Carolina Ortigão (62) abriu o coração na emissão do programa Passadeira Vermelha, da SIC Caras, para partilhar um drama pessoal que espelha a realidade de milhares de famílias portuguesas. Numa partilha marcada pela angústia, a comentadora e mãe do conhecido ator Lourenço Ortigão (36) revelou a situação delicada em que se encontra a sua progenitora, de 89 anos, e a falta de soluções para garantir a sua assistência.
Atualmente acamada e sem se conseguir mexer, a idosa encontra-se internada numa instituição privada. Contudo, Carolina Ortigão confessou que a família atingiu o limite financeiro e já viu esgotarem-se todas as poupanças para suportar os custos mensais.
“A minha mãe está numa instituição privada e o dinheiro está a acabar. Não tem, acabou. Literalmente acabou. E como é que é? Quem é que paga?”, questionou, lavada em lágrimas, perante as câmaras do formato da SIC Caras. A revelação surge pouco tempo depois de Carolina ter sido carinhosamente rotulada como “rica” pela colega de painel, a atriz Sara Norte (41), o que deita por terra a ilusão de uma vida sem sobressaltos.

Portas fechadas no Estado e na Segurança Social
A gerir este impasse, a comentadora explicou que já esgotou todas as vias burocráticas possíveis na tentativa de encontrar uma alternativa viável, recorrendo à Segurança Social e até à Junta de Freguesia, mas sem qualquer sucesso devido à falta de vagas na rede pública de lares.
“Não consegues, porque todas as instituições do Estado custam-te dois mil euros, ou então vai-te parar a Braga ou à Guarda. Eu não tenho onde pôr a minha mãe”, lamentou, visivelmente impotente perante a centralização e os custos das respostas públicas. “Eu não tenho como resolver, eu não sei como resolver. É desesperante. É fraldas, é remédios, é tudo. Eu não tenho como resolver“, reforçou.
A partilha de dor com Liliana Campos
O desabafo de Carolina Ortigão encontrou eco imediato em Liliana Campos (55). A apresentadora e anfitriã do Passadeira Vermelha recordou que viveu uma situação idêntica com a sua própria mãe, que esteve acamada e ao seu cuidado durante vários anos antes de falecer, em janeiro de 2016.
“Foi o caso da minha mãe, esteve acamada sem se mexer. Tens de a trazer para casa e tu deixas de ter vida”, alertou Liliana Campos, sublinhando o desgaste físico e mental dos cuidadores.
Consciente das exigências e das suas próprias limitações, Carolina Ortigão respondeu com desalento: “Não tenho hipótese”. A comentadora concluiu a sua intervenção assumindo que esta crise de saúde e logística se transformou num «problema muito grave» a nível familiar, cuja solução continua por encontrar.
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