Desde que se lembra de existir que
Suzana Pires queria ser atriz e atuava para familiares, amigos e vizinhos. Aos 15 anos começou a trabalhar em teatro e desde então não parou de transformar o seu sonho em realidade. Aos 34, é um dos rostos da Globo, conhecida entre nós atualmente pelo papel de Janaína, que interpreta na novela
Araguaia, em exibição na SIC.
A atriz, que é licenciada em Filosofia, esteve pela primeira vez em Portugal, para uns dias de férias, mas também para promover a novela e a peça de teatro
De Perto Ela não é Normal, de sua autoria.
Foi durante uma manhã em que a descontração foi predominante que a CARAS conversou com Suzana sobre a sua carreira e sobre como se sente cada vez mais feliz no papel de solteira, após o final da sua relação com o ator
Marcos Pasquim, há um ano.
– Tem facilidade em lidar com as emoções?
Suzana Pires – Não diria facilidade, mas é aquilo de que mais gosto na minha profissão. Seja fazer alguém rir ou chorar, adoro provocar sentimentos diferentes.
– Faz teatro, televisão, cinema e escreve. Qual a área que a preenche mais?
– Todas [risos], mas quem faz tudo é a atriz. As escolhas são de uma atriz que está sempre interessada em evoluir. Isso é bem claro em mim, para não me perder… O teatro é a origem e assim que termino uma novela é para onde volto de imediato, para a peça de humor que pretendo trazer a Portugal e que já levo a palco há seis anos. Mas o ritmo da televisão tem muito a ver comigo, visto que sou acelerada e agitada.
– Como é a Suzana quando não está a representar?
– Sou alegre, bem humorada… Não gosto da postura de vedeta, gosto de estar no meio das pessoas, conversando… Não sou apegada a um certo
status.
– Preocupa-se com o aspeto exterior?
– Cuido-me. Não fiz plásticas nem pus botox, pois é algo que mexe com os músculos, de que eu preciso para trabalhar.
– E lida bem com o passar dos anos?
– Sinto-me cada vez mais bonita. Estou bem melhor do que aos 25 anos. Agora sinto-me mais segura, tranquila e madura. Esta é uma fase muito interessante.
– E não planeia uma vida pessoal diferente, da qual façam parte o casamento e filhos?
– Não. Adoro namorar, tive namoros longos, mas estou solteira há um ano, depois de emendar um namoro no outro. A maternidade nunca foi uma prioridade e ainda não estou preocupada com a idade. Não vou pensar nisso porque socialmente se deve ter um filho… Se der, muito bem, se não, tudo bem também.
– Não se vê então no papel de mãe, mulher e dona de casa…
– Não [risos]. Não tem nada a ver comigo [risos]. Pode ser que amanhã mude totalmente, mas não foi isso que planeei. O meu instinto maternal não acendeu. As peças que escrevo são os meus filhos. Percebi que é muito bom não termos de traçar nenhum caminho e eu estou usufruindo dessa conquista.
– O facto de estar sozinha há um ano não a tornou mais exigente?
– Quando a paixão surge, não há exigência que resista [risos]!