Uma intervenção de Zulmira Garrido (65) no programa Passadeira Vermelha, da SIC Caras, tornou-se um dos temas mais comentados nas redes sociais nos últimos dias. A comentadora participou num debate sobre preconceito racial e acabou por protagonizar um momento que rapidamente gerou reações divergentes entre espectadores e utilizadores das plataformas digitais.
A conversa surgiu na sequência de uma discussão sobre diversidade, inclusão e discriminação, temas que têm ocupado um espaço cada vez mais relevante no debate público português.
Durante o programa, os comentadores refletiam sobre a existência de preconceitos na sociedade e sobre a forma como estes se manifestam em diferentes contextos.
Foi nessa altura que Zulmira Garrido partilhou a sua perspetiva pessoal sobre o tema, rejeitando qualquer associação ao racismo e recordando a ligação que manteve ao continente africano ao longo da vida. “Eu é que não sou mesmo. Vivi em África, fui criada com africanos, tenho um carinho muito grande“, afirmou a comentadora.
Ao desenvolver o seu ponto de vista, Zulmira acrescentou ainda que, na sua opinião, o preconceito pode manifestar-se em diferentes grupos e realidades. “Mas eles também são racistas. E muito“, declarou.
A frase rapidamente começou a circular nas redes sociais, onde foi partilhada por páginas de entretenimento e perfis dedicados à análise televisiva. Para muitos internautas, o comentário acabou por reproduzir uma generalização considerada problemática, sobretudo por surgir num contexto de discussão sobre discriminação racial.

Debate reacende reflexão sobre racismo e responsabilidade pública
As reações dividiram-se quase de imediato. Alguns utilizadores defenderam que Zulmira Garrido procurava apenas transmitir a ideia de que o preconceito pode existir em diferentes grupos sociais e culturais. Outros consideraram que a afirmação ignorava a dimensão histórica e estrutural frequentemente associada ao conceito de racismo.
Nos últimos anos, questões relacionadas com diversidade, inclusão e representatividade ganharam uma visibilidade crescente nos meios de comunicação portugueses. Como consequência, declarações feitas em programas de grande audiência são frequentemente analisadas ao detalhe e geram reações imediatas por parte do público.
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