
Em 2019, pouco tempo antes de tornarem pública a sua decisão de deixarem os deveres reais e de se mudarem para os Estados Unidos, Harry e Meghan começaram uma batalha judicial contra alguns meios de comunicação britânicos, como o Mail on Sunday, que ainda não estão concluídos.
Em causa estava uma carta privada que Meghan terá escrito ao pai, Thomas Markle, pouco depois do seu casamento com o príncipe, e que terá sido divulgada na íntegra pelo tabloide britânico. Em fevereiro deste ano o tribunal deu razão à duquesa de Sussex sem ter sido necessário ir a julgamento, por ter considerado que a publicação quebrou o direito de Meghan à intimidade.
No entanto, o caso não ficou encerrado e inicia-se agora um novo capítulo. Andrew Caldecott, representante legal do grupo editorial Associated Newspapers Limited (ANL), contestou a sentença dada pela publicação da carta de Meghan, alegando que esta era “manifestamente excessiva e, consequentemente, ilegal”.
Esta terça-feira, dia 9 de novembro, começou uma audiência que se estenderá até quinta-feira e que poderá terminar num julgamento no qual Meghan terá que testemunhar, algo que só acontece se o tribunal concordar com o grupo editorial e a duquesa não for tida como autora, mas sim como coautora da carta, em parceria com Jason Knauf, antigo secretário de comunicação do palácio de Buckingham. No entanto, caso o tribunal volte a dar razão a Meghan, o caso fica encerrado.