
Não queiras saber tudo. Deixa um espaço livre para te saberes a ti”, escreveu Vergílio Ferreira. Quando se fala com António Bagão Félix, esta frase assalta, de forma inevitável, o pensamento. Há uma curiosidade inata que impele o economista e professor universitário, de 72 anos, a querer saber sempre mais. Da vida e do mundo. E é nessa procura e, sobretudo, nas questões que coloca que se encontra também a si, enquanto homem, marido, pai, avô e crente. Crente em Deus, na família, na Natureza, no amor, na paz e nos bons valores que balizam o certo e o errado. Como uma bússola orientada sempre para a verdade.
Uma forma de estar na vida que, juntamente com a mulher, Rosa Maria, passou às filhas, Catarina e Inês, e que agora passa também às netas, Joana, de 17 anos, Rita, de 14, Sofia, de 12, e Maria, de cinco. É a elas que Bagão Félix, que foi ministro da Segurança Social e do Trabalho e também das Finanças, dedica o seu último livro, Um Dia Haverá, onde aborda a sua a preocupação por uma economia mais humanizada e questões como a ética, o futuro da família, a apreciação da velhice, a fé e a espiritualidade.