
Rita Loureiro não é pessimista, mas, aos 52 anos, tem uma lucidez que já não se ofusca com desejos fantasiosos nem esperanças vãs. É por isso que assume, sem receio das palavras, o protagonismo que o medo passou a ter num mundo pandémico e em guerra, no qual o outro nos assusta e a angústia já é um sentimento que não se estranha. Contudo, mesmo no caos há sempre o ato de criar, que a leva a pôr-se à prova em tempos incertos, a fazer diferente, a questionar, a aprender e a redimir-se, uma entrega que lhe mostra o poder salvífico da arte. É também uma mulher e atriz com medos, muitos, mas não se recusa a viver nem a desfrutar do presente com as suas fragilidades, conquistas e afetos.
É esta Rita, inteira, que gosta de trabalhar sem rede, que integra o espetáculo Orlando, que esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II e que continua em digressão pelo país. Tendo como mote esta peça, que aborda a identidade de género e a “dignidade humana”, como salienta o seu encenador, Albano Jerónimo, a atriz conversou com a CARAS e revelou o que pensa uma mulher livre, descomplexada, curiosa e atenta ao mundo, o que a rodeia e aquele que se constrói dentro de si.
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