
Amber Heard voltou a testemunhar esta segunda-feira, dia 16, no tribunal de Fairfax, na Virgínia, EUA, no caso levantado por Johnny Depp, que alega difamação. No interrogatório feito pela sua própria advogada, a atriz admitiu ter agredido o ex-marido, mas alega que tal só aconteceu em situações de legítima defesa.
Questionada sobre uma gravação apresentada pela equipa de Depp na qual se ouve a sua voz a admitir ter agredido o ator.“Tu não foste esmurrado; foste atingido. Desculpa que te tenha acertado dessa forma, mas não te esmurrei.Não sei qual foi o movimento da minha mão, mas tu estás bem, não te magoei, não te esmurrei, apenas te atingi. Não te posso prometer que não vou voltar a fazê-lo… Deus, fico tão furiosa às vezes, que perco o controlo. Não estou para aqui sentada a queixar-me, pois não? Tu estás? Essa é a diferença entre nós. Tu és o raio de um bebé. És tão bebé. Cresce Johnny”.
Amber reage: “Há duas situações diferentes sobre as quais estamos a falar nesta briga”. E explica: “A primeira, sobre a qual começámos a falar, é sobre ele me ter batido. Estou a falar sobre… Essa conversa é sobre disparidade… a disparidade que existe entre mim e o Johnny numa luta física. A diferença em como ele me esmurra e eu reajo e bato-lhe. Estou a falar da diferença entre um murro, que o Johnny me dava com frequência, e eu bater-lhe quando me defendia. Sei a diferença entre os dois”.
Sobre a segunda situação, Amber alega que estava a tentar fechar-se num quarto para se proteger do ex-marido. “Ele estava a usar o corpo para tentar travar a porta. Eu tentava mantê-la fechada pois sabia o que ia acontecer quando ele chegasse ao outro lado. Estava a bater-lhe nos braços, no corpo, enquanto ele tentava impedir-me de fechar a porta”.
Declarações que diferem das que Johnny Depp fez em tribunal, uma vez que este disse que era ele quem tentava afastar-se da ex-mulher para evitar confrontos.