
Fátima e Teresa Roque
Victor Freitas
Foi no Dia de África que
Fátima Roque, de 58 anos, recebeu as insígnias da Academia Internacional de Cultura Portuguesa. Para a economista e professora universitária, a ocasião teve, por isso, um sabor especial, pois foi dirigente da UNITA e continua a ser uma defensora acérrima do continente africano.
"A academia não podia ter escolhido outro dia para mim. Estou duplamente feliz e orgulhosa, não só por ter sido homenageada pelos meus pares, mas por isso ter acontecido no Dia de África. Recebi a notícia da cerimónia com a sensação de que não merecia e de que muito mais há para fazer. Abdiquei de muito pelo meu trabalho, mas valeu a pena. Além de tudo o que tenho feito em prol de África e das suas populações, tenho duas filhas que adoro e de que me orgulho muito. Sinto que cumpri o meu papel como mãe e mulher e vou continuar a lutar pela minha causa, que é África."
Teresa Roque, filha mais velha da economista (a mais nova,
Cristina, não pôde comparecer por estar no Sudão), assistiu à cerimónia e referiu. "
Estou sempre muito orgulhosa da minha mãe, mesmo sem estas cerimónias. Além de mãe e filha, somos grandes amigas e temos muitos interesses em comum, inclusive esta parte académica."
Após a conferência Uma Nova Estratégia de Desenvolvimento para África, apresentada na Sociedade de Geografia, Fátima recebeu o diploma da academia das mãos de um dos seus membros,
Fernando Nobre, e as insígnias do seu fundador,
Adriano Moreira. "
Conheço a Fátima desde os 11 anos e vi-a crescer em talento, desembaraço e autoridade. Este é um dia importante na história da academia", disse o jurista e professor.