
Depois do confinamento e do nascimento da filha, Simone, há dois meses, Marcantonio del Carlo está de volta ao teatro com a peça Amado Monstro, ao lado de João Didelet, na sala-estúdio do Teatro da Trindade, em Lisboa. “Estivemos para estrear a 1 de abril, mas veio o confinamento e tivemos de adiar. Agora estamos de regresso e sinto que o público já tinha vontade de voltar ao teatro. As salas estão cheias, dentro daquilo que agora é uma sala cheia. As pessoas já perceberam que não é no teatro que vão apanhar o vírus. Os teatros são os primeiros a querer ter as medidas de segurança salvaguardadas”, explicou o ator e também encenador da peça.
O que mais custa neste regresso é deixar em casa a mulher, Iolanda Laranjeiro, e a filha de ambos, como nos contou: “Este é um regresso agridoce, mas são ossos do ofício. Deixar a Simone todos os dias em casa é difícil. Mas está a ser uma experiência maravilhosa. Não durmo [risos], mas é muito bom. A minha filha é linda e é maravilhoso tê-la nos braços, voltar agora a casa e ver um ser que está a crescer, a evoluir, a ir para sítios fantásticos, e saber que aquilo é para a vida.”
Apesar desta fase feliz, Marcantonio reconhece que se tornou mais difícil trabalhar em casa: “Há um mês estive a fazer uma tradução para uma peça que vai estrear para o ano e acabei a trabalhar com ela no marsúpio. Nos intervalos em que ela me deixava, em vez de ir dormir tinha de ir trabalhar. É complicado, mas hoje em dia é uma situação comum.”
