
Mariana Monteiro foi uma das convidadas da Guerlain para a apresentação da coleção Aqua Allegoria, que culminou num workshop de flores na Quinta de Sant’Ana, em Mafra. Como seria de esperar, as preferências e os rituais de beleza estiveram no centro das conversas.
“Neste momento, a minha estratégia é não estabelecer prazos e não sei mesmo dizer se o meu regresso às novelas é para breve.”
No caso da atriz, de 34 anos, tudo já é feito de uma forma muito natural, às vezes quase mecânica. “Acho que já nasci assim”, brinca Mariana, que faz questão de recordar que já trabalha com a imagem desde os 16 anos, altura em que abraçou a profissão. “Para mim, o normal passou a ser este processo de maquilhar e desmaquilhar diariamente, de me pentearem todos os dias…”, acrescenta. E no que toca a perfumes – o motivo que nos reuniu em Mafra –, há também relações especiais, quase como se fosse um casamento: “Estive dez anos com o mesmo perfume, mas de repente pensei que tinha de mudar, como se fosse também uma mudança de capítulo”, brinca. Atualmente, afirma que gosta de misturar fragrâncias e o resultado assume ser muito agradável e original, ao que, em jeito de brincadeira, chama “Mariana fusion”.

“Gostei de fazer a série ‘A Hora dos Lobos’ porque me colocou num registo muito diferente do que é habitual.”
Uma liberdade de escolher muito semelhante à que vivenciou recentemente no Festival de Música de Coachella, na Califórnia, ao qual assistiu pela primeira vez, durante as últimas férias do outro lado do Atlântico. “Há 11 anos que não ia nem a Los Angeles nem a Nova Iorque e confesso que estava com muitas saudades de regressar a essas duas cidades especiais. Foi incrível! De facto, o festival é muito peculiar e acaba por ser uma oportunidade e uma forma de nos exprimirmos através da moda, do look que escolhemos e também sem julgamentos, um feeling que me agrada muito. Cada um vai como quer e lhe apetece e é isso que faz todo o sentido!” Em termos profissionais, Mariana Monteiro guarda com especial carinho o seu último projeto, o telefilme A Hora dos Lobos, realizado pela atriz Maria João Luís, que passou recentemente na RTP1: “Foi um projeto muito gratificante, porque me colocou num registo muito diferente do que é habitual e foi fantástico ser dirigida pela Maria João Luís, com quem já tinha trabalhado, mas não a dirigir-me”, explica. Para já, assume que não sabe quando voltará ao registo novela, pois tem vários projetos enquanto atriz e neste momento – até depois de ter vivido um ano em Madrid, onde melhorou o idioma e conheceu outro mercado – não esconde que está mais interessada em fazer cinema e séries. “Esta profissão é muito solitária também, tem de ser a pessoa a fazer a sua carreira e o seu caminho. E eu estou no meu caminho!”, defende. “Por isso, cada vez mais evito estabelecer prazos. Neste momento, a minha estratégia é um pouco diferente e não sei mesmo dizer se o meu regresso será para breve ou não. Para já, o meu desejo é investir noutras vertentes da minha área, depois logo se vê”, prossegue. E, à boleia da conversa sobre séries, Mariana aproveitou para dar os parabéns aos atores de Rabo de Peixe, a série-sensação da Netflix que acaba de ver confirmada a sua segunda temporada. “A série é maravilhosa e fiquei muito orgulhosa do que vi”, afirma, entusiasmada com o sucesso dos colegas.