
Carla Bruni
Reuters
Um jornal do Irão – o diário
Kayhan – chamou
"prostituta" a
Carla Bruni depois desta ter defendido uma mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento. As reações aos insultos à primeira-dama francesa surgiram um pouco de todo o mundo e fontes do Palácio do Eliseu, em Paris, já confirmaram que a mulher de
Nicolas Sarkozy tem recebido inúmeros telefonemas de apoio.
"O fluxo habitual de chamadas telefónicas aumentou o que, inclusivamente, afetou o desempenho dos serviços de telecomunicações da presidência", pode ler-se na página oficial do Eliseu.
Recorde-se que toda esta polémica surgiu depois da primeira-dama de França ter escrito às autoridades iranianas uma carta para que fosse retirada a pena de morte por apedrejamento a
Sakineh Mohammadi Ashtiani, por ter cometido adultério.
"Derramar o seu sangue, privar os filhos da mãe. Porquê? Só porque viveu, amou, simplesmente porque é uma mulher iraniana? Não consigo aceitar isso", escreveu Carla Bruni na carta que foi publicado em vários meios de comunicação franceses.
A atriz
Sophie Marceau, a candidata socialista às eleições presidenciais
Ségolène Royal e o antigo presidente francês
Valéry Giscard d’Estaing também demonstraram publicamente o seu apoio à mulher iraniana.
*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.