"Gosto de trabalhar e de trabalhar muito" declarava Edite Soeiro em 2006, ano em que recebeu o Prémio Gazeta do Mérito, o galardão máximo da sua profissão, atribuído pelo Clube de Jornalistas. Morreu hoje, aos 75 anos.
A
"maravilhosa Edite", como era tratada por amigos e admiradores, iniciou a sua carreira em 1950 no semanário angolano
O Intransigente, no qual era a única mulher jornalista. Em 1962 veio para Lisboa trabalhar na
Flama, onde passou de grande repórter a chefe de redacção. Viria depois a ocupar este mesmo cargo na revista semanal
Notícia, que acumulou com a chefia de redacção da
Revista de Rádio e Televisão. Foi no virar da década de 60 para a de 70 que começou também a escrever nos jornais sobre desporto, uma das suas paixões. Voltou à
Flama em 1972, novamente para chefiar a redacção. A partir de 1977, publicou textos no semanário
O Jornal e colaborou com o
Sete. Em 1993 integrou a equipa fundadora da revista
Visão, onde permaneceu em funções até 2007. O seu nome mantinha-se ainda na ficha técnica da revista enquanto membro do Gabinete Editorial.
A todos os colegas de profissão deixa a herança de um exemplo a seguir enquanto jornalista íntegra, corajosa, determinada e inteligente.