
Madalena e António Capucho
Catarina Larcher
Foi uma noite memorável, que reflectiu que o espírito solidário continua vivo mesmo em altura de crise.
Madalena Capucho, mulher de
António Capucho, presidente da Câmara Municipal de Cascais,
Céu Garcia,
Teresa de Lavradio e
Maria João Godinho Lopes uniram esforços e conseguiram juntar, no Casino Estoril, mais de 500 amigos que se prontificaram a contribuir para a construção do Santuário da Senhora da Boa Nova, cuja inauguração está agendada para este mês.
Neste novo espaço, o Centro Paroquial do Estoril vai desenvolver diversas actividades de carácter social dirigidas a crianças e idosos, simbolizando também o fim de um bairro social problemático conhecido como Bairro do Fim do Mundo.Madalena Capucho, a principal organizadora deste jantar e também a porta-voz desta iniciativa, elogiou o espírito solidário de todos aqueles que contribuíram com os 65 euros do jantar e até com quantias muito superiores:
"É uma gota de água no oceano, mas a presença de todas estas pessoas tem um valor incalculável, e tenho a esperança que seja um incentivo para que outros possam contribuir para esta obra social. Muitos dos amigos que aqui estiveram ofereceram mais do que os 65 euros do jantar e muitos outros contribuíram sem estarem presentes no jantar."
Apesar de reconhecer que em tempo de crise o espírito solidário se torna, por norma, mais forte, Madalena Capucho fez questão de deixar um apelo:
"Aos que ainda estão desconfiados e a todos aqueles de quem esperava um espírito solidário mais forte, recordo que ainda estão a tempo de fazer despertar esse espírito e ajudar esta causa."Entre os presentes,
Marcelo Rebelo de Sousa reforçou a importância de ajudar quem mais precisa, principalmente nesta fase difícil que o País e o mundo atravessam:
"É com muito prazer que, pela segunda vez, me associo a este jantar. Estamos na ponta final de um projecto que representa a viragem completa da vida do que foi o Bairro do Fim do Mundo. As pessoas pensam que a paróquia do Estoril é muito rica, mas esquecem-se que as zonas mais longe do mar e menos turísticas enfrentam problemas sociais muito preocupantes. Por isso, considero que é um dever moral quem tem mais ajudar quem precisa."