
José António Pinto Rebelo, Maria e Aníbal Cavaco Silva, António Gomes Pinto e João Marques Pinto
Joaquim Norte de Sousa
A Fundação de Serralves celebrou 20 anos no passado dia 29, o mesmo dia em que se assinalaram dez anos sobre a inauguração do seu Museu de Arte Contemporânea. Um dia de festa que contou com a presença de mais de mil convidados e antecipou aquele que já é considerado o maior festival português de expressão artística contemporânea.
Convidado para inaugurar a mostra
Serralves 2009 – A Colecção, a maior exposição de sempre de arte contemporânea em Portugal, o Presidente da República,
Aníbal Cavaco Silva, aproveitou a ocasião para agraciar
António Gomes Pinto com o grau de grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo seu trabalho desenvolvido como presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves.Um fim-de-tarde de Verão que serviu de ponto de encontro para muitos dos que, nos últimos 20 anos, têm, directa ou indirectamente, contribuído para o projecto de Serralves.
O director do museu,
João Fernandes, apresentou a exposição como uma forma de olhar o passado perspectivando o futuro.
"Ao longo dos últimos anos, Serralves teve um papel muito importante na construção de públicos e queremos mostrar a todos o que fomos coleccionando", explica, recordando que é raro um museu superar em visitantes o número de habitantes da sua cidade e que, só no ano passado, Serralves recebeu a visita de mais de 400 mil pessoas.
A pedido da CARAS,
Teresa Gouveia e
João Marques Pinto recordaram a génese do projecto, mostrando-se realizados pelo sucesso da obra. O actual presidente do Conselho de Fundadores contou:
"A ideia de se fazer um museu de arte contemporânea no Porto partiu de Teresa Gouveia e eu achei uma excelente ideia. Presidi a esta fundação 12 anos e deu-me muito prazer ver Serralves crescer. Sinto-me realizado."
Já a ex-secretária de Estado da Cultura e actual administradora da Fundação Calouste Gulbenkian lembrou que
"Serralves tem uma história muito rica, e a presença de todas estas pessoas é disso prova. Fico feliz por ver Serralves ser uma referência no País e no mundo".
Atento à exposição,
Manoel de Oliveira considerou este espaço
"formidável", e frisou:
"Foi muito importante para a criação de um movimento artístico no Porto que está, dez anos depois, mais forte."
Ligada a Serralves
"de alma e coração",
Estela Barbot salientou que
"é um projecto lindo num local de eleição do Porto". A prestigiada gestora referiu ainda que
"é gratificante ver o resultado do trabalho de um grupo de pessoas empenhadas. É bom pensar grande e lutar para que as coisas aconteçam".
E porque o Museu de Serralves é um palco pensado para os artistas,
Joana Vasconcelos recordou a sua primeira exposição neste espaço, com apenas 26 anos:
"Foi uma experiência inolvidável. Aprendi muita coisa e inseri-me numa instituição fantástica", orgulhou-se a artista plástica.