A passadeira vermelha estendida no longo da Rua das Portas de Santo Antão já antevia uma noite repleta de charme e elegância. O que veio a confirmar-se assim que os convidados, vestidos em tons de vermelho e preto, começaram a chegar num desfile de carros antigos.
Foi desta forma, glamorosa e perante uma plateia de centenas de amigos, que
Filipe La Féria estreou a comédia
Flor do Cacto, no Teatro Politeama, em Lisboa. A peça, que conta com
Rita Ribeiro e
Carlos Quintas nos principais papéis, proporcionou sonoras gargalhadas e momentos de pura descontração.
"Diverti-me imenso e houve alturas em que até me esquecia onde estava e já me ria sozinha por tudo e por nada, tal era a boa disposição presente na sala", partilhou
Serenella Andrade.
Adepto de todas as versões de comédia e teatro,
Joaquim Monchique acredita que esta peça será mais um sucesso de bilheteira:
"Tenho uma ligação muito afetiva com este teatro e estes atores. Estou a divertir-me imenso e tenho a certeza de que esta peça vai ser um sucesso."
Também
Cinha Jardim, que aproveitou a ocasião para passar o serão com a irmã
Kanysha Jardim, recém-chegada do Brasil, contou o quanto se divertiu:
"Achei esta peça fantástica, divertidíssima, intemporal e real. É sempre bom fazer programas em família, mas a minha irmã já está farta de me ouvir falar, diz que está quase com um esgotamento [risos]."
Ruy de Carvalho, que representou esta mesma peça há 42 anos, em África, ao lado da malograda
Laura Alves, acabou assim por recordar outra época da sua vida:
"Eu fazia de Juju e hoje tive muitas recordações daqueles tempos, embora a peça esteja muito diferente. Está muito bem encenada, divertida e com um espírito de comédia acelerado."
No final de quase duas horas de espetáculo, Filipe La Féria não escondia a sua satisfação:
"É um género teatral diferente daquele a que estou habituado, embora já tivesse encenado outras peças de comédia, mas pelas palmas e gargalhadas espontâneas do público, acho que deliraram. Esta peça é um dos clássicos da comédia do século XX e contou com grandes interpretações. Estou bastante satisfeito com este trabalho e acho que nesta fase de crise as pessoas precisam de explorar o lado feliz da vida."