
Sílvia Alberto, de 40 anos, sempre disse que queria regressar ao trabalho poucas semanas depois de ser mãe. A sua vontade realizou-se depois do nascimento do primeiro filho, Pedro, de dois anos, porém, com Emília, de sete meses, foi mais demorado.
“Foi sucessivamente adiado pela pandemia e pelas medidas de confinamento do início do ano. Diria que foi um pouco agridoce, porque, por um lado, consegui desfrutar de mais tempo com a minha filha numa fase em que precisava tanto da mãe, por outro, o regresso à minha individualidade, ao meu trabalho, que é tão importante para a saúde mental, ficou adiado. Senti falta disso, mas fiz o aproveitamento saboroso daquilo que me estava a ser dado.”
Agora, de regresso ao Got Talent Portugal, Sílvia diz que tem sido maravilhoso. “Acho que se sente o prazer com que estou a apresentar o programa, estou a dar o meu máximo. Sou uma mulher de trabalho e acho que a vida se compõe de várias parcelas, não se pode separar nenhuma delas, para que nos sintamos completos”, frisou no lançamento do livro de Gonçalo Reis, garantindo que ser mãe de duas crianças pequenas – fruto do casamento com o espanhol Iñigo de Maria-Tomé Pérez – tem sido um bom desafio: “Está a correr lindamente. Estão saudáveis, felizes, a viver inconscientemente este período tão estranho que estamos a atravessar. Como são muito pequenos, não irão, espero, ser tão afetados como as crianças que já têm de usar máscara e que sabem exatamente o que se está a passar, até na forma de abordar o futuro e nas questões de socialização. Mas as crianças integram tudo muito facilmente. É o meu filho que já sobe a minha máscara quando ela está a cair do nariz!” [Risos.]