Vinícius Mochizuki

Com uma vida dividida entre Portugal e o Brasil, onde nasceu, Joana de Verona é uma cidadã do mundo. Aos 35 anos, a atriz e realizadora luso-brasileira tem participado em diversos projetos que atravessam as duas culturas que formam a sua identidade. Entre filmes, teatro, séries, novelas e a sua constante ponte aérea entre Rio de Janeiro e Lisboa, Joana revela ser uma mulher independente, corajosa e determinada, qualidades que também marcam a sua personagem em Mania de Você, a novela das 21h00 da TV Globo, onde interpreta Filipa, uma fisioterapeuta forte e decidida.Atualmente no Brasil, Joana partilhou com a CARAS algumas das memórias da sua infância naquele país, falou dos desafios de ser luso-brasileira, da conexão com o seu público e dos bastidores do seu trabalho artístico, que mistura a paixão pelo teatro, pela dança e pelo cinema.

– Tem uma relação muito forte com o Brasil, especialmente com o Rio de Janeiro, onde passou parte da adolescência. Como tem sido gravar aí?

Joana de Verona – O Rio sempre foi um lugar especial para mim. Vivi aqui na adolescência e, mesmo tendo trabalhado em muitos lugares, o Rio continua a ser um cenário familiar. Desde 2013, tenho filmado em diversos estados brasileiros e, cada vez que vivo e trabalho aqui, sinto-me em casa, de alguma forma. Além disso, a minha família brasileira é carioca, por isso, mesmo quando não estou a filmar, muitas vezes estou no Rio ou noutras cidades do Brasil, a visitar a família, a viajar, a passear. Muitas das vezes em festivais de cinema para apresentar filmes. Venho para cá com muita frequência. Portanto, sinto-me bem justamente por isso, por ser uma prática comum e por ter vínculos à cidade, não só profissionais, mas também pessoais.

– Nasceu no Maranhão e cresceu entre o Brasil e Portugal. Como descreve a sua relação com esses dois países? Sente que há algo de único em ser luso-brasileira? De que forma estas duas culturas influenciam a sua vida e o seu trabalho?

– Sou fruto de duas culturas distintas que me influenciaram como pessoa e como artista. Vou “beber” muitas coisas à cultura brasileira na minha personalidade, na forma como encaro a vida, como lido com as pessoas, e também tenho muitas coisas da cultura portuguesa. Sou fruto dessas duas cidadanias, dessas duas culturas, e ambas me marcam por razões diferentes.

– Integra o elenco de Mania de Você, onde dá vida a Filipa, uma personagem muito independente e determinada. Há alguma característica dela com a qual se identifique mais?

– A Filipa é uma mulher muito forte, que corre atrás dos seus objetivos com determinação e coragem. Identifico-me muito com essa força dela, essa vontade de realizar. No início da novela, ela é muito luminosa, que ajuda as pessoas, mas, com o tempo, essa determinação transforma-se em obsessão. Entendo a motivação dela, embora a leve a tomar decisões erradas. É interessante ver como ela se vai redimindo ao longo da novela. A determinação da Filipa é uma característica com a qual me identifico, mas é claro que ela vai muito além disso, evoluindo ao longo do enredo. Tem uma complexidade emocional que gosto de explorar. Ela também tem uma grande vulnerabilidade, que é algo com que me identifico profundamente. A perfeição de uma mulher forte é muitas vezes cercada por inseguranças internas, e é essa dualidade que me interessa e me atrai.

Vinícius Mochizuki

– E como foi o desafio de interpretar uma personagem com sotaque português, mas entendida pelo público brasileiro?

– Foi um desafio interessante. Mantive o sotaque português, com a minha preocupação de o tornar acessível ao público brasileiro. Fiz, por isso, uma mistura de algumas gírias portuguesas e brasileiras, de forma a ser compreendido em todo o Brasil. Foi um trabalho de detalhe, e divertido também. O público tem sido bastante recetivo, o que me deixou muito feliz.

– Estudou teatro e dança quando era mais nova. Como é que essas duas formas de arte ajudaram a moldar a sua carreira e influenciam a forma como encara o trabalho como atriz?

– Moldaram em tudo. Comecei no teatro e na dança com 8 anos. O teatro trouxe-me uma incessante vontade de pesquisar, de estudar, de repetir, de entender, de aprofundar. O teatro traz essa endurance atlética da repetição e do improviso, de todas as noites o espetáculo ser diferente. É a minha escola, a minha base, a minha estrutura. A dança trouxe-me também muita alegria. É uma das minhas maiores paixões. Trouxe-me o contacto com o corpo, uma lógica para tudo. Preciso estar sempre ligada a esse lugar do teatro e da dança, da performatividade, do improviso. É mesmo muito importante para manter ativos o corpo, a imaginação e a criatividade de um ator. 

– O público brasileiro tem sido muito caloroso consigo. Como lida com esse carinho?

– As pessoas acompanham a novela, gostam da personagem e abordam-me na rua sempre de forma muito calorosa. Tenho recebido muito carinho, e essa recetividade deixa-me muito feliz. O que caracteriza o público brasileiro é esse calor na receção, é essa coisa efusiva de ligarem muito à novela, de prestarem muita atenção às personagens, de seguirem a história da novela, de se envolverem muito.

– Foi musa no Baile Alto Rio, no Carnaval. Como foi essa experiência e o que significou para si? Além disso, o Carnaval é uma verdadeira paixão brasileira, tem alguma memória especial dessa época?

– Foi muito divertido, a banda era ótima, tocaram maracatu, musicalidade do Nordeste, que é o meu estado (nasci em São Luiz do Maranhão). Os músicos, os percussionistas deram um show muito bom, foi ótimo. O Carnaval para mim é importante não só quando estou no Brasil, mas quando estou em Portugal também. É um momento de celebração, de música, muita energia, de corpos políticos na rua e isso interessa-me muito. Tenho muitas histórias que envolvem o Carnaval, mas destaco a primeira vez que desfilei na avenida, na Sapucaí, com 12 anos, pela Tradição, uma escola de samba que já não existe, e participei do desfile de Carnaval com a minha mãe, em 2002. Foi intenso, nunca me hei de esquecer. A minha mãe queria muito ir, eu também, então fomos juntas, e essa é uma memória muito afetuosa, alegre.

Foto: Vinícius Mochizuki

– E para o futuro, o que podemos esperar?

– No futuro, vou repor o espetáculo de teatro A Noite do Choro Pequeno, que fiz com a Maria D’Aires, com o qual vamos fazer uma digressão. Além disso, estou com alguns projetos futuros, mas ainda não posso falar muito. O que sei é que quero continuar a trabalhar com bons profissionais, fazer cinema, teatro, e também dirigir os meus próprios projetos autorais. A minha intenção é continuar a explorar essa ponte entre Portugal e o Brasil, que tem sido uma parte fundamental do meu percurso profissional. Tenho alguns projetos em mente, mas estou muito focada nas produções em que já estou envolvida. O importante para mim é continuar a crescer como artista e continuar a explorar essas duas culturas que fazem parte de mim.

– O que mais a motiva a continuar no mundo artístico?

– A arte, para mim, é a capacidade de transitar por diferentes mundos e construir outras realidades. É a capacidade de abstração, o poder da criação como força motora. A minha profissão permite-me viajar, estar em contacto com outras culturas e tocar as pessoas. A cultura educa, tem um poder transformador, porque é muito poderoso.

Maquilhagem e cabelos: Walter Lobato
“Styling”: @ovni_saopaulo

Princesa Amalia sofre acidente
Amália dos Países Baixos é uma apaixonada por cavalos
Foto: @Koninklijkhuis

Princesa Amalia sofre aparatosos acidente. A herdeira do trono dos Países Baixos, de 21 anos, foi vítima de um acidente durante uma sessão de equitação. A filha dos reis Máxima e Guilherme fez uma fratura no braço ao cair do cavalo e foi imediatamente encaminhada para a unidade hospitalar UMC Utrecht, onde está prevista uma intervenção cirúrgica. O anúncio foi feito pela Casa Real holandesa.

“A Princesa de Orange partiu hoje o braço depois de ter caído do cavalo. Vai ser operada no UMC Utrecht”, vem declarado em comunicado. “Mais informações serão dadas logo que se saiba quais são as possíveis consequências para as obrigações oficiais e outros compromissos.”

Princesa Amalia sofre acidente
Os reis Máxima e Guilherme inteiraram-se de imedato do estado da filha mais velha
Foto: @Koninklijkhuis

A notícia causou preocupação imediata na família real, com Máxima a interromper uma conferência sobre saúde mental no Palácio de Noordeinde para saber do estado da filha mais velha, mostrando-se visivelmente preocupada.

Apaixonada por desporto e atividades ao ar livre – destaca‑se a sua paixão por equitação e ténis – não é a primeira vez que sofre quedas a montar a cavalo. Anteriormente, já deslocou inclusive um ombro.

“Não és uma amazona até teres caído sete vezes”, disse a futura rainha numa entrevista em que falou sobre o seu gosto pela equitação e de como não tem medo das quedas.

Princesa Amalia sofre aparatoso acidente

Princesa Amalia sofre aparatosos

acidente

Saiba o que é o Lipedema e como pode ser tratado
Jesús Olivas Menayo é especialista em Lipedema e fundador do Instituto Português de Lipedema.
Foto: Arquivo CARAS

No Dia Mundial do Lipedema, saiba o que é esta doença e como pode ser tratada. As respostas são dadas pelo pela Prof. Dr. Jesús Olivas Menayo, cirurgião especialista em Lipedema e fundador do Instituto Português de Lipedema.

O lipedema é uma doença crónica e progressiva, frequentemente incompreendida e subdiagnosticada, que afeta maioritariamente mulheres. Estima-se que 20% da população feminina mundial sofra desta doença e, em Portugal, são afetadas cerca de um milhão de mulheres. 

Também conhecida como a doença das pernas gordas, o lipedema é um distúrbio do tecido adiposo, que consiste na proliferação excessiva e, portanto, patológica de células de gordura (adipócitos), sobretudo na metade inferior do corpo, pernas, coxas, quadris, mas também pode atingir os braços e couro cabeludo. 
É facilmente confundido com obesidade ou retenção de líquidos, por isso, muitas mulheres vivem anos sem o diagnóstico correto, quando na realidade sofrem de uma doença crónica do tecido adiposo, que é inflamatória, dolorosa e resistente à dieta e ao exercício físico.

Foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde apenas em 2018, o que justifica o facto de ainda existir pouca informação e conhecimento sobre a mesma. Para tirar todas as dúvidas, fomos ao encontro de um especialista.

No caso das mulheres com lipedema, quais são os principais desafios — físicos e psicológicos — com que se deparam?

Jesús Olivas Menayo – O lipedema é uma condição frequentemente incompreendida e subdiagnosticada. Muitas mulheres vivem anos a ser confundidas com casos de excesso de peso ou obesidade quando na realidade sofrem de uma doença crónica do tecido adiposo, que é inflamatória, dolorosa e resistente à dieta e ao exercício físico. Fisicamente, o lipedema provoca dor, sensação de peso nas pernas, hematomas fáceis e uma desproporção corporal difícil de aceitar. Psicologicamente, o impacto é profundo: autoestima comprometida, frustração constante com tratamentos que não funcionam e até isolamento social. O desconhecimento da sociedade e, muitas vezes, da própria comunidade médica, acentua ainda mais esse sofrimento. Por isso, o primeiro passo é sempre o reconhecimento clínico adequado e uma abordagem integrativa e humanizada.

Quais são os tratamentos mais eficazes e seguros atualmente disponíveis para o lipedema, que tende a aumentar com a idade se não for tratado?

– Sabemos hoje que o lipedema é uma condição progressiva — se não for tratado, tende a agravar-se com a idade, provocando mais dor, rigidez, perda de mobilidade e frustração estética. Por isso, o tratamento precoce e personalizado é essencial. No campo dos tratamentos, a técnica mais avançada é a SAFEST Liposuction (acrónimo para Surgical Aspiration For Excess Subcutaneous Tissue), que representa uma evolução da clássica lipoaspiração WAL (Water Assisted Liposuction). Esta nova abordagem é muito mais precisa na remoção seletiva das células adiposas lipedematosas, com menor trauma para os tecidos adjacentes, e uma recuperação consideravelmente mais rápida. O diferencial da SAFEST é a incorporação da tecnologia Quantum RF – um sistema de radiofrequência que promove a retração imediata da pele após a extração de gordura, reduzindo significativamente o risco de flacidez, que é uma preocupação comum nas pacientes com lipedema. Paralelamente, continuamos a recomendar uma abordagem médica personalizada. Isto inclui modulação nutricional anti-inflamatória, terapias físicas (como drenagem linfática especializada) e suplementação intravenosa com antioxidantes, NAD+ e polinucleótidos, que ajudam a reduzir o stress oxidativo e a melhorar a resposta celular nos tecidos comprometidos.

Que papel pode ter a cirurgia não invasiva no tratamento do lipedema e como se relaciona com o bem-estar a longo prazo?

– A cirurgia não invasiva, ou minimamente invasiva, tem um papel crescente no tratamento do lipedema, sobretudo quando falamos de tecnologias como a radiofrequência bipolar fracionada, que permite atuar seletivamente sobre o tecido adiposo afetado, melhorando a firmeza da pele, reduzindo volume e aliviando sintomas com mínima agressão. Em casos mais avançados, a lipoaspiração especializada para lipedema com a técnica SAFEST Lipo continua a ser o procedimento cirúrgico de eleição, mas hoje ela pode ser guiada por ecografia intraoperatória, garantindo mais precisão e segurança. A realidade aumentada e a ecografia intraoperatória, por sua vez, já começa a ser integrada no planeamento de casos complexos, otimizando resultados e reduzindo riscos. Estes avanços não tratam apenas o aspeto estético, eles restauram mobilidade, aliviam a dor e recuperam a autoestima, promovendo um verdadeiro impacto positivo na saúde mental, nas relações sociais e na qualidade de vida a longo prazo.

Existem riscos ou contraindicações que devem ser levados em conta antes de optar por este tipo de procedimentos?

– Sim, como em qualquer procedimento médico, é fundamental realizar uma avaliação multidisciplinar antes de qualquer intervenção. No caso do lipedema, há que considerar o estado linfático e vascular da paciente, o grau da doença, condições hormonais associadas e histórico inflamatório. Mesmo os procedimentos menos invasivos – como a radiofrequência ou terapias regenerativas – devem ser conduzidos por profissionais experientes, com conhecimento específico da condição. A utilização indiscriminada de técnicas estéticas convencionais pode agravar a inflamação ou comprometer os resultados, especialmente se não forem adaptadas à fisiopatologia do lipedema. Além disso, mulheres com lipedema podem ter maior sensibilidade a certos fármacos ou alterações na cicatrização, pelo que todos os protocolos devem ser ajustados individualmente. A boa notícia é que, com os novos testes epigenéticos, hormonais e de metabolismo celular, conseguimos prever e reduzir esses riscos, oferecendo tratamentos cada vez mais personalizados, seguros e eficazes.

No âmbito do Dia Mundial do Lipedema, o Instituto Português do Lipedema está a organizar rastreios gratuitos, em Lisboa, para que mais mulheres possam receber o diagnóstico correto.

Os rastreios acontecem nos dias 11 e 25 de junho, são personalizados e gratuitos, mediante inscrição, e incluem observação, scan corporal e ecografia à base de IA, feitos pelos especialistas do instituto.

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Foto: Luís Coelho

A atriz Sofia Ribeiro sabe bem que, apesar de atualmente ter uma vida privilegiada e ser reconhecida na sua esfera profissional, a vida pessoal nem sempre é desafogada ou com motivos para sorrir. “Sou tia/mãe oficialmente há dois anos. Foi muito desafiante a todos os níveis. Sinto que estou a pagar um bocado ‘a fatura’ de ter gerido tudo sozinha. Sinto-me mais cansada do que antes, com mais noção de que as coisas não são fáceis. São duas miúdas em pré-adolescência com todo o historial que têm. Estou numa fase de aprendizagem, a lidar com este momento novo da vida, numa fase de maior introspeção, de aceitar que a tristeza faz parte da vida e que temos de aceitá-la”, revela.

A atriz, que faz terapia há cerca de 16 anos, considera que “a psicanálise tem sido importantíssima” para encontrar a sua paz e equilíbrio, tal como a prática de exercício físico.

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Foto: Luís Coelho

O ator não faltou à apresentação do documentário da cunhada Carolina Patrocínio para a Prime Video, ainda que não apareça nas gravações, por se encontrar fora do país na altura. Casado com Rita Patrocínio, com quem tem duas filhas, Camila, de 3 anos, e Júlia, de 1, Tiago Teotónio Pereira conta como é viver rodeado de mulheres.

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Foto: João Lemos

Carla Rocha, de 52 anos, é mãe de Inês, de 25 anos, e Vasco, de 16, e uma profissional cuja trajetória se destaca pela paixão em ajudar pessoas e organizações a comunicar com impacto. A sua mais recente iniciativa, Entrevistas Que Dão Emprego, um curso 100% online, destina-se a ajudar quem procura entrar no mercado de trabalho ou fazer uma transição de carreira. Ferramentas práticas e estratégicas que vão desde a elaboração de currículos e cartas de motivação até à preparação para entrevistas de emprego, incluindo técnicas para responder a questões desafiantes e alinhar comunicação verbal e não verbal.

Com 30 anos de experiência como locutora de rádio, Carla conquistou audiências em programas como Café da Manhã, na RFM, e As Três da Manhã, na Renascença, onde continua a ser uma das vozes mais conhecidas do país. Paralelamente, é autora de três livros, professora convidada em instituições prestigiadas como a Nova SBE, o ISEG e a Egas Moniz School of Health & Science, e uma referência em formação empresarial e de liderança. Recentemente, a comunicadora tomou a decisão de se afastar temporariamente das manhãs da rádio para  poder apoiar a filha Inês, que enfrentou crises de ansiedade após a pandemia. Um gesto que reforça os valores que defende na sua carreira e vida pessoal: autenticidade, empatia e coragem.

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A atriz Victoria Guerra, de 36 anos, anunciou no Dia da Mãe que está grávida do primeiro filho, fruto do relacionamento discreto com o realizador Francisco Botelho. A CARAS encontrou a atriz de A Promessa, da SIC, num evento da marca portuguesa de biquínis, fatos de banho e roupa de praia Latitid, que teve lugar no Nirvana Studios, durante o qual revelou detalhes da gravidez – encontra-se no segundo trimestre – falou da pausa que irá fazer na sua carreira e dos planos que tem para este momento mágico da sua vida.

Uma entrevista para ler na CARAS desta semana.

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Localizado na Costa Adeje, em Tenerife, a maior ilha do arquipélago das Canárias, o Royal Hideaway Corales Villas situa-se entre montes e praias de areia escura e água quente, fundindo-se com a natureza.

Com uma estética moderna e elegante, o hotel foi concebido pelo arquiteto Leonardo Omar, em colaboração com o K-Studio, e é um exemplo claro de design arquitetónico contemporâneo, caracterizado por linhas limpas, minimalistas e que dão uma sensação de amplitude, criando um refúgio calmo e sereno. É o local ideal para quem procura desligar-se num ambiente exclusivo, onde o luxo silencioso se expressa em cada detalhe, oferecendo uma experiência de sofisticação discreta e refinada.

 

A nova unidade dispõe de 139 quartos – 78 suítes júnior, 40 suítes deluxe e 21 villas com dois e três quartos – a maioria com piscina privada e terraço a partir do qual se pode desfrutar de uma vista espetacular sobre o oceano Atlântico

Fotos: D. R.

Palavras-chave

Há largos anos apaixonada pela pintura e colagens de folhas e flores, Regina Duarte escolheu aquela que considera a sua “segunda pátria” para apresentar a sua primeira exposição internacional. Conhecida do grande público e com uma carreira aclamada na representação, a atriz (e agora artista plástica), de 78 anos, tem no Palácio Biester, em Sintra, mais de duas dezenas de obras que podem ser adquiridas. A exposição, patente até junho, tem curadoria de Ana Carolina de Villanueva, responsável pela Luka Art Gallery.

Polémica e doce, sensível e pragmática, Regina Duarte conversou com a CARAS sobre esta nova fase da sua vida, mas também da carreira, do papel enquanto mãe de três e avó de sete e da sua ligação à política, que durou apenas 75 dias.

– Há muitos anos que visita Portugal. Sente-se sempre acarinhada?

Regina Duarte – Há anos que venho a Portugal. Quando as novelas saíam do Brasil, o primeiro país onde “aportavam” era Portugal. Vinha muitas vezes, convidada para vários eventos, e era sempre muito bem recebida. Há anos que venho a Portugal. Acho que a primeira vez que vim foi para um Carnaval em Sines, em 1992. Sinto muito o carinho dos portugueses, somos uma irmandade. Entendem-me, entendem as minhas personagens e a humanidade que pretendo transmitir no meu trabalho. Isso faz com que veja Portugal como a minha segunda pátria. Sou muito grata aos portugueses.

– Como começou esta vertente de artista plástica?

– É uma opção artística nova. Comecei a observar folhas caídas no chão, ressequidas. E a pensar: “Para onde vão essas folhas?” Do nada comecei a recolhê-las. Lavava, limpava, fazia colagens e depois misturava com flores. Comecei a criar quadros e era algo que me dava um entretenimento saboroso. A pintura já fazia parte da minha vida desde 1974. O meu primeiro quadro foi inspirado numa foto da minha família a festejar um Domingo de Páscoa. O quadro ainda está lá. Comecei logo a pintar a óleo.

– Não tem projetos na representação?

– Não há nenhum projeto, mas continuo a pesquisar sobre teatro, à procura de algo que ainda não tenha feito, algo que me entusiasme, que me dê prazer voltar ao palco. Algo novo para mim e para o público. Estou a reorganizar-me.

– Tem três filhos: André, de 55 anos, Gabriela, de 51, e João, de 44. Como é que a maternidade influenciou a sua vida e a sua carreira?

– A maternidade é sempre um enriquecimento para qualquer mulher. Pensamos: “Como é que vou criar este ser?” Mas, depois de ele nascer, surge uma paz e um encantamento. E, a partir daí, começamos a aprender a ser humanos com as novas lições que a criança nos oferece. Começamos a ver a vida com esse olhar infantil. É fascinante e o maior presente que a maternidade nos dá. Gostaria de ter mais filhos, mas tive três e sete netos.

– Que avó é?

– Sou tradicional, no sentido em que acredito que o ser humano não pode perder o respeito pelas relações e deve ser sério com as responsabilidades. São coisas que não podemos deixar para trás e que devemos exercitar com as crianças. Por outro lado, e tendo em conta que os meus pais não brincavam comigo por estarem muito ocupados, hoje há mais tempo para nos divertirmos, convivermos e reaprendermos com as crianças. E gosto disso.

– Teve cinco “casamentos”. Sempre se sentiu uma mulher livre nesse sentido?

– Sou de uma geração que chamava “casamento” quando os apaixonados iam viver juntos. Não fui criada para ficar a namorar. Se me sentia apaixonada e havia reciprocidade, aquilo já era “casamento”. Só o primeiro foi na igreja, vestida de branco e com papel passado. Depois, começava a namorar, a relação ficava mais séria, havia relação sexual, e então “casávamo-nos”, ou seja, morávamos juntos e assumíamos a relação. Foram paixões vividas, às vezes, por quatro, sete ou 12 anos.

– Tem saudades de voltar a apaixonar-se?

– Não sinto necessidade de ter uma relação amorosa. Sou apaixonada pelas pessoas. Tenho a minha vida, gosto dela, tenho quatro gatas que dormem na minha cama. Imaginem ter um companheiro ou companheira? Elas iam ficar furiosas [risos]. Está muito bom assim, graças a Deus.

– Sente que, em algum momento da vida, perdeu o controlo da sua vida?

– Lembro-me da fase em que estive em Brasília, a convite do ex-Presidente Jair Bolsonaro, que foram só 75 dias na Secretaria Especial da Cultura. De repente, percebi que havia poderes a pressionarem-me para fazer opções. Tinha um cargo que era meu e que queria exercer com liberdade. Senti que não ia conseguir e, imediatamente, pedi para sair. Estava apaixonada, feliz, como um guerreiro na luta. Queria concretizar o que considerava bom para a atividade artística, mas dei-me conta de que havia um interesse enorme pelo meu cargo e percebi que ia ser empurrada para um beco. E eu não queria lutar. Percebi que algumas pessoas de poder desejavam o meu cargo. Hoje não quero mais cargos, abomino-os.

– Quando a arte se alia à política, ganha-se ou perde-se?

– O papel que tentei desempenhar era algo para o qual não estava preparada. A política deveria ser uma forma de expressão, um exercício de atuação, uma coisa séria. O povo precisa de pessoas que estudem e gostem de política, sejam sérias e honestas, que respeitem o país e possam fazer em Brasília o que nós, o povo, não podemos fazer “de baixo”. A política deveria ser uma devoção quase religiosa, todos deveriam apoiar, pois temos o direito de escolha. Muita gente não se interessa por política, mas só através dela poderemos ter o país que queremos: conhecendo os candidatos que vão falar por nós, vendo o que cada prefeito [presidente do município] faz.

– Sente que com a sua curta passagem pela política prejudicou a vida profissional?

– Nada. Coincidiu com um período em que não tinha nenhuma proposta que me interessasse há três anos.

– Não há convites para voltar às novelas?

– Não há nada. Estou em paz com isso. Prefiro não ter uma oferta que não me agrade. Sei que o público tem saudades minhas, e eu tenho saudades do público e do meu trabalho.

– Uma personagem marcante foi Raquel na novela Vale Tudo, cujo remake está agora a ser feito. Tem boas recordações?

– É uma novela maravilhosa. É o Brasil ali representado. Estou a torcer, mas às vezes penso que os remakes deviam ser feitos com histórias que tiveram sucesso mediano. Tenho muita pena deste elenco de Vale Tudo, porque será sempre comparado com o da versão anterior. Acho isso de uma crueldade terrível.

– É um presente envenenado?

– É, mas esta versão tem um elenco maravilhoso e toda uma geração que vai ver-se retratada, com certeza. Estou a torcer para que corra tudo bem e seja um sucesso. O que é o sucesso? Ter audiência!

Cabelos e maquilhagem: Joziane Lima e Francisco Souza

Fotos: Luís Coelho e cedidas por MZ Style

Deixe-se transportar para o mundo de romance e sedução através  de uma destas fragrâncias, criadas para envolver os sentidos e despertar emoções. Das notas florais que evocam a feminilidade às notas mais sensuais contam histórias de paixão, esta seleção é um convite para celebrar o amor.