Nesta madrugada de quinta para sexta-feira, exactamente à meia-noite, a seleção portuguesa entra em campo em Toronto para um duelo decisivo, válido pelos 16 avos-de-final do Campeonato do Mundo de 2026, frente à seleção da Croácia. O encontro carrega, por si só, um peso enorme, tendo em conta a fase eliminatória em que a competição já se encontra: uma simples derrota basta para ditar o afastamento imediato da equipa das quinas do maior torneio de futebol do planeta. Contudo, para além da pressão desportiva, esta partida ficará também marcada por uma data que se anuncia particularmente difícil para os jogadores portugueses e para todos os que acompanham de perto a selecção nacional.
É precisamente amanhã, dia 3 de julho, que se assinala um ano desde a morte do antigo futebolista português Diogo Jota (1996-2025) e do seu irmão, André Silva (2000-2025), ambos vítimas de um trágico acidente de viação ocorrido em 2025. A notícia, na altura, abalou profundamente o mundo do futebol, deixando um vazio que continua a fazer-se sentir entre antigos colegas de equipa, adeptos e toda a comunidade desportiva portuguesa.

Uma homenagem pensada ao pormenor
Durante a partida contra a Croácia, os adeptos da seleção portuguesa vão prestar uma homenagem cuidadosamente organizada aos dois jovens que partiram de forma tão repentina e cuja ausência continua a ser profundamente sentida pelos antigos colegas de equipa. Quem marcar presença no Estádio de Toronto deverá erguer balões brancos num gesto simbólico de luto e recordação, culminando num momento particularmente emotivo já previsto para o minuto 21 da partida.
A escolha do minuto não é, de todo, aleatória. Eternizado pela camisola número 21, que envergou ao longo de toda a sua carreira, Diogo Jota será recordado nesse preciso instante através de uma prolongada salva de palmas, um gesto que os organizadores esperam que reúna milhares de adeptos portugueses e simpatizantes presentes nas bancadas, unindo-os num só momento de silêncio comovido e reconhecimento.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu ainda convidar Rute Cardoso (29), viúva do futebolista, para assistir ao encontro e testemunhar de perto esta homenagem coletiva. No entanto, a jovem optou por recusar o convite, alegando tratar-se de um momento particularmente delicado e doloroso para toda a família, que prefere viver esta data de recordação de forma mais reservada, longe dos holofotes mediáticos que inevitavelmente rodeiam um Mundial de futebol.
Esta não é, aliás, a primeira homenagem prestada pela seleção nacional ao antigo internacional português. Desde a chegada da comitiva portuguesa aos Estados Unidos e ao Canadá para a disputa do Campeonato do Mundo, a equipa técnica e os jogadores têm envergado pulseiras brancas, onde constam gravados os nomes de todos os futebolistas convocados para esta fase final, e, entre eles, também o nome de Diogo Jota, mantendo viva a sua memória em cada jogo disputado pela seleção das quinas.
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