
Método Vanda Boavida®, inserido no pacto para a promoção da saúde mental nos ambientes de trabalho, liderado pela Universidade Católica de Lisboa.
Os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde indicam que a saúde mental será a doença mundial mais prevalente em 2030, sendo assim, a ideia de bem-estar numa casa ganha uma nova dimensão e o design biofílico é substituído por conceitos mais recentes, com benefícios evidentes.

de sala com mobiliário e acessórios da Kave Home.
Design emocional
Muito aplicado no marketing de publicidade, é agora também incorporado nos espaços. A ideia é criar emoções positivas aos seus ocupantes, minimizar ruídos indesejados e poluição sensorial, além de oferecer áreas de refúgio e descanso.
Recharge design
Incorpora o design biofílico e o design salutogénico, apresentando uma evolução ao nível da redução do stress e da ansiedade. Pode e deve ser adicionado a novos projetos de arquitetura e design de interiores, acrescentado desta forma valor aos mesmos.

Interação social
Os novos espaços também devem fomentar a conexão humana. As casas devem ser desenhadas para facilitar a comunicação entre os vários habitantes e garantir, ao mesmo tempo, segurança, acessibilidade e técnicas que ajudem a promover sentimentos positivos e de relaxamento, que vão além do design biofílico.
Flexibilidade e adaptabilidade
São fundamentais para permitir que os habitantes tenham maior controlo sobre o ambiente. Outro pilar importante é a promoção da atividade física, com a introdução, em casa ou nos escritórios, de mobiliário que permita várias posturas, caso das secretárias elevatórias, por exemplo.

Design salutogénico
É uma abordagem que se concentra na criação de ambientes que promovem e mantêm a saúde e o bem-
-estar, indo além da mera prevenção de doenças e onde o espaço participa como elemento no processo de cura. É aplicável a diversas áreas, como arquitetura, design de interiores e design de produto.
Um projeto de design salutogénico contempla algumas diretrizes e incorpora até conceitos que provêm do design biofílico, como a utilização de plantas, luz natural e materiais orgânicos, entre outros, para promover a conexão dos seres humanos com a natureza. A somar a este aspecto, é importante oferecer estímulos sensoriais – visuais, auditivos, táteis e olfativos – que sejam reconfortantes, revigorantes e que vão completar o design biofílico.

Novos espaços: noções básicas
Iluminação: Para um sono de qualidade, a iluminação pensada para o ser humano é fundamental, a fim de promover a regulação dos ciclos circadianos. Com a evolução dos estudos sobre o bem-estar, principalmente na relação entre a luz natural e o metabolismo, comprovou-se que a função da luz artificial auxilia na manutenção do funcionamento adequado do nosso corpo, tanto do ponto de vista psicológico como biológico. Por isso, é importante a redução dos pontos de iluminação e a intensidade dessa luz, especialmente em quartos.
Tapetes: Em lã e que apresentam vários tipos de textura, para maior conforto e estimular os sentidos, não só a nível visual, mas também tátil.
Velas aromáticas: Naturais, de preferência, para uma maior conexão com a natureza. A importância de aliar materiais sustentáveis com aromas que transmitem paz e tranquilidade.
Os espaços que curam são pensados e desenhados para ambientes que promovam emoções positivas, layout, cores, formas e a inclusão de pinturas e esculturas que estimulem essas emoções. Como não existe bem-estar sem saúde, há uma cada vez maior necessidade de se apostar na formação de profissionais ligados à área dos espaços.
FOTOS: cedidas