
Eugénia Lima
D.R.
Eugénia Lima morreu esta sexta-feira, dia 4, na sua casa, em Rio Maior, confirmou à Lusa fonte próxima da família. A
acordeonista tinha 88 anos.
Filha de um afinador de acordeões, Eugénia Lima estreou-se apenas com quatro
anos, em Castelo Branco, sua terra natal. A sua estreia profissional aconteceu
em 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, quando integrou o elenco da revista Peixe-Espada. O sucesso não tardou e em
1943 gravou o seu primeiro trabalho a solo, totalizando dez discos durante a
sua carreira. Além de temas populares de diversos compositores, gravou também
várias versões para acordeão e composições da sua autoria.
O ano de 1947 ficou marcado pelo 1.º lugar no concurso nacional de
acordeonistas promovido pela Emissora Nacional. Nove anos depois fundou a
Orquestra Típica Albicastrense.
Aos 55 anos recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, pelo Conservatório
de Acordeão de Paris.
Em 1962 recebeu o Óscar da Imprensa, em 1980 o grau de Dama da Ordem Militar de
Sant’Iago da Espada; em 1986, a medalha de Mérito Cultural atribuída pelo
Ministério da Cultura; e em 1995 o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante
D. Henrique, entre outras condecorações.
No final de 2011, a acordeonista disse durante uma homenagem no Algarve que sofria
de Parkinson. Nesse dia nem a doença, nem os 85 anos a impediram de tocar.
Temas como Picadinho da Beira, Minha Vida e Fadinho de Silvares são alguns dos temas que marcaram a carreira de
Eugénia Lima.
O velório tem lugar no sábado, dia 5, em Rio Maior, e o funeral está marcado
para domingo.