Desde cedo que Raquel Strada se habituou a ter na sua imagem um instrumento de trabalho, tanto na área digital, à qual se dedica há sete anos, como na televisão, onde foi apresentadora durante quase duas décadas. Razões para se preocupar em manter uma imagem cuidada, apesar de admitir que é muito distraída no que toca a uma rotina diária de beleza.
Aos 41 anos, a it girl e influenciadora digital explica que é fiel a determinados produtos que sente que funcionam bem para a sua pele, usa protetor solar todo o ano e submete-se a alguns tratamentos, nomeadamente de luz pulsada, que atua diretamente no combate às manchas, vermelhidão, flacidez e rugas de uma forma não invasiva.
– Como influenciadora digital, acredito que lhe cheguem muitos produtos de cosmética às mãos. Usa qualquer um ou respeita uma rotina diária?
Raquel Strada – Trabalho com diversas marcas e tenho sempre necessidade de as experimentar para perceber se funcionam comigo antes de assinar qualquer tipo de contrato. Por exemplo, gosto muito de uma marca que experimentei por acaso, a Skin Ceuticals. Funciona bem na minha rotina.
– É uma rotina só à base de cremes ou faz outro tipo de tratamentos?
– Não sou muito dada a cremes, mas sempre usei protetor solar. Sou mais adepta de cremes fluidos, que sejam fáceis de usar. Tem de ser funcional e rápido. Não sou daquelas pessoas que passam muito tempo em frente ao espelho. Gosto muito que me maquilhem, gosto de ter uma boa pele… mas confio em alguns tratamentos. Faço lasers, nunca fiz botox. Já experimentei ácido hialurónico, mas não tenho rugas e acho que não é necessário para mim. Penso que consigo manter a minha aparência com os lasers de luz pulsada e combino com o uso destes produtos. Se calhar não é com a regularidade que devia, mas dia sim, dia não, faço a aplicação antes de dormir. Normalmente são cremes que têm ácido hialurónico e estimulam o colagénio da pele. É sempre bom proteger-me.
– Com o avançar da idade, acha que é preciso ter atenção extra?
– Como qualquer pessoa, sim. É só prevenção. Mas não penso muito nisso, sou sincera. Gosto muito de fazer laser, sabe-me bem. A sensação de sentir a pele a rejuvenescer é muito boa. Também não envolve agulhas, o que é bom. O ácido hialurónico, se puder evitar, evito. Faço tudo de maneira muito leve e sabe-me bem. Faço mais porque é o meu momento de descanso, com os olhos fechados, a tratar de mim.
“Sou obcecada com o protetor solar e não gosto de ficar muito morena.”
Foto: João Lima
– Quando chega o verão, é necessário ter mais cuidados com a exposição prolongada da pele ao sol. Tenta antecipar alguns desses cuidados?
– Nada disso. Só mesmo com o protetor solar. Gosto mais de apanhar sol agora do que quando era miúda, mas temos mesmo de nos proteger. O sol faz bem na quantidade certa. Sou obcecada com o protetor solar e não gosto de ficar muito morena.
– É disciplinada a retirar a maquilhagem, por exemplo?
– Sou péssima, é muito raro tirar a maquilhagem. É a pior coisa que faço, eu sei… Tenho mesmo de me lembrar de o fazer. Normalmente esfrego-me no banho e penso que estou limpa, mas depois apareço, como nos vídeos do TikTok, toda suja [risos]!
Ano de “experimentar coisas novas”
Raquel Strada começou a trabalhar em televisão aos 17 anos e tem mantido um ritmo de trabalho acelerado, agora na área digital, que a leva a viajar um pouco por todo o mundo. No entanto, nos últimos anos a influenciadora teve necessidade de abrandar um pouco para se dedicar à família, nomeadamente ao marido, o empresário Joaquim Fernandes, com quem é casada desde julho de 2015 e que vive no Porto. “No início do ano reduzi um bocadinho o ritmo de trabalho, mas já voltei à carga. Estou sempre neste misto de emoções, porque há coisas que quero muito fazer, mas, ao mesmo tempo, quero experimentar coisas novas. Quero ser mãe e pondero muito isso. Mas ainda não tentei, não sei se consigo, porque tenho 41 anos. Se acontecer, acharei ótimo”, confidenciou.
Foi num dia solarengo e no exterior do espaço Blue Garden, em Lisboa, que algumas caras conhecidas se juntaram para conhecer a coleção de verão da Scalpers. Composta por peças versáteis onde predominam os estampados e os tons quentes, esta coleção foi o p0nto de partida para uma animada partilha de opiniões sobre moda, estilo e tendências entre os convidados presentes.
Melhorar a vida de cada pessoa que a procura e à sua equipa, com foco no equilíbrio mental, emocional e físico, é a prioridade de Sofia Santareno, cirurgiã plástica e diretora clínica da The Dr Pure Clinic. Defende tratamentos ajustados à idade e condição de cada um e cujo resultado seja o mais natural possível. Diz que não faz milagres, mas a verdade é que no seu palco dos sonhos, que é como caracteriza o bloco operatório, melhora em muito a autoestima dos pacientes. Em contagem decrescente para o verão, quisemos saber que cuidados se deve ter em conta, e, embora haja inúmeras possibilidades, Sofia Santareno é apologista de que na prevenção é que está o segredo.
– Nesta altura do ano muitas pessoas começam a pensar na aparência e em formas corporais definidas, o chamado corpo de verão. Qual é a melhor altura para recorrer a tratamentos?
Sofia Santareno – No limite, no início da primavera. Estamos a falar de uma resposta metabólica que envolve ciclos de 100 dias, portanto temos de contar com pouco mais de três meses.
– Quais são os maiores cuidados a ter com o rosto?
– Vamos passar por um processo de secura extrema com o calor e muita desidratação interna, por isso o melhor amigo vai ser sempre o protetor solar. E muita hidratação, claro.
– Mas que tipo de tratamentos são aceitáveis no verão?
– A toxina botulínica é, por exemplo, um tratamento seguríssimo, preventivo e curativo, que vai evitar aquelas pequenas rugas espoletadas pelo franzir de testa, muito comum devido ao sol. A aplicação de bancos de colagénio também é eficaz, por ser responsável por manter a firmeza e elasticidade da pele, e vai estar a funcionar num período de seis a oito semanas, de forma gradual. O rosto mantém-se com a mesma forma, mas com um ar mais repousado, mais rejuvenescido de forma natural. Também é possível recorrer a alguns peelings.
– Podem manter-se os peelings?
– Sim, há peelings, como os endopeel, que não estragam a pele na sua superfície, vão só trabalhar internamente, com recurso a nanotecnologia.
– O que é que se deve mesmo evitar?
– O ácido hialurónico. É instável ao calor. Não é um bom investimento para se fazer antes do verão, porque, devido às altas temperaturas, acabamos por não ter o retorno devido.
– Então o que é um bom investimento?
– A mesoterapia com vitaminas ou o plasma rico em plaquetas (que são fatores de crescimento do próprio sangue da pessoa). O objetivo é alimentar a pele para que consiga passar pelo deserto do verão mantendo-a brilhante e hidratada. Mas a grande novidade da medicina regenerativa este ano são os exossomas, que usamos em protocolos combinados. É uma biotecnologia altamente avançada que consegue mudar o envelhecimento desde o núcleo da célula. Por outras palavras, os exossomas conseguem transformar as células velhas em células novas outra vez. Podemos dizer que estamos perante a fórmula da juventude, o que é absolutamente incrível!
Foto: João Lima
– Quais são os tratamentos menos invasivos?
– O tratamento da pele do rosto com hidrafacial, que são tratamentos de desintoxicação e hidratação da pele. Não tem picas, não dói nada, não tem tempo de recuperação; é um momento de Spa facial que fazemos com a nossa facialista. Terminam com terapia com LED e máscaras de ativos, peelings leves ou radiofrequência. Todos os outros tratamentos vão envolver sempre agulhas, embora não estejamos a falar de cirurgias.
– As manchas são outro inimigo relacionado com o sol. Há alguma forma eficaz de as combater?
– A prevenção. Usar um protetor solar tópico, reforçado de duas em duas horas. Acalmar a temperatura da pele com água termal, usar um chapéu para defender o rosto do sol. Fazer um fotoimunoprotetor oral com Polypodium leucotomos, que tem propriedades antioxidantes.
– Esse tipo de fotoimunoprotetor não bloqueia a ação do sol para quem quer ficar bronzeado?
– Claro que bloqueia um bocadinho, mas mais vale ter a pele homogénea e menos bronzeada do que um bronzeado com manchas. É melhor investir em autobronzeadores. Não produzem melanina e o que fazem é oxidar a queratina da pele. Na prática, douram um bocadinho a superfície, mas não estão a estragar nem a envelhecer as células com a radiação.
– Os cuidados também diferem de idade para idade.
– Claro que sim. O investimento que se faz na pele aos 20 anos é o que se vai colher aos 40. As manchas que aparecem mais tarde são o resultado dos efeitos hormonais e do sol de há 20 anos. Reforço que o uso de protetor solar é imperativo. Alguns séruns antioxidantes adaptados a cada condição também. Depois, no processo da perimenopausa, a pele muda, torna-se muito seca, e nesta altura mais vale regenerar com cremes hidratantes mais à base de óleos, como jojoba, e soluções com ceramidas e vitamina E.
“Devemos ter em mente que o investimento é de dentro para fora, ter atenção à alimentação, à forma como nos cuidamos.”
– E com o corpo, quais são os cuidados fundamentais?
– Primeiro, entender que as cirurgias não são a solução para um problema endógeno. Devemos ter em mente que o investimento é de dentro para fora, ter atenção à alimentação, à forma como nos cuidamos. Mas claro que, se for necessário recorrer a soluções cirúrgicas para conseguir os tais contornos corporais, é preciso programar com tempo. Por exemplo, alguns tipos de cirurgia plástica obrigam à utilização de cintas durante cerca de dois meses e, portanto, é para fazer agora, no máximo em maio, porque com o calor torna-se incomportável. A grande novidade é que atualmente a cirurgia plástica já não obriga a passar por dor ou a ter que parar a vida, graças ao protocolo de recuperação ultrarrápida que temos. No entanto, os tecidos lá dentro, nomeadamente a parte adiposa, demoram o seu tempo a recuperar.
Foto: João Lima
– E quando já não há essa janela temporal?
– Temos os pacotes de verão, que denominamos de bodyshock. Um tratamento em que se combinam várias tecnologias, como a radiofrequência multipolar, o ultrassom microfocalizado e macrofocalizado, as luzes LED, os infravermelhos, que, combinados com princípios ativos muito específicos e muito fortes, vão fazer como se fosse uma mesoterapia, mas sem picas, o que é extraordinário. Ajudam a combater a gordura localizada, a celulite, a compensar os tecidos que estão mais flácidos. Temos tecnologias que até constroem o músculo internamente. Para os melhores resultados os planos de tratamento são de dois meses e nunca menos do que isso.
– Acontece chegarem até si pacientes com expectativas completamente desajustadas? Quando isso acontece, como é que os demove?
– Enquanto profissionais de saúde não podemos prometer uma coisa que não vamos conseguir entregar, porque vai quebrar-se logo o nosso primeiro valor, que é a honestidade. Há, de facto, muita gente que vem sem noção do que realmente apresenta, a pensar que vamos fazer um milagre. E não, não fazemos. Há uma grande parte que depende da pessoa. Não podemos fazer um serviço em saúde sabendo, à partida, que o resultado não vai ser o que a pessoa procura. Nesses casos, diagnosticamos a parte da dismorfia corporal e encaminhamos para a nossa equipa de orientação motivacional, o que inclui acompanhamento psicológico, nutricional, endocrinológico. E então depois, na altura certa, cá estamos para fazermos a nossa parte de tratamento ou cirurgia plástica corporal.
A prevenção como melhor aliado
“Na vida, temos de nos colocar em primeiro lugar, sempre. Andamos sempre a correr de um lado para o outro, paramos poucas vezes para olhar para nós, talvez como uma forma de não doer tanto, mas é na prevenção, no planeamento e no autoamor que está o ganho. E quando nos queremos submeter a algum tratamento mais invasivo, devemos ser bem acompanhados por profissionais de saúde formados que tenham a forte intenção de ajudar verdadeiramente a pessoa. Estamos numa era em que o sonho da aquisição da imagem perfeitaleva a que, infelizmente, se comecem a ultrapassar os limites éticos em saúde. Uma coisa é uma venda desonesta e outra é cuidar verdadeiramente da saúde da pessoa, com amor e ajuste de expectativas. A honestidade, para mim, é invendável.”
O elegante “look” monocromático de Máxima dos Países Baixos Foto: Getty Images
Com a simpatia e a alegria que fazem parte da sua personalidade, a rainha dos Países Baixos visitou uma exposição que vai de encontro a uma das suas grandes paixões. sapatos. Máxima inaugurou a exposição “Calce os seus sapatos mais atrevidos”, no museu Shoe Quarter, onde viu também varios desenhos feitos por crianças em idade escolar e depois fez também uma visita guiada por voluntários à exposição sobre a indústria do calçado e do couro de Brabante “The History of De Langstraat”.
Máxima contagiou todos com a sua alegria e boa-disposição Fotos: @koninklijkhuis/ Marco de Swart
E para este evento, Máxima elegeu um look monocromático em bordeaux: um fato de tecido acetinado com blazer ligeiramente cintado e calças de corte direito e perna larga, que conjugou com uma camisa na mesma cor da marca Claes Iversen, sapatos de salto alto de Gianvito Rossi, e carteira estilo envelope de Sophie Habsburg.
Um visual sofisticado e que testemunha a forte ligação da rainha com a moda e prova porque é considerada umas das rainhas europeias, cujo guarda-roupa nao é apenas elegante mas também colorido, como se viu numa das suas últimas escolhas para o concerto que assinalou o arranque das festividades do “Dia do Rei”, que se celebra no próximo sábado, 27 de abril, na cidade de Emmen, onde usou um top em amarelo-canário com uma saia maxi em cinza.