Um texto publicado pelo Wall Street Journal esta sexta-feira, dia 11, está a dar que falar. Trata-se de um artigo de opinião assinado pelo ensaísta Joseph Epstein, de 83 anos, e que muito consideram como um ataque direto a Jill Biden, de 69. É que o profissional tratou a mulher de Joe Biden por “miúda”, e depois alegou que esta deveria deixar de usar o título académico quando o marido assumir o cargo de presidente dos EUA, para o qual foi eleito nas últimas presidenciais.
“Existe alguma hipótese de deixar de usar o dra. antes do nome?”, escreve Epstein, continuando: “Dra. Jill Biden parece fraudulento, para não dizer cómico. Penso que as suas habilitações são em educação, é doutorada em educação pela Universidade de Delware”, diz o ensaísta, justificando: “Um homem sábio uma vez disse que ninguém se poderia chamar dr. a si próprio a não ser que já tivesse ajudado num parto. Pense nisso dra. Jill, e a seguir deixe de usar o dra.”.
O texto não foi bem recebido e tem sido alvo de muitas críticas na internet, com os internautas a acusarem Epstein de ter sido “sexista” na abordagem a este assunto.
O marido de Kamala Harris, Doug Emhoff, foi uma das primeiras vozes a surgirem na defesa de Jill Biden: “A dra. Biden conquistou as suas habilitações através de trabalho e esforço. É uma inspiração para mim, para os seus alunos e para muitos americanos. Este texto nunca seria escrito se se tratasse de um homem”. Hilary Clinton também reagiu: “O nome dela é dra. Jill Biden. Habituem-se”.