Organizado pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL|CA), o Festival Música em Leiria decorre entre 30 de maio e 28 de junho sob a direção artística de Miguel Sobral Cid, diretor adjunto do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.
O festival mais antigo de Portugal, que agora celebra a sua 32.ª edição, é composto por sete espetáculos que oscilam entre a música e a dança. Tendo como palco dois teatros leirienses, o Teatro José Lúcio da Siva e o Teatro Miguel Franco, todas as iniciativas se realizam às 21h30.
Este ano a programação inicia-se a 30 de maio com Perccussive Sung Songs de Rita RedShoes e Nuno Aroso, uma performance que junta em palco diversos instrumentos como marimba, tambores vários, guitarras, organetas, eletrónica, vibrafone, kalimbas e até instrumentos reciclados como espátulas de pintura, plásticos ou ruidosos rádios.
A 8 de junho juntam-se em palco o Coro do Orfeão de Leiria, o Coro da Câmara do Orfeão de Leiria, o Royal Voices Choir e a Orquestra Sinfónica de Leiria interpretando o Requiem de Fauré, obra que poderá, isoladamente, definir por completo o seu autor, e por isso uma circunstância rara na história da música. Neste espetáculo único serão ainda apresentadas obras em estreia absoluta de compositores do Orfeão de Leiria.
A música das PortuGoesas chega para nos conquistar a 19 de junho, através de um reportório baseado num dos cancioneiros menos conhecidos da lusofonia – Goa, Índia. E como habitualmente no percurso do trio, as abordagens clássicas complementam-se com as interpretações de temas tradicionais e populares portugueses, onde pontua um arranjo ousado para um tema de Manuel Freire.
No sábado seguinte, 21 de junho, a música europeia e norte-americana vai estar em destaque através da Orquestra Filarmonia das Beiras que com a sua atuação irá traçar uma linha que nos leva de Richard Wagner a Aaron Copland e que passa por Bohuslav Martinú e Igor Stravinsky, precisamente dois dos compositores que fizeram a ponte entre os dois continentes.
O piano de Joana Sá traz, a 26 de junho, o “Elogio da Desordem”, um monólogo interior para piano semi-preparado acompanhado por instalação de campainhas e sirenes, toy piano, caixas de ruído, mini-amplificadores, voz e eletrónica. Aproximando-se do teatro instrumental, Elogio da Desordem procura um discurso musical no qual irrompe ocasionalmente a palavra.
O festival Música em Leiria termina a 28 de junho com a dança da Companhia Olga Roriz que leva ao palco do Teatro José Lúcio da Silva o espetáculo A Sagração da Primavera. Trata-se de um duplo desafio para esta reconhecida artista: a revisitação de uma obra maior como é A Sagração da Primavera e a insistência na sua longevidade como bailarina e intérprete.
Os bilhetes para o festival Música em Leiria vão estar à venda a partir de 5 de maio no Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (onde também podem ser feitas reservas), na bilheteira do Teatro José Lúcio da Silva e online: www.teatrojlsilva.pt