
Nicolau Breyner na antestreia de ‘O Último Condenado à Morte’
Paulo Jorge Figueiredo
Por impedimentos de última hora,
Nicolau Breyner não contou com a mulher,
Mafalda
Bessa, nem com as filhas na estreia de
O Último Condenado à Morte, filme de
Francisco
Manso já em cartaz, em que o actor faz parte do trio de protagonistas, que é composto ainda por
Ivo Canelas e
Maria João Bastos.
Com um bronzeado digno de nota, falou do seu estado de saúde – foi-lhe diagnosticado recentemente cancro da próstata -, embora sem se alongar. "
Graças a Deus está tudo muito bem, basta que olhe para mim", disse-nos, com o seu habitual bom humor. Aliás, Nicolau Breyner não é um homem de viver dramas fora do grande ecrã, é antes um homem de assumidas paixões.
A sua paixão pela representação, por exemplo, é uma boa ajuda nesta fase: "
O trabalho de um modo geral é sempre um incentivo para ultrapassarmos obstáculos, quando temos sonhos, metas a atingir, interesses… É sempre bom", referiu, adiantando: "
Mas há outras coisas muito importantes, como, por exemplo, a família."
Apesar dessa paixão, Nicolau Breyner não deseja que as filhas sigam os seus passos.
"Acho que Portugal ainda não é um país a sério para se viver desta profissão. Nós lutamos, fazemos coisas, mas temos uma falta de apoio total da parte dos nossos governantes. O cinema não pode pagar os impostos que paga! Façam uma indústria de cinema, valorizem e promovam o cinema português e aí, sim, valerá a pena."