O advogado de Kathryn Mayorga, que acusou Cristiano Ronaldo de violação, num caso que remonta a 2009, terá que pagar uma indemnização superior a 300 mil euros ao jogador português. A notícia é avançada pelo jornal norte-americano The Athletic e refere-se a um reembolso dos honorários que o capitão da Seleção Nacional teve que suportar para se poder defender durante o processo legal, que foi entretanto arquivado.
De recordar que a modelo alegava ter sido abusada sexualmente por Cristiano Ronaldo num hotel em Las Vegas, há 14 anos, numa altura em que o jogador tinha 24 anos e Kathryn 25, acusações que foram sempre negadas pelo avançado, que confirmou que ambos tiveram de facto relações sexuais, mas que estas terão sido consensuais.
A modelo e o jogador chegaram a um acordo judicial em 2010, tendo sido feito um pagamento de 375 mil dólares a Mayorga em agosto desse ano. As queixas foram, assim, retiradas, mas anos mais tarde, após fugas de informação trocadas entre o futebolista e os seus advogados, Kathryn decidiu reabrir o processo.
Já em 2021, o juiz Daniel Albregts, do Nevada, recomendou o arquivamento do processo e alegou que Leslie Mark Stovall, advogado da modelo, agiu “de má-fé”. Nunca foram encontradas evidências de crime ou que os advogados de Ronaldo tivessem intimidado Mayorga a aceitar o acordo, tal como defendia o advogado.
Já a juíza federal Jennifer Dorsey determinou, em 2022, que Leslie Mark Stovall baseava as suas acusações em documentos confidenciais roubados, considerou que Cristiano Ronaldo tinha sido prejudicado pelo advogado de Mayorga, arquivou o processo e obrigou Stoyall a pagar um total de 334.637,50 dólares ao jogador.
Por esse motivo, Peter Christiansen, advogado de Cristiano, pediu que o advogado fosse responsabilizado por pagar as despesas que o jogador teve com a sua defesa (um total de 626 mil dólares). O pedido do advogado foi aprovado em tribunal esta terça-feira, dia 14 de fevereiro, mas a indemnização cobrirá apenas parte das despesas.
Até ao momento, nem Ronaldo nem o seu advogado comentaram a decisão.