Foto: João Lima

O título da peça Uma Vida no Teatro, de David Mamet, na qual sobe ao palco do Teatro Aberto, em Lisboa, podia ser o título da biografia de Alfredo Brito, de 61 anos. O ator, com um vasto percurso que passa pela televisão, pelo cinema e pelas locuções, mas foi feito sobretudo no teatro, não é, no entanto, comparável ao personagem que interpreta nesta peça em termos de personalidade: ao contrário deste, não se deixa levar pelas glórias ou agruras do passado, assumindo-se antes como alguém para quem a nostalgia não tem peso. “Nunca dei por mim a querer que o tempo voltasse para trás. Tenho um odiozinho de estimação quando oiço alguém dizer ‘no meu tempo’. O meu tempo é agora.”

Foto: João Lima

“Há momentos em que, se calhar, já não me apetece mais. Encontro-me calmamente a desativar.”

Depois de mais de quatro décadas a representar, Alfredo Brito admite que já sente alguma saturação. “Há momentos em que já não me apetece mais. Ou seja, encontro-me quase calmamente a desativar. Trabalho muito menos. Serei sempre ator, mas chegou uma altura em que pergunto que projeto é e depois, então, conversamos. Não é por ser mais esquisito, o tempo é que nos vai moldando. Hoje, sou capaz de estar mais preocupado em ter tempo para escrever”, explica. Até porque, quando era mais novo, havia a urgência de manter a família e os caixotes com apontamentos para peças acabaram por ir-se amontoando. “Tenho 41 anos de teatro e há 30 que faço locução. Foi isso que me sustentou. A dada altura, a família cresce e uma pessoa tem de se agarrar àquilo que lhe permite sustentar a casa”, revelou, lembrando o quanto o ofício de um ator pode ser precário. ​

Foto: Luís Coelho

“É, sem dúvida, a minha companhia preferida para estes programas culturais”, garantiu Sandra Celas à CARAS na estreia do espetáculo Slava’s SnowShow, que decorreu recentemente no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, e na qual teve a seu lado a filha, Miranda, de 15 anos, que nasceu da relação já terminada com o ilustrador e designer gráfico António Jorge Gonçalves.
“Ela diz que até se entedia a ver tanto teatro e tanta cultura”, disse a atriz e cantora, de 49 anos, referindo não ter sido surpreendida com a opção da filha de entrar para uma escola de artes, mostrando que a herança artística lhe corre nas veias. “É o meu mundo e o mundo do pai também. Está no ADN dela”, lembrou Sandra, assegurando não temer a instabilidade que assola a maioria dos profissionais que vivem das artes. “Nada no mundo é estável. Ela só tem que seguir aquilo de que gosta, embora no caso dela se trate mais de artes plásticas e não de representação”, disse a atriz, que, de vez em quando, é presenteada com trabalhos com a assinatura da filha.

“Nada no mundo é estável. Ela só tem de seguir aquilo de que gosta.”

Foto: Luís Coelho

Afastada das novelas desde a sua participação em Amar Depois de Amar, em 2019, e depois de ter feito uma pequena incursão pelo mundo da música, Sandra Celas revelou que planeia o seu regresso à representação. “Estou a preparar uma peça que vai ser um grande desafio. Vou interpretar e produzir também, portanto vai ser algo muito especial. Está a ganhar forma e deverá acontecer muito em breve”, contou, admitindo ser muito difícil viver apenas do teatro. “Aqui em Portugal é impossível. Temos que fazer um bocadinho de tudo. Eu gosto muito de fazer televisão, mas também gosto muito de fazer cinema e teatro, de cantar… Acho, sinceramente, que assim até é mais enriquecedor”, concluiu a atriz, que chegou a trabalhar como jornalista no início da sua vida profissional.

Foto: João Lima

Tirou o curso de Restauro de Metais, mas começou por trabalhar no restaurante dos pais, onde esteve até o namorado, que mais tarde se tornaria seu marido, Francisco Azevedo, a convencer a mudar de vida e de país. Foi em Southampton, Inglaterra, que, enquanto o marido tirava o curso de Arquitetura Naval, Catarina Vassalo começou a vender as suas primeiras peças de bijuteria. Mais tarde, os dois foram viver para Valência, Espanha, onde Catarina teve duas lojas que vendiam todo o tipo de acessórios. Foi aí que começou a experimentar fazer toucados, um acessório usado sobretudo em penteados de noivas. O primeiro exemplar, recorda, foi vendido no dia do casamento de William e Kate Middleton. De regresso a Portugal, Catarina abre o seu ateliê em Sintra, onde nasce a Cata Vassalo, marca conhecida por produzir manualmente peças únicas, “alinhadas com o conceito de slow fashion, que permitem dar voz à identidade e sonhos de cada mulher portuguesa”, defende a designer e empreendedora, de 40 anos, que parece já ter transmitido às filhas, Mia e Emma Azevedo, de 11 e oito anos, respetivamente, a paixão pelo mundo da bijuteria.

– Acha que teria tido o mesmo sucesso se tivesse ficado em Portugal em vez de ter ido para Inglaterra e para Espanha?

Catarina Vassalo – Acho que não. Aliás, as minhas filhas já dizem que querem trabalhar aqui e eu digo-lhes sempre que, primeiro, têm de ir viver para fora. Acho muito importante passarem por essa experiência, sobretudo para poderem dar valor àquilo que temos no nosso país.

“É muito difícil começar uma marca, e eu tive de o fazer três vezes, mas depois ficamos com mais garra, com vontade de fazer mais e melhor.”

– Foi importante ter crescido profissional e pessoalmente no estrangeiro?

– Foi. É muito difícil começar uma marca e eu tive de começar três vezes o meu negócio. Primeiro em Inglaterra, depois em Espanha e mais tarde aqui. É difícil, mas depois a pessoa fica com mais garra, com vontade de fazer mais e melhor.

– As suas filhas já demonstram, então, vontade de seguir este negócio?

– Ainda esta manhã foi a nossa conversa no carro. Claro que gostava muito que elas trabalhassem aqui. Aliás, estou só a começar um caminho, que tem sempre pernas para andar.

– E o sucesso da marca é apenas uma questão de criatividade ou fruto de muito trabalho?

– É sobretudo criatividade, o resto vem por acréscimo. Tem é que se estar bem rodeado, com as pessoas certas ao nosso lado, caso contrário não conseguiria chegar aqui.

“Gosto de saber que estou a dar às mulheres ferramentas para crescerem.”

– Tem já uma equipa grande e, pelo que percebi, é 100% feminina. Ser mulher é um requisito para entrar nesta empresa?

– Já foi. Gosto de saber que estou a dar às mulheres ferramentas para poderem crescer. Contudo, neste momento já estamos abertas a trabalhar com qualquer pessoa que se queira juntar à equipa.

Foto: João Lima

– Acha que as suas filhas herdaram a sua veia criativa?

– Completamente. Quem me dera ter tido as possibilidades que elas têm de ter um contacto muito próximo com todo este meio. A Emma tem oito anos e já costura na máquina de forma completamente independente. A Mia desenha como eu nunca desenhei, faz imensos trabalhos em missangas também. Estão as duas muito bem encaminhadas.

– A continuidade da empresa parece estar então assegurada.

– Sim. O sonho de fim de semana para todas nós é passar o dia em casa a fazer trabalhos manuais.

– Acha que as portuguesas precisam de ser um bocadinho mais vaidosas, como são as espanholas?

– Não, acho que as portuguesas estão no sítio certo neste momento.

– De que forma é que esta marca se distingue das concorrentes?

– Não encaro as outras marcas como concorrência, porque acho que há mercado para toda a gente.

– Mas o que é que a diferencia? Qual é a assinatura?

– É o facto de todas as peças serem feitas manualmente e, por isso, serem peças únicas.

– Não dá por si a olhar para as mãos e orelhas das pessoas que a rodeiam para perceber que peças estão a usar?

– Não [risos]. Eu desligo mesmo. É um exercício, a pessoa tem que aprender a fazê-lo, mas é muito difícil. Eu consigo. Mais depressa está o meu marido, quando entramos num restaurante, por exemplo, a ver se alguém tem uma peça Cata Vassalo.

“Acho que não existe uma joia certa. Hoje podemos gostar de penas e amanhã estamos a usar flores…”

– O que é que é importante uma mulher saber para poder escolher a joia certa?

– Acho que não existe uma joia certa. Hoje podemos gostar de penas e amanhã estamos a usar flores… Gosto de pensar que as pessoas evoluem, que começamos muito timidamente e depois podemos ir arriscando.

Foto: João Lima

– Defende que podemos usar qualquer tipo de joia?

– Muitas vezes os clientes chegam a dizer que querem levar uma peça pequena e muito simples e acabam por levar duas grandes e até arrojadas. Nada é só para os outros.

– No seu guarda-joias tem apenas peças com a sua assinatura?

– Sim. Na verdade, não uso quase nada no meu dia a dia. Uso apenas um smartwatch, a aliança e uns anéis que fiz.

– Não deixa de ser uma montra do seu trabalho…

– Claro, mas uso também porque gosto de tudo o que faço.

– Nunca teve medo de crescer e arriscar?

– Não penso muito para além daquilo que estamos a fazer no momento. Não sou pessoa de ter megaplanos de até onde quero chegar. Vou deixando tudo fluir. Acho que é mais saudável. E não tenho medo nenhum de trabalhar a fazer o que gosto.

– O que é que um acessório, como uns brincos, uma pulseira ou um toucado, pode trazer à pessoa que o usa?

– Confiança. É só fazer o exercício de experimentar pôr um blazer e um top, como estou hoje, sem os brincos. Mal os coloca, fica logo outra. Dá logo outro empoderamento.

Nasceu em Nova Iorque, em novembro de 1982, descobriu cedo a paixão pela representação, já ganhou um Óscar de Atriz Secundária pelo seu papel de Fantine em Os Miseráveis, de 2013, teve uma nomeação para Melhor Atriz com O Casamento de Rachel, fez blockbusters, como O Diabo Veste Prada (2006) ou O Cavaleiro das Trevas Renasce (2012), e em 2015 era uma das atrizes mais bem pagas do mundo. No entanto, foi vítima de uma autêntica perseguição nas redes sociais depois de, em 2011, ter apresentado, com o ator James Franco, a cerimónia dos Óscares, considerada um fracasso, que lhe foi atribuído, dando origem ao movimento Hathahaters (um cruzamento do seu apelido com a palavra haters, pessoas que odeiam), que, entre outras coisas, a acusavam de ser demasiado “certinha”, perfeccionista e pouco sexy. Isso trouxe-lhe uma travessia do deserto em que quase não conseguiu trabalho, valendo-lhe o realizador Christopher Nolan (Oppenheimer) para a trazer de novo para a ribalta, primeiro em O Cavaleiro das Trevas Renasce e depois em Interstellar, de 2014.

“Muitas pessoas não me quiseram dar papéis porque estavam muito preocupadas com o facto de a minha identidade se ter tornado tóxica na internet. Tive um anjo em Christopher Nolan, que não se importou com isso e me deu um dos papéis mais bonitos que já tive num dos melhores filmes de que já fiz parte [Interstellar]”, disse numa entrevista intimista que deu à Vanity Fair e que é capa da edição de abril da revista americana.

Filha de um advogado e de uma atriz, que acabou por deixar a carreira para se dedicar aos três filhos, aos oito anos Anne viu a mãe precisamente no papel de Fantine numa versão para palco de Os Miseráveis e apaixonou-se pela representação. Ainda assim, educada no seio de uma família católica, passou por uma fase em que queria ser freira. A revelação de que o seu irmão Michael era homossexual, no entanto, afastou os Hathaway da Igreja Católica, por esta condenar a homossexualidade.

“Não quero ser posta numa gaveta do tipode filmes que devo fazer devido à minha idade, sexo ou porque ganhei um Óscar.”

Protagonista e produtora do filme The Ideia of You, que está em exibição na Prime Video, no qual dá vida a uma mulher divorciada, de 40 anos, que explora toda a sua sensualidade numa relação com um homem de 24, a atriz referiu à Vanity Fair, que fez com Hathaway uma produção fotográfica muito ousada: “Não quero ser rotulada e não quero ser posta numa gaveta do tipo de filmes que devo fazer devido à minha idade, sexo ou porque ganhei um Óscar. Quero divertir-me, caramba!”

Nesta conversa com a jornalista Julie Miller, que decorreu num restaurante em Manhattan, onde vive, Anne – que nos últimos cinco anos foi mãe pela segunda vez, deixou de fumar e de beber álcool e aprendeu a cuidar melhor de si – não se limitou a falar de trabalho. Um dos temas da conversa foi precisamente a maternidade – casada com o ator e empresário Adam Shulman desde 2012, teve o seu primeiro filho, Jonathan, em 2016, e o segundo, Jack, em 2019 –, pois travou uma difícil luta para engravidar. Tema de que falou abertamente nas redes sociais, para ajudar outras mulheres a perceberem que não estão sozinhas numa batalha de que, lembra, pouco se fala.

“Tinha de dar à luz no palco todas as noites e fingia que estava tudo bem.” [na fase em que teve o aborto]

Anne teve mesmo a coragem de revelar que em 2015 teve um aborto espontâneo quando estava em cena na Broadway com a peça Grounded, na qual interpretava o papel de uma mulher grávida. “Tinha de dar à luz no palco todas as noites e fingia que estava tudo bem”, recordou a atriz.

Ainda assim, o passado nem sempre fácil parece não ter traumatizado Anne Hathaway, que afirma: “Consegui finalmente conhecer-me bem. Hoje não vivo em função do que os outros pensam de mim e consigo rir-me muito mais.”

Generosa e ativista, tem sabido usar a popularidade que alcançou para dar voz a diversas causas, entre elas a luta contra o casamento infantil, a necessidade de vacinação nos países pobres e os direitos dos homossexuais. E em 2016 foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres devido à sua luta pela igualdade de género.

Para promover uma maior consciência sobre o sexismo na indústria do entretenimento, Hathaway tem defendido mais oportunidades profissionais para as mulheres e criticado Hollywood  por não ser um espaço de maior paridade. Em 2018 colaborou com mais 300 mulheres de Hollywood na criação da iniciativa Time’s Up, para proteger as mulheres contra o assédio e a discriminação.

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Morreu o jornalista Pedro Cruz
Foto: SIC

Pedro Cruz morreu hoje, dia 21 de abril, aos 53 anos, no hospital CUF Tejo, em Lisboa, vitima de um cancro de pulmão. A informação foi confirmada pela família do jornalista à agência Lusa.

Apaixonado pelo jornalismo, Pedro Cruz esteve ligado a vários programas de informação durante a sua carreira jornalística. Natural da Póvoa de Varzim, começou a trabalhar aos 21 anos em rádios locais, foi durante 14 anos coordenador da redação da SIC no Porto, onde também desempenhou o papel de subdiretor de informação. Em 2021 foi para a TSF, onde foi diretor executivo durante dois anos. Atualmente era diretor do grupo Global Media.

Apresentador e coordenador de diversos programas de informação, Pedro Cruz foi dos primeiros jornalistas portugueses a chegar à Ucrânia para acompanhar as primeiras semanas de guerra. Acompanhou igualmente situações de conflito no Kosovo, Síria, Albânia, Haiti, Líbano ou Ucrânia.

Princesa Isabella da Dinamarca assinala 17.º aniversário com duas novas fotoscom um amigo especial
Princesa Isabella da Dinamarca assinala 17.º aniversário com duas novas fotos com um amigo especial
Fotos: @detdanskekongehus/ rainha Mary

A princesa Isabella da Dinamarca celebra hoje, 21 de abril, o seu 17.º aniversário. E para assinalar esta data especial, a Casa Real partilhou dois retratos, um a cores e outro a preto e branco, da jovem princesa com um amigo muito especial: Coco, o único patudo da família real dinamarquesa.

Com um look juvenil, Isabella, que revela muitas parecenças com a mãe, a rainha Mary, a princesa mostrou-se muito sorridente e à vontade. Na verdade, do outro lado da objetiva estava um rosto que lhe e muito familiar: o da mãe, autora deste dois retratos.

Princesa Isabella da Dinamarca assinala 17.º aniversário com duas novas fotos e um amigo especial

A Casa Real anunciou ainda que a princesa Isabella, segunda na linha de sucessão ao trono, vai celebrar o seu aniversário na companhia da família e alguns amigos.

Casados há quase 20 anos – assinalam a 14 de maio – Mary , de 52, e Frederico X, de 55, são ainda pais do príncipe herdeiro Christian, de 18, e os gémeos, os príncipes Josephine e Vincent, de 13.