação no Instituto Superior Egas Moniz, fez um mestrado em Nutrição Clínica pela Universidade Autónoma de Barcelona e tirou o doutoramento em Condição Física e Saúde na Faculdade de Motricidade Humana, além de ter várias formações no âmbito da nutrição clínica, nutrição do desporto e composição corporal. É professora há 32 anos, autora de vários artigos pedagógicos e científicos no âmbito da nutrição clínica, nutrição do desporto e composição corporal, e nutricionista do Comité Olímpico de Portugal há seis anos.

Slava Polunin, um dos palhaços mais famosos do mundo, regressou a Portugal para conduzir a plateia do Teatro Tivoli BBVA numa viagem emocionante pelo mundo das cores, dos sentimentos, das emoções e da magia. Não faltaram, pois, sorrisos e boa-disposição na estreia de “Slava’s Snowshow”, ao qual assistiram muitas caras conhecidas do meio artístico português.

Fotos: Luís Coelho

O novo visual de Harper Beckham
O novo visual de Harper Beckham
Foto: @victoriabeckham

Foi na festa do 50º aniversário da mãe, Victoria Beckham, a 17 de abril, que Harper Beckham apresentou o seu novo visual. A filha mais nova da designer e de David Beckham, de apenas 12 anos, tornou-se, assim, uma das protagonistas do evento, junto da mãe.

Com uma aparência mais adulta, Harper surgiu no clube exclusivo Oswald’s, em Londres, com o cabelo mais loiro e bastante comprido, mas o penteado habitual: liso e de risco ao meio, A jovem mostrou o seu lado mais sofisticado num visual bastante simples.

Foto: @victoriabeckham

Harper usou um vestido em cetim, de alças finas e tom branco pérola. A peça, que foi desenhada por Victoria, foi conjugada com umas sandálias brancas quadradas, bem como alguns acessórios discretos, como dois colares dourados.

No que toca à maquilhagem – algo que, de acordo com a designer, é um dos grandes interesses atuais da filhs -, usou um look bastante natural, iluminando algumas zonas do rosto, utilizando máscara de pestanas e ainda gloss nos lábios.

Foto: Getty Images

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