
Harry e Meghan criticaram a alegada má conduta do jornal britânico The Sun, depois de na última semana o investigador privado Daniel Portley-Hanks ter divulgado que a publicação lhe pagou para que ele lhes entregasse informações pessoais e de caráter privado sobre Meghan, pouco depois de ter sido divulgada a sua relação com Harry.
Entre essas supostas informações entregues pelo investigador constavam moradas de Meghan, endereços de e-mail, o número de segurança social e a matrícula do seu carro, assim como de membros da sua família, amigos, do ex-marido da duquesa, Trevor Engelson, e também de um ex-namorado.
Sobre o caso, Daniel Hanks informa que acedeu a estes dados “de forma ilegal”, tendo pedido desculpa aos duques de Sussex por todos os danos que a partilha dessas informações causou nas suas vidas. “Peço desculpa a Meghan e a Harry”, começa por dizer, referindo depois a Meghan: “sobretudo por atacar a sua família e especialmente ao seu pai, Thomas”. “Nunca quis causar-lhes danos e não teria feito o trabalho se soubesse que levaria a todos estes problemas”, acrescentou, dirigindo-se ainda à rainha Isabel II. “Queria aproveitar esta oportunidade para pedir desculpa à rainha, porque me dei conta de que o que fiz afetou todos [os elementos da família real]”, termina.
Já o editor do The Sun defendeu-se, assegurando que pediram esta investigação “de forma lícita” e apela ao denunciante que interponha medidas legais, se considerar que o deve fazer.
Os duques de Sussex já reagiram a estas revelações. Um porta-voz do casal informa que Harry e Meghan “sentem que estamos perante um momento importante de reflexão para a indústria dos meios de comunicação e da sociedade em geral”, uma vez que a ‘confissão’ feita por Hanks “mostra que as práticas predatórias de outrora ainda vigoram, causando danos irreversíveis”, salientando ainda que estão gratos por todos os que defendem os valores do jornalismo, “que são agora mais necessários que nunca”.