Antes de ser eleito Presidente da República já Marcelo Rebelo de Sousa cumpria a tradição de fazer as primeiras compras de Natal no mercado solidário Novo Futuro — Rastrillo, e este ano não foi exceção. Recebido por Isabel Megre, presidente da Novo Futuro e avó materna dos quatro netos mais velhos do Presidente, Marcelo distribuiu sorrisos e simpatia pelas voluntárias presentes neste mercado, muitas delas amigas de longa data, e, sem nunca perder o ânimo, assumiu sentir-se cheio de energia e perfeitamente recuperado da intervenção cirúrgica a que se submeteu no passado dia 30 de outubro, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, a um cateterismo coronário.
“A artéria descendente estava muito calcificada, portanto o sangue passava com uma maior dificuldade em duas zonas. Por isso me colocaram um mecanismo metálico, uma espécie de mola, que se fixa nas paredes da artéria e a alargam. Uma zona era mais difícil do que outra, mas correu tudo bem e, tendo corrido bem, eu tenho testado até para além do que seria razoável, porque andei de avião antes de terem decorrido 15 dias da intervenção, o que não era aconselhável, porque subi escadas em Itália que foi uma loucura e até entrei em água do mar gelada, que também não era suposto. Portanto, tenho feito um ritmo normal de vida e até agora a resposta tem sido ótima”, garantiu o Presidente, que no dia 12 de dezembro celebra o seu 70.º aniversário.
Feitas as compras possíveis (levou para casa atoalhados, vinhos e um blusão para oferecer ao neto mais velho, Francisco, de 16 anos), Marcelo Rebelo de Sousa quis espreitar o que poderia escolher para almoçar nesse dia, mas o seu olhar acabou por se reter numa apelativa mesa recheada de doces, todos eles com um aspeto muito apetecível e guloso. “O que me apetecia comer estava era ali”, admitiu Marcelo, que, muito embora se tenha visto forçado a contrariar esse desejo, admitiu que na sua mesa de Natal nunca faltam doces tradicionais portugueses, como bolo-rei, pão de ló, coscorões e fatias douradas.