A Família Real do Mónaco reagiu com profunda tristeza à notícia dos dois violentos sismos que, esta quarta-feira, 24, atingiram a zona oeste de Caracas, na Venezuela. Através de uma declaração oficial, o Príncipe Alberto II (68) expressou a dor que a tragédia causou no Principado.
“A Princesa Charlene e eu soubemos, com profunda emoção, da ocorrência de dois sismos violentos que atingiram sucessivamente a zona oeste de Caracas, ontem, provocando cruéis perdas humanas e deixando numerosos feridos”, lê-se no comunicado assinado pelo soberano.
Solidariedade em momentos de dor
Numa mensagem de apoio e proximidade, o Príncipe Alberto fez questão de sublinhar que a sua solidariedade, e a de todo o povo monegasco, está agora com as vítimas e as suas famílias.
“A minha Família e a população monegasca juntam-se a mim para endereçar ao povo venezuelano as nossas mais sinceras condolências e para testemunhar a nossa total solidariedade face a esta tragédia”, afirma o Príncipe.
O comunicado termina com uma nota de profundo pesar e compaixão por aqueles que foram diretamente afetados pelo desastre natural: “Os nossos pensamentos acompanham as famílias enlutadas e as pessoas feridas, a quem expressamos a nossa profunda compaixão nestes momentos dolorosos.”
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Rainha Letizia também manifesta preocupação com o país
A rainha Letizia (53) protagonizou um momento invulgar esta quinta-feira, 25 de junho, ao abordar publicamente a tragédia que abala a Venezuela. Habitualmente reservada a mensagens institucionais cuidadosamente preparadas, a monarca espanhola optou por falar espontaneamente aos jornalistas sobre os dois violentos terramotos que devastaram várias regiões daquele país sul-americano.
Durante um compromisso oficial em Madrid, por ocasião do 15.º aniversário da revista Ethic, Letizia admitiu estar a acompanhar de perto os acontecimentos e não escondeu a inquietação vivida no seio da Casa Real espanhola. “Estamos preocupados”, afirmou a Rainha, numa declaração direta que rapidamente ganhou destaque na imprensa internacional, evidenciando a proximidade histórica e emocional entre Espanha e a Venezuela.

O cenário de destruição na Venezuela
A Venezuela foi atingida por dois fortes sismos, registados com apenas alguns segundos de diferença. Os abalos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, tiveram epicentro na região costeira próxima de Morón, a oeste de Caracas, provocando uma onda de destruição sem precedentes nas últimas décadas.
As zonas mais afetadas incluem a capital, Caracas, e o estado de La Guaira, onde se registaram colapsos de edifícios, graves danos em infraestruturas, cortes de energia e milhares de desalojados. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar viu-se mesmo forçado a suspender as operações devido aos danos estruturais causados pelos sismos.
De acordo com os dados mais recentes, o número de vítimas mortais já ultrapassa as 160 pessoas, enquanto o número de feridos se aproxima do milhar. As equipas de resgate continuam no terreno, numa corrida contra o tempo em busca de sobreviventes sob os escombros, havendo o receio de que o balanço trágico possa aumentar nas próximas horas.