
Dominique Strauss-Kahn
Reuters
demitiu-se do cargo de diretor do Fundo Monetário Internacional, na sequência das acusações de violação e abuso sexual. A decisão foi avançada através de um comunicado, onde Strauss-Kahn disse já ter informado o conselho executivo do FMI da intenção de abandonar o cargo
"com efeitos imediatos".
"Em primeiro lugar estou a pensar na minha mulher, a quem mais amo do que tudo o resto, nos meus filhos, família e amigos. Também penso nos colegas do Fundo – juntos conseguimos realizar grandes coisas ao longo dos últimos três meses", pode ler-se no comunicado.
O líder do Partido Socialista francês reafirma ainda a sua inocência:
"A todos quero dizer que nego com a máxima firmeza possível todas as alegações que são feitas contra mim (…) Quero proteger a instituição que servi com honra e devoção".
A estação de televisão
CNN já avançou nomes de possíveis sucessores de Strauss Kahn. Entre eles constam o presidente da Comissão Europeia,
Durão Barroso, a ministra francesa da Economia,
Christine Lagarde, e o brasileiro
Armínio Fraga.
Recorde-se que o pedido de caução no valor de um milhão de dólares foi negado a Strauss Kahn, e este foi transferido para o estabelecimento prisional de Rikers Island. Impossibilitado de deixar os EUA devido à apreensão do passaporte, a defesa pretende agora lançar novas propostas para que Dominique Strauss-Kahn possa sair em liberdade, mediante uma nova fiança do mesmo valor. Os advogados propõem que o ex-diretor do FMI seja transferido para a casa da sua filha,
Camille, que reside em Nova Iorque, e fique sob vigilância eletrónica, 24 horas por dia.