Natural do Líbano, Sara Atrouni (com formação em Terapia Psicomotora pela Universidade São José de Beirute) vive atualmente em Lisboa, onde trabalha como artista. Aqui, obra “Melted Like My Dreams” (2024).
Sempre demonstrou aptidão para as artes?
Sempre fui criativa. Em criança, dedicava horas às artes e aos ofícios, a fazer joias e a pintar. Durante a adolescência, comecei a pintar em telas grandes e a vender o meu trabalho a amigos para ganhar algum dinheiro.
Como é o seu processo criativo?
Trabalho de forma intuitiva e experimento diferentes materiais durante o processo de pintura. Deixo que os materiais e as texturas me guiem, permitindo que a peça evolua naturalmente.
“Melted like my dreams” (2024), com 50x60x8cm.
Vale tudo (tela, papel)?
Comecei por pintar em telas, mas, com o tempo, quis que a minha pintura existisse livremente, sem os constrangimentos de um suporte. Isto levou-me a experimentar diferentes opções, permitindo-me criar “peles” de tinta que podem existir independentemente, ou seja, separadas das superfícies tradicionais.
O que nasce primeiro: a ideia, a pintura?
O conceito. Gosto de transformar as minhas ideias em realidade e inspiro-me frequentemente nas minhas próprias experiências.
“Melted” (2024), com 50x55cm.
Quais são as suas principais influências?
As minhas maiores influências incluem artistas como Lynda Benglis, Leslie Wayne, Kennedy Yanko, Letha Wilson e Bram Bogart. As suas abordagens inovadoras à materialidade, textura e forma inspiram profundamente a minha própria exploração criativa.
Que mensagem e símbolos são recorrentes nos seus trabalhos?
Sou uma forte defensora da saúde mentale o meu trabalho reflete frequentemente o meu estado de espírito num determinado momento. Os elementos recorrentes no meu trabalho são as cores e texturas. Gosto de jogar com os contrastes e opostos: formas arrojadas e pormenores finos, tons neutros e matizes vivos, traços geométricos e fluidos, acabamentos brilhantes e mate, texturas ásperas e suaves. Estas dualidades representam os estados emocionais e psicológicos que quero transmitir através da minha arte.
“The joker” (2024), com 40x40cm.
Quais as cores que mais utiliza?
Utilizo todas as cores. Não gosto de deixar nenhuma cor de fora – todas elas têm um lugar no meu trabalho. Cada cor traz algo único e, em conjunto, criam harmonia e equilíbrio.
Tem trabalhos seus em casa?
Claro que sim! Adoro viver com a minha arte e descobrir pequenos pormenores que não tinha reparado antes. Tenho um quadro grande exposto na minha sala, o que me permite interagir com ele todos os dias.
“What Goes Around, Comes Back Maybe Likea Triangle” (2024), com 70x70cm.
Qual é a sua peça de decoração favorita?
Sou apaixonada por mármore. Acho fascinante como é que um pedaço de rocha, formado nas profundezas da terra, pode conter tantos pormenores e tantas cores. Diria que todosos meus objetos de mármore – quer seja a minha mesa de jantar, mesa de apoio ou mesmo um mármore emoldurado – são as minhas peças decorativas favoritas.
A sua divisão preferida é…
A sala de estar. Passo lá muito tempo e escolhi cuidadosamente as peças da minha estante,a mesa de mármore e o confortável sofá. É um espaço onde me sinto verdadeiramente em casae rodeada de coisas que me inspiram.
“Summer Watermelon” (2024), com 70x70cm.
O que gostaria de ter feito e ainda não fez?
Sempre quis fazer scagliola (escaiola). Trata-se de uma técnica italiana do século XVII utilizada para imitar mármore ou pedras preciosas. Estou fascinada com o trabalho artesanal envolvido e espero fazer experiências futuras com esta técnica de acabamento.
Três gerações de campeões O talento de Patrícia é um tributo à sua linhagem desportiva. O seu avô, Carlos Cabral, destacou-se em provas de meio-fundo e corta-mato. Das suas várias conquistas destaca-se a medalha de prata nos 800 metros nos Campeonatos Ibero-Americanos de 1983, realizados em Barcelona.
Susana Cabral seguiu os passos do seu pai, dedicando-se ao atletismo, especializando-se em provas de velocidade prolongada e meio-fundo. Em 1991, sagrou-se campeã nacional júnior nos 800 metros.No mesmo ano conquistou os títulos nacionais nos 1.500 e 3.000 metros em pista coberta. Hoje dedica-se a treinar e apoiar as novas gerações no atletismo, sendo treinadora da filha.
Rui Silva, além de ter conquistado o 3º lugar nos 1500 metros dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, sagrou-se campeão mundial nos 1500 metros dos Campeonatos Mundiais em Pista Coberta em 2001, alcançou três títulos de campeão europeu nos 1500 metros em campeonatos europeus em pista coberta, e bateu inúmeros recordes.
Medalha olímpica ao peito com apenas 4 anos
Patrícia Silva tinha 4 anos quando o pai conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. A CARAS estava no aeroporto de Lisboa quando o atleta chegou a Portugal e fotografou Patrícia sorridente, enquanto exibia, com orgulho, a medalha do pai.
Patrícia Silva herança de ouro
O futuro da atleta continuará certamente a ser brilhante, pelo que as suas conquistas vão continuar a inspirar as próximas gerações.
Cristiano Ronaldo recebeu o seu certificado do Guiness World Records. Foto: @Guinness World Records
É mais um importante marco na história e carreira de Cristiano Ronaldo. O capitão da “Equipa das Quinas” tem um novo recorde mundial nas mãos (e nos pés).
O futebolista, de 40 anos, recebeu um certificado do Guiness World Records por tornar-se o jogador com mais vitórias numa seleção de futebol. Após o triunfo, a 23 de março, de Portugal frente à Dinamarca por 5-2, no Estádio José Alvalade (para a Liga da Nações), CR7 conta agora com 133 vitórias com a camisola da Seleção Nacional.
Foto: EPA/MIGUEL A. LOPES / LUSA
O título pertencia anteriormente a Sergio Ramos, seu antigo parceiro no Real Madrid, ao serviço da seleção de Espanha.
O internacional português e avançado do Al-Nassr reafirma, uma vez mais, o seu nome na história do futebol mundial. Com quatro décadas de vida, continua a ser um ícone no mundo do desporto.
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Maria Teresa do Luxemburgo celebra 69.º aniversário com novas fotos oficiais.
Mãe de cinco filhos e avó de oito netos, a grã-duquesa comemora mais um aniversário, o último na casa dos 60 e também como grã-duquesa em funções, já que em outubro, o grão-duque Henri passará o testemunho a Guillaume, que passará a ocupar o trono.
A data especial fica marcada por uma seleção de fotos oficiais da grã-duquesa, publicadas nas redes sociais da Casa Real.
Nascida em 1956, em Havana, Cuba, nada fazia prever que Maria Teresa Mestre chegasse à Casa Real do Luxemburgo. No entanto, a grã-duquesa viveu poucos anos na ilha das Caraíbas e o seu percurso acabou por se cruzar irremediavelmente com aquele que viria a ser o grão-duque do Luxemburgo.
Em 1960, deixou o seu país com os pais José António Mestre e Maria Teresa Batista-Falla de Mestre, e os três irmãos, devido à revolução liderada por Fidel Castro, que tomou conta do país.
A família mudou-se para Nova Iorque, onde Maria Teresa frequentou a Marymount School e a École française.
No entanto, a residência nos Estados Unidos não durou muito tempo. Os Mestre acabaram por se mudar para a Europa, primeiro para Espanha, onde a língua era comum, e depois para Genebra, na Suiça.
Depois de um período no Instituto Marie-José, em Gstaad, a futura monarca frequentou o colégio interno Marie-Thérèse, em Genebra, onde obteve o bacharelato em francês. Nessa altura, torna-se cidadã suíça.
Mais tarde, Maria Teresa ingressou na universidade, onde estudou Ciências Políticas e conheceu Henri.
Em 1980, o casal anunciou o noivado e cerca de um ano depois realizou-se o casamento, no Luxemburgo. O casal teve, entretanto, cinco filhos, aos que juntou oito netos.
Ao mesmo tempo que mostrou ser uma mulher empenhada no crescimento e bem-estar da família, a grã-duquesa revelou o seu compromisso com várias causas sociais ao lomgo das últimas décadas. Preside à Fundação Grão-Duque e Grã-Duquesa, que se dedica a ajudar os mais desfavorecidos, além de lutar firmemente pelos direitos das mulheres. A este respeito, destaca-se o trabalho feito com a Associação Stand Speak Rise Up!, que fundou em 2019 e que tem como objetivo pôr fim à violência sexual em zonas de conflito.
Maria Teresa do Luxemburgo celebra 69.º aniversário com novas fotos oficiais
Patrícia Silva conquistou, no dia 23 de março, a medalha de bronze nos 800 metros dos Campeonatos do Mundo de Atletismo em pista coberta, realizados em Nanjing, China.
Com um tempo de 1m59s80, a atleta portuguesa, de 25 anos, estabeleceu um novo recorde nacional na distância, tornando-se a primeira portuguesa a correr os 800 metros em pista coberta abaixo dos dois minutos.
A medalhada é, recorde-se, filha do campeão olímpico Rui Silva e da atleta Susana Cabral.
No final da corrida, a atleta mostrou o verso do seu dorsal, onde tinha escrito a palavra “avó”, e explicou porquê. Assista ao vídep que a atleta partilhou nas redes sociais.
Princesa Claire do Luxemburgo celebra 40.º aniversário rodeada da família.
A mulher príncipe Félix comemora mais um aniversário e a data foi assinalada pelo grão-ducado do Luxemburgo com uma seleção de fotos, sendo a primeira bastante festiva e divertida.
A princesa, que nasceu na cidade alemã de Filderstadt, perto de Estugarda, tornou-se membro da família real ao casar-se, em 2013 com o segundo filho de Henri e Maria Teresa.
O casal tem três filhos, os príncipes Amália, de 10 anos, Liam, de 8, e Balthazar, de 1.
Desde 2013, gere com o o marido o Château les Crostes, uma propriedade vinícola no sul de França, e cofundou a marca de vestuário infantil Young Empire.
Princesa Claire do Luxemburgo celebra 40.º aniversário
Princesa Eugenie celebra 35.º aniversário na companhia dos filhos, a sua melhor conquista.
No dia em que comemorou 35 anos, a princesa Eugenie escolheu assinalar a data com a partilha de uma rara imagem ao lado dois filhos, August, de 4 anos, e Ernest, de 2, do seu casamento com o empresário Jack Brooksbank.
A família divide o seu tempo entre Londres e a Comporta, onde Brooksbank tem negócios, mas, ao que tudo indica, encontra-se, nesta altura, na capital inglesa.
A mãe, Sarah Ferguson, também não deixou passar a data pem branco e publicou uma série de fotos da filha mais nova com uma mensagem carinhosa. “Desejo um aniversário maravilhoso à minha querida filha, Eugenie! Tem sido uma alegria ver-te crescer e tornares-te uma pessoa tão extraordinária, cheia de bondade, sabedoria e força. A tua generosidade e o teu calor iluminam a vida de tantos e estou infinitamente orgulhosa de tudo o que fazes.”
A mãe, Sarah Ferguson, também não deixou passar a data pem branco e publicou uma série de fotos da filha mais nova com uma mensagem carinhosa.
“Desejo um aniversário maravilhoso à minha querida filha, Eugenie! Tem sido uma alegria ver-te crescer e tornares-te uma pessoa tão extraordinária, cheia de bondade, sabedoria e força. A tua generosidade e o teu calor iluminam a vida de tantos e estou infinitamente orgulhosa de tudo o que fazes.”
Foto: @princesseugenie
Princesa Eugenie celebra 35.º aniversário na companhia dos filhos
Com vista sobre a cidade do Porto e a Foz do Douro, o apartamento, com 126,29m², foi adquirido em fase de construção para ser utilizado como casa de férias.
“O cliente não queria fazer qualquer tipo de alteração estrutural. Os espaços amplos e bem divididos, com sala/cozinha em plano aberto, permitiram um bom fluir, e a varanda (40m²), virada para o mar e rio, aliados ao facto de não haver qualquer obstáculo, transmitem a sensação de tranquilidade. Nos quartos, as camas foram orientadas por forma a retirar o máximo partido da vista privilegiada”, contam Manuela Babo e Matilde Babo, do ateliê Tangerinas & Pêssegos.
“O briefing passou por compor um espaço neutro, funcional, sem muitos elementos supérfluos, de fácil manutenção, ideal para um homem solteiro. Era essencial que todo o projeto respeitasse os acabamentos preexistentes e que os novos elementos tivessem ligação e se complementassem, permitindo um visual agradável e sereno”, continuam as profissionais.
“Peças com linhas clássicas, formas arredondadas e acabamentos neutros permitiram criar um ambiente que irá resistir ao passar do tempo, mantendo-se atual, confortável e sofisticado.”
De um problema de pele que a levou a questionar tudo até à fundação do The Therapist, Joana Teixeira viveu uma transformação que hoje é uma inspiração para quem acompanhou o seu percurso. Após anos de stress, má alimentação e desafios no mundo corporativo, encontrou na medicina chinesa e na nutrição funcional o caminho para se curar. Em 2017, lançou um projeto pioneiro, enfrentou altos e baixos no empreendedorismo e aprendeu lições valiosas que agora partilha como mentora. Uma história de resiliência, determinação e paixão por um estilo de vida mais saudável, que a CARAS ficou a conhecer durante uma conversa acompanhada por um almoço, saudável e saboroso, no espaço The Therapist do Lx Factory, em Lisboa.
– Como surgiu a ideia de criar o The Therapist?
Joana Teixeira – A ideia nasceu de uma necessidade pessoal. Aos 21 anos, desenvolvi um problema de pele que me afetava muito e que resultou de muitos erros alimentares que fui cometendo ao longo do tempo. Consultei vários dermatologistas, passei dois anos a fazer tratamentos, tomei antibióticos, e nada resultava. Foi então que decidi experimentar a medicina chinesa. Através de acupuntura, fitoterapia e mudanças na alimentação, fiquei curada em menos de um mês. Esse episódio mudou a minha vida. Fui procurar mais informação sobre nutrição funcional e comecei a aplicar o que aprendia no meu dia a dia.
– Começou a cozinhar para si própria?
– Sim, e a descobrir que era possível comer saudável com sabor, porque achava que comida saudável era tipo alpista, que não tinha graça nenhuma. Depois tornou-se um prazer cozinhar comida verdadeira.
– O que é comida verdadeira?
– É comida feita com ingredientes reais, sem processados, sem aditivos. Costumo dizer que é fácil comer saudável, é só não comprar coisas de pacote. Nessa altura, decidi arriscar e, aproveitando uma reestruturação na multinacional onde trabalhava, deixei a empresa e, em 2017, abri o The Therapist, no Lx Factory.
– O conceito inicial era o mesmo que o atual?
– Não, na verdade o plano original era uma clínica de terapêuticas não convencionais com uma pequena cafetaria de apoio. A ideia era integrar consultas com refeições saudáveis, para que as pessoas pudessem cuidar do corpo e da mente ao mesmo tempo, no mesmo espaço. No entanto, a cafetaria começou a ganhar um protagonismo inesperado. Na altura, não havia o conceito flexitariano, não havia espaços, como este, com comida sem glúten, laticínios e refinados. Era ainda uma novidade. Rapidamente, percebi que a alimentação funcional tinha um apelo mais amplo e acessível. Foi então que mudei o foco e decidi investir mais nesse lado do negócio. A transição não foi fácil, porque precisei repensar a estrutura e a operação.
– Qual foi o momento mais desafiante até agora?
– Houve vários, na verdade. A pandemia foi um deles. Em 2020 tive de encerrar dois espaços que entretanto tinha aberto, um na Rua Rodrigo da Fonseca e outro no exterior do Ubbo, na Amadora. Entretanto, fui despejada do Lx Factory, onde o The Therapist tinha começado. Para mim, foi um golpe emocional muito grande. Recomeçar do zero foi uma experiência que me marcou profundamente. Fui à procura de um novo espaço e consegui abrir um novo The Therapist em Alvalade. Outro grande desafio foi lidar com um burnout. É algo de que raramente se fala, mas ser empreendedor pode ser solitário e desgastante. Trabalhei tanto para sustentar o negócio que, ironicamente, deixei de cuidar de mim mesma. Foi mais ou menos um ano e tal depois de ter aberto o primeiro restaurante. O meu primeiro filho tinha 7 meses e ainda mamava quando abri o espaço, e só começou a dormir a noite inteira aos 2 anos, o que também não ajudou. Eu estava muito cansada, exausta mesmo, e decidi repensar a minha forma de viver. Não fazia sentido estar a vender saúde sem a praticar. Acabei por criar uma estrutura para que as coisas não dependessem só de mim para funcionar. Contratei um gerente e uma pessoa para me ajudar em casa. Mudei um bocadinho a minha forma de fazer as coisas, organizei equipas que me permitiam gerir o restaurante de forma mais tranquila. Mas foram anos neste processo, a aprender, e a errar.
Foto: Luís Coelho
– Como define a alimentação funcional?
– Alimentação funcional não é só sobre comer saudável. É entender o impacto que os alimentos têm no nosso corpo, como eles podem prevenir doenças e melhorar o bem-estar geral. No The Therapist, trabalhamos muito com ingredientes sazonais, locais e maioritariamente vegetais. Mas a ideia principal é mostrar às pessoas que comida saudável pode ser prática e deliciosa. Uma das coisas que mais gosto de fazer é desmistificar o conceito de “alimentação chata”. Há tantas combinações e sabores incríveis que podemos explorar. Comer bem não precisa ser complicado.
– O que aprendeu com os erros que cometeu?
– Aprendi, acima de tudo, a importância de planear e delegar. No início, queria fazer tudo sozinha. Era gestora, responsável pelo marketing… e isso simplesmente não é sustentável. Outro erro foi subestimar o lado financeiro. Muitas vezes, os empreendedores começam com paixão, mas esquecem-se de garantir que o negócio é viável.
– Que conselho daria a quem está a pensar empreender?
– Empreender é maravilhoso, mas também é duro. Um dos erros mais comuns é pensar como é que vão abrir o negócio, mas não pensarem como é que o vão manter até começarem a faturar o suficiente. Outro erro é estar muito na operação e pouco na gestão. É preciso ter resiliência, paciência e saber lidar com o fracasso. Mais importante ainda, nunca perder de vista o nosso propósito. É ele que vai guiar todas as nossas decisões, especialmente nos momentos difíceis.
Foto: Luís Coelho
– Como concilia o trabalho com a vida pessoal?
– Essa foi uma das minhas maiores batalhas. Durante muito tempo, o trabalho ocupava tudo. Eu vivia para o The Therapist e deixava a minha família e até a minha saúde para segundo plano. O burnout foi um aviso claro: ou eu mudava ou ia desmoronar. Hoje, tento manter um equilíbrio. Organizo a minha semana de forma a reservar tempo para mim e para a minha família. Passeios com os meus filhos, momentos de pausa, viagens… tudo isso é essencial para me manter focada e feliz. Aprendi que, quando cuido de mim, tudo funciona melhor. É uma lição simples, mas que muitos de nós ignoramos no dia a dia. Não se fala muito da sanidade mental dos empresários e dos pequenos empreendedores, mas é extremamente importante estarem equilibrados. Quando eu estive mal, a minha equipa estava desorientada, desmotivada. É muito importante estar bem, para poder transmitir isso à equipa e aos meus filhos também. Se quero inspirar os outros a cuidarem da saúde, preciso dar o exemplo.
– Quais são os planos para o futuro do The Therapist?
– Acredito que há muito mais a fazer. Neste momento estou a investir em mentoria. Quero ajudar outros empreendedores que, como eu, têm ideias incríveis, mas não sabem como transformá-las em negócios viáveis. Se puder usar a minha experiência para evitar que outros cometam os mesmos erros, sinto que estarei a cumprir a minha missão.
Em Santar, conhecida como a vila jardim do concelho de Nelas, o Valverde Santar Hotel & Spa convida a dias de descanso num solar do século XVII, que já pertenceu aos representantes da Casa Real portuguesa, morada de Miguel de Bragança, duque de Viseu, e que foi recentemente convertido num boutique hotel membro da Relais & Châteux.
Mantendo a traça antiga, a unidade insere-se numa área com quatro hectares de vinha e três de jardim, e conta com 21 quartos e suítes, várias salas cheias de história, um restaurante de alta cozinha portuguesa, um luxuoso spa e um idílico jardim pós-renascentista com uma piscina exterior aquecida e locais perfeitos para passear e relaxar, fazendo deste o destino perfeito para uma fuga da cidade.