
Amber Heard voltou a ser ouvida no julgamento que a opõe a Johnny Depp no tribunal de Fairfax, no estado norte-americano da Virgínia. Questionada pelo próprio advogado sobre como tem sido o seu dia-a-dia, relatou que tem ataques de pânico diários.
“Acordo todas as manhãs com ataques de pânico. Acordo a gritar, a tremer”, afirmou, com a voz alterada e agitada. De seguida, explicou que esta situação atinge as relações pessoais. “Os meus amigos vivem com regras veladas de que não me podem tocar, pois isso pode despoletar ataques de pânico”, relata, referindo ainda que os treinos que faz para os filmes, principalmente as cenas de luta, chegam a despoletar esses sintomas.
De seguida, o advogado da atriz pergunta pelo feedback que tem recebido devido ao julgamento. “Recebo milhares de ameaças de morte regularmente, senão diariamente. Pessoas gozam comigo, fazem piadas com o que se passa neste tribunal. Tem sido agonizante, doloroso, humilhante. Ninguém devia passar por algo assim”, afirma.
Amber é então convidada a contar o que pretende conseguir daqui para a frente. “Quero trazer luz a estes assuntos, dar voz a pessoas que não têm e não conseguem ter plataformas como eu tenho”, diz, acrescentando: “Só quero que o Johnny me deixe em paz. O Johnny tirou a minha voz. Tenho direito de contar a minha história e dizer o que aconteceu. Tenho direito de contar o que me aconteceu. Quero ter a minha voz de volta. É tudo o que quero.”
Após esta intervenção, espera-se o contra-interrogatório a Amber Heard pela parte da equipa de Johnny Depp.