
Inês Meneses acaba de celebrar 50 anos. Tozé Brito tem 70. Conheceram-se há quatro, começaram a namorar há três e há dois que partilham casa. Decidiram casar-se com a certeza de que são um do outro, sem cobranças, falsas expectativas ou ilusões, ou não tivessem já sido casados e passado pelos desafios que a paternidade traz a um casal [Inês é mãe de Maria Inês, de 13 anos, e Tozé é pai de Ana e Niki, ambas adultas]. A ingenuidade, como dizem, ficou no passado, morada das memórias que respeitam, mas que não se tornam presente. É no hoje, que se vive no dia a dia, nas rotinas de quem partilha uma música que ouviu e gostou, nos abraços que se dão quando se chega a casa, nas inseguranças que se esbatem no consolo do outro, que protagonizam a sua história. É também no futuro, lugar de sonhos por realizar e que não vêm com data de validade, que se continuam a ver lado a lado, recusando-se a deixar o romantismo e a crença no “felizes para sempre” para os mais novos.
Juntos, a radialista e escritora e o músico podem tudo, não por não o conseguirem fazer sozinhos, mas por serem mais completos nesta partilha cúmplice, que lhes mostra que nunca é tarde para se ser ainda mais feliz.
Uma entrevista para ler na edição n.º 1374 da revista CARAS