
Esta quarta-feira, dia 25, Johnny Depp voltou a testemunhar no tribunal de Fairfax, no estado norte-americano da Virgínia. Questionado pela sua equipa legal, o ator foi convidado a comentar algumas declarações feitas nos dias anteriores do julgamento, quer por Amber Heard quer por testemunhas que foram chamadas para falar em abono da atriz.
O ator voltou a afirmar que teve o dedo decepado em março de 2015, na Austrália. após, alegadamente, a ex-mulher lhe ter atirado uma garrada de vodka. Falou sobre a lua de mel, sendo convidado a descrever fotos onde, diz, ele próprio surgia com o rosto marcado por agressões. Garantiu também que Amber Heard lhe pediu para telefoner aos contactos que ele tinha na Warner Brother Studios, de modo a exercer influência para que ela conseguisse o papel de Mera em “Aquaman”.
Entre outros temas, falou ainda da irmã da atriz, Whitney Henriquez, que testemunhou a favor de Amber e referiu que tinha uma boa relação com a jovem. Relatou que esta e a atriz discutiam muito e que isso foi decisivo para Whitney deixar a casa de Depp onde ficou instalada por cerca de um ano.
Quando questionado sobre como se tinha sentido ao ouvir o depoimento da ex-mulher naquela sala de tribunal, respondeu: “É de loucos ouvir as acusações de violência, de violência sexual, que ela me atribui”. Diz ainda que o que foi dito por Amber Heard “é ridículo, humilhante, de loucos, selvagem, bruto, e tudo falso. Tudo falso”.
Para rematar, acrescenta: “Nenhum ser humano é perfeito, claro que não. Nenhum de nós. Mas nunca na minha vida cometi abuso sexual, abuso físico, todas estas histórias loucas. Vivi com isso durante seis anos, e esperei por ser capaz de falar a verdade. Isto não é fácil para ninguém, sei disso. Não importa o que aconteça, cheguei aqui, contei a verdade, falei sobre o que tenho carregado comigo, com tanta dificuldade, durante seis anos“.