Na Europa para apresentar The Untold History of the United States, o livro que nasceu da série documental homónima onde revê, numa perspetiva crítica, alguns momentos cruciais da História americana, Oliver Stone passou por Portugal, numa visita que teve início no Porto, onde foi homenageado pela organização do Douro Film Harvest e pelo município.
Conhecido por filmes como Platoon e Nascido a 4 de Julho, que lhe valeram o Óscar de Melhor Realizador, mas também O Expresso da Meia-Noite, com o qual arrecadou o Óscar de Melhor Argumento Adaptado, o realizador norte-americano, de 68 anos, não passou despercebido.
Convidado por Mário Ferreira para um passeio a bordo de um barco rabelo, Stone, que se fez acompanhar pela mulher, Sun-jung Jung, afirmou: “Gostei muito do passeio e de conhecer um bocadinho da história do Porto.”
“Ele adorou a imagem do Porto e pediu-me para falar sobre as nossas pontes e a muralha Fernandina. Foi curiosa a forma como se mostrou interessado pela história da cidade”, contou Mário Ferreira que, como co-fundador do Douro Film Harvest, e ao lado do presidente do certame, Manuel Vaz, entregou a Stone a mais alta distinção do festival, a Casta Douro.
Após um almoço na Casa do Roseiral – onde provou e aprovou o robalo –, o realizador seguiu para a Câmara do Porto, onde Rui Moreira lhe entregou a Medalha de Honra da Cidade. “Não é todos os dias que conheço um presidente que parece uma estrela de cinema”, brincou, adiantando: “Na minha perspetiva de realizador, ele podia ser o protagonista de um filme. É um homem com boa aparência, fala inglês impecavelmente, é maduro e tem experiência do mundo.”
Admirador do trabalho de Oliver Stone, em particular do filme JFK, Rui Moreira realçou a sua descontração, pouco usual nos norte-americanos: “É um homem empenhado em todas as suas causas e bastante generoso, informal e simpático.”
Oliver Stone de visita ao Porto
O realizador diz que Rui Moreira parece uma estrela de cinema.