
Wanda Stuart, hoje com 54 anos, tinha 14 quando pisou o palco pela primeira vez e rapidamente se tornou conhecida e acarinhada pelo grande público, pela sua voz, mas também pela sua imagem irreverente: o cabelo azul. Eva Stuart, a sua filha, pisa os palcos desde que nasceu, ao colo da mãe, começou a gatinhar no Casino Lisboa e aos sete anos era protagonista de um espetáculo no Teatro Rivoli, no Porto, prova de que “filho de peixe sabe nadar.” Tornou-se reconhecida pela sua participação no programa Ídolos, em que alcançou o segundo lugar, e pela forma como conquistou os jurados, que carinhosamente a apelidaram de diva, pela voz, pelo conhecimento musical, pela presença em palco e pela interpretação. Juntas, respiram arte e fazem dela o seu percurso.
– Wanda, ver a Eva a fazer o mesmo percurso que o seu, apesar de de forma diferente, deve deixá-la muito orgulhosa.
Wanda Stuart – Tenho muito orgulho, mesmo, mas também alguma preocupação. Ela própria também tem noção das dificuldades que às vezes a mãe atravessa para conseguir manter a caminhada a bom ritmo. Por outro lado, também é muito prazeroso, e essa preocupação é colmatada com o orgulho de ver que ela herdou de mim o gosto e também o talento, que usa à maneira dela, no tempo dela e com a personalidade dela, que é bem distinta da minha. Ela está a seguir o caminho dela, se bem que na mesma área, e a dar os passos por si própria e por mérito próprio, e isso é muito gratificante.
– Houve influência da vossa parte para que ela seguisse esta carreira?
– Nasceu dela. Aliás, eu e o pai dela, precisamente por termos noção do difícil que é esta profissão, até tentámos demovê-la. Tentámos que fosse para Economia, para que pelo menos não tivesse problemas de gestão, e ela também achou que esse poderia ser o seu plano B, mas não se sentia feliz. Percebemos todos que, mais do que tentarmos ir por um caminho seguro, temos é de ser muito bons naquilo que nos faz feliz.
Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1409 da revista Caras, também disponível em edição digital.