O estádio Al Bayt, no Qatar, foi este domingo, dia 20, palco da cerimónia de abertura do Mundial de 2022, um evento que durou cerca de 30 minutos e que contou com um espetáculo de música e fogos de artifício.
Durante este momento, que antecedeu o jogo de abertura da competição, Morgan Freeman fez um discurso onde falou sobre diversidade e união, tendo dado voz a um segmento intitulado “The Calling”, durante o qual disse que “o futebol engloba o mundo, une as nações no seu amor pelo desporto-rei. O que une as nações, une as comunidades”.
Sem que ninguém esperasse a sua presença, o ator norte-americano subiu ao palco onde também conversou com o jovem influencer qatari Ghanim Al Muftah, mas a presença de Freeman, de 85 anos, na cerimónia de abertura desagradou a muitos dos seus fãs, que usaram as redes sociais para mostrarem o seu descontentamento.
Em causa está o facto de o Qatar ser um país intolerante, onde os direitos humanos não são respeitados, o que poderá ter contribuído para levar à morte um número elevado de trabalhadores que construíram muitos dos estádios para esta competição.
“Para um homem que interpretou Nelson Mandela [no filme ‘Invictus’] é uma desilusão vê-lo aceitar dinheiro e apoiar um regime opressivo”, escreveu um utilizador do Twitter. “Nunca teria imaginado que o Morgan Freeman associaria o seu nome a isto. O dinheiro fala mais alto”, escreveu outro utilizador da mesma rede social.